O papa da Pop Art Andy Warhol era um artista multimídia antes do termo ter se difundido. Ficou famoso não só por suas telas e instalações, mas também por suas sessões de fotografia, filmes e também capas de disco.

Warhol sempre teve um aproach com a música. Seu trabalho mais famoso nessa seara é a capa do disco Velvet Underground & Nico,  de 1967, debut da banda de Lou Reed que o artista plástico apadrinhou. A primeira edição da capa icônica trazia a banana amarela como um adesivo que quando retirado revelava sugestivamente uma banana avermelhada. Por essa sua habilidade para elaborar capas inusitadas e inventivas, Warhol seria procurado até sua morte em 1987 por vários artistas que queriam a arte da capa de seus discos com a assinatura mais cool das artes plásticas.

Capa de Velvet Underground & Nico
Capa de Velvet Underground & Nico

Contudo poucas pessoas sabiam que ele estava ativamente empenhado em fazer arte capa de disco desde 1949, e que foi tão profícuo nessa função. Confira abaixo dez capas, além da do Velvet Underground, assinadas por Andy Warhol.

 

The Story of Moondog, Moondog (Prestige, 1957)

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O Viking da 6a avenida, como era conhecido o Americano Moondog, teve a capa de seu disco de 1957 ilustrada por Warhol. Os manuscritos são na verdade da mãe do artista plástico.

Tennessee Williams Reading from The Glass Menagerie, The Yellow Bird and Five Poems, Tennessee Williams (Caedmon, 1960)

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O dramaturgo Tennessee Williams gravou a leitura de The Glass Menagerie, The Yellow Bird And Five Poems. Na capa, mais uma vez vemos a caligrafia da mãe de Warhol e ilustrações com cores variantes.

Count Basie, Count Basie (RCA Victor, 1955)

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Retrato à base de tinta do grande band-leader Count Basie, pensado para pensado para configurar entre os primeiros de retratos de celebridades de Warhol. A foto em que a pintura é baseada aparece no verso.

Menlove Ave, John Lennon (Parlophone/EMI, 1986)

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O segundo disco póstumo de John Lennon, lançado sob a supervisão de Yoko Ono.

The Painter, Paul Anka (United Artists, 1976)

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A pintura de Warhol do cantor e ator canadense Paul Anka, e uma das primeiras capas a exibir o estilo de impressão de cores vivas de seus retratos mais famosos.

Blue Lights, Kenny Burrell (Blue Note, 1958)

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É o segundo volume de uma série do artista com capas desenhadas por Warhol em cores diferentes. Desde então tem sido usado em várias retrospectivas.

Progressive Piano, Vários (RCA Victor, 1952)

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O disco, ainda da fase em que ilustrava capas de discos de Jazz, antes do estouro como artista plástico, traz uma coletânea de jazz em piano.

The Smiths, The Smiths (Rough Trade/Sire, 1984)

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A capa do debut do The Smiths é a apropriação de um still do ator Joe Dalessandro no filme “Flesh”, que Warhol dirigiu em 1968.

Love You Live, The Rolling Stones (The Rolling Stones/Atlantic, 1977)

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Muitos acham pensam que a língua dos Stones é de autoria de Andy Warhol. Na verdade ele apenas deu a ideia do conceito da capa, com oum ziper de verdade abrindo e fechando a calça jeans. O disco da banda inglesa que teve a capa realmente desenhada pelo artista foi este ao vivo triplo (duplo em CD), compliação de apresentações das turnês de 75 e 76/77. Warhol não ficou nem um pouco contente com a intervenção a lápis que Mick Jagger fez na arte.

MONK: Thelonious Monk with Sonny Rollins and Frank Foster, Thelonious Monk (Prestige, 1954)

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O encontro do excêntrico gênio do jazz Thelonious Monk com Sonny Rollins e Frank Foster em 1954 foi ilustrado por Andy Warhol.

Silk Eletric, Diana Ross (RCA, 1982)

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O título do disco de Diana Ross (que tem um single produzido por Michael Jackson, ‘Muscle’) já faz referência à técnica consagrada por Warhol, o silkscreen (serigrafia). A capa traz Diana em um retrato no clássico estilo do artista.

The Academy in Peril, John Cale (Reprise, 1972)

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Ex-guitarrista do Velvet, Cale cedeu a música ‘Days of Steam’ no filme “Heat”, produzido por Warhol em 1972. Em troca, ganhou a capa para seu disco.