julho, 2017

22jul(jul 22)9:00 PM14ago(ago 14)10:40 PMOcupação Rio Diversidade reestreia no Teatro Ipanema em 22 de julho(julho 22) 9:00 PM - (agosto 14) 10:40 PM Teatro IpanemaAgenda cultural:Teatro

Detalhes

Depois de passar por Nova York e São Paulo no primeiro semestre, a OCUPAÇÃO RIO DIVERSIDADE, idealizada pela dramaturga Márcia Zanelatto, volta ao Rio para curta temporada no Teatro Ipanema.

No início do mês de maio, os textos do espetáculo – selecionados para representar a América do Sul – foram apresentados em uma leitura pública em Nova York, como parte da programação do Pen World Voices: Internacional Play Festival, um dos festivais literários mais importantes do mundo. Há propostas para uma montagem novaiorquina em andamento.

Conduzida pela drag queen Magenta Dawning, a Ocupação Rio Diversidade apresenta quatro solos consagrados pela crítica e pelo público:

GENDERLESS – UM CORPO FORA DA LEI

Com Larissa Bracher, texto de Marcia Zanelatto e direção de Guilherme Leme Garcia

Inspirado na história real de Norrie May-Welby que, em 2010, depois de travar uma luta contra o Estado da Austrália, se tornou a primeira pessoa do mundo a ser reconhecida como “sem gênero específico” (genderless). A partir do fato, a peça reflete poeticamente sobre os gêneros masculino e feminino e os conflitos entre as identidades sexuais e as estruturas sociais.

COMO DEIXAR DE SER

Com Kelzy Ecard, texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de Renato Carrera

Uma mulher de meia idade, interpretada por Kelzy Ecard, está presa dentro de um “armário-sala”, herança da mãe, simbolizando sua prisão interna. Durante 20 minutos de exasperação, ela divide com a plateia o peso de não ter a coragem de assumir quem é verdadeiramente, revelando seus pensamentos e desejos mais profundos.

A NOITE EM CLARO

Com Thadeu Matos, texto de Joaquim Vicente e direção de Cesar Augusto

O autor Joaquim Vicente lembra que ainda estava sob o impacto do assassinato do diretor teatral Luiz Antonio Martinez Correa nos anos 1980 quando, numa manhã, um amigo e escritor famoso, chegou pouco antes de amanhecer à sua casa e contou que tinha passado “a noite em claro” com um assassino que talvez fosse o mesmo procurado pela morte de Luiz Antonio. O contundente e verídico relato foi transformado em peça.

FLOR CARNÍVORA

Com Gabriela Carneiro da Cunha, texto de Jô Bilac e direção de Ivan Sugahara

A última peça da noite. Em uma suposta plenária, a flor carnívora afirma o hermafroditismo das plantas, sua indefinição de gênero, sua intersexualidade, e protesta contra a colonização organizadora do homem, que procura catalogar e normatizar o que a natureza criou diverso. Um ato de liberdade por um mundo “menos transgênico e mais transgênero”.

CENÁRIOS EM CAMADAS

Em sua primeira versão apresentada em julho de 2016, as quatro peças ocupavam o Castelinho do Flamengo utilizando o conceito site specific – os espaços cênicos eram criados a partir das características da arquitetura da casa. Agora, para o palco italiano, o cenógrafo Daniel de Jesus transpôs a concepção original de cada um dos diretores, criando novos cenários que se revelam em camadas.

Na primeira peça, Genderless, a cena acontece na primeira camada do palco, o proscênio, diante das cortinas fechadas. A concepção minimalista de Guilherme Leme Garcia, utiliza-se somente de um IPad e uma cadeira. Na segunda peça, Como deixar de ser, temos um cenário vertical alto que cobre toda a boca de cena. Na terceira peça, A noite em claro, alcança a metade do palco, onde a tecnologia domina os recursos cênicos escolhidos por Cesar Augusto. E, finalmente, na quarta e última peça,Flor Carnívora, Ivan Sugahara traça uma linha de ação que vai do proscênio ao fundo do palco, onde se revela um ambiente em que a natureza prevalece.

EVENTOS ESPECIAIS

Para esta edição, haverá surpresas e novidades. Após a estreia do espetáculo, dia 22 de julho, sábado, haverá a festa Bate Cabelo no foyer, com a DJ Jojo e participações especiais. O bar do teatro estará aberto.

No dias 05 e 12 de agosto, sábados, o público assistirá um número novo, com a drag La Wanda, sob os auspícios da drag Magenta Dawning. O número terá participação especial de outras grandes drags da cena carioca. Nestes dias, a peça “Como deixar de ser” não será apresentada.

Após os espetáculos de segunda-feira, haverá debates e encontros personalidades da cena e do ativismo LGBTQ que serão confirmados durante a temporada nas redes sociais. Está previsto um encontro emocionante com a rede Mães pela Diversidade. Para ficar por dentro, é só acompanhar a conta Rio Diversidade nas principais redes sociais. Lá também haverá promoções especiais.

FICHA TÉCNICA

Iluminação – Daniela Sanchez
Cenário e Designer gráfico – Daniel de Jesus
Visagismo – Marcio Mello
Vídeo de rua da peça Flor Carnívora – Dalton Valério
Design de som para a peça Genderless – Marcello H.
Fotos – Elisa Mendes/ Juliana Chalita/ Dalton Valério
Operador de luz – Anderson Peixoto
Operadora de som – Telma Lemos
Contrarregragem – Renato Barreto, Felipe Prado, Glauco Deris
Cenotécnico – Renato Silva
Teasers – Raquel Diniz
Direção de Palco e Produção executiva – Pedro Uchoa
Direção de Produção – Juliana Mattar e Marcia Zanelatto
Idealização e direção geral – Marcia Zanelatto
Realização – Transa Arte e Conteúdo
Assessoria de Imprensa – JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Serviço

REESTREIA: dia 22 de julho (sábado), às 21h
LOCAL: TEATRO IPANEMA
Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema
Telefone – (21) 2267-3750
HORÁRIOS: Sábados às 21h, domingos e segundas às 20h
DURAÇÃO: 1h40
INGRESSOS: R$40,00 e R$20,00 (meia)
CAPACIDADE: 222 espectadores
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 18 anos
TEMPORADA: até 14 de agosto

Horário

Julho 22 (Sábado) 9:00 PM - Agosto 14 (Segunda) 10:40 PM

Localização

Teatro Ipanema

Rua Prudente de Moraes, 824 - Ipanema, Rio de Janeiro

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