Com a chegada de Liga da Justiça aos cinemas, lembramos aqui de filmes da DC/Warner que estavam sendo desenvolvidos antes da consolidação do Universo Cinematográfico da DC. Eram projetos bastante promissores, mas que, por motivos diversos, não saíram do papel ou se converteram em outros filmes. Confiram abaixo Sete filmes cancelados da DC, mas que nós queríamos muito ver.

7. Batman Unchained/Batman Triumphant

No filme, o Cruzado de Gotham enfrentaria o Espantalho, que teria como arma seu gás alucinógeno, que levaria o herói a um pesadelo em que enfrentaria seus medos mais obscuros. Nessas alucinações apareceria o Coringa (Jack Nicholson voltaria ao papel). Harley Quinn faria uma participação, mas no script ela seria filha (!!!) do palhaço e viria com propósito de vingar a morte do pai. Poderia render algo inovador para a época ou um abacaxi. Ocorre que o filme seria uma continuação de “Batman e Robin”. A Warner, satisfeita com o resultado de Batman Eternamente, já pensava em um quinto filme. O fiasco de “Batman e Robin” acabou engavetando o projeto que tinha como título provisório ‘Batman Unchained’ e depois mudou para ‘Batman Triumphant’. Mas o vilão seria utilizado mais tarde no reboot “Batman Begins”.

6. Lobo

Esse na verdade ainda tem boas chances de ganhar as telas. Jason Fuchs, roteirista de “Mulher-Maravilha” foi contratado em 2016 para escrever o longa de Lobo seguindo a linha censura 18 anos de “Deadpool” e “Logan”. O projeto iniciado em 2009, com Guy Ritchie na direção, seria PG-13 (a nossa censura 12 anos) e traria o protagonista tendo uma menina de 12 anos como ajudante. Ritchie abandonou o projeto e foi dirigir “Sherlock Holmes”. Fuchs afirma que está trabalhando no roteiro do zero, então nada do original será aproveitado.

5. Green Arrow: Escape From Super Max

O roteiro era bem interessante. Acusado de um crime que não cometeu, Arqueiro Verde ia parar em uma prisão de segurança máxima construída para abrigar os maiores supervilões do mundo. Visando provar sua inocência, ele contaria com a ajuda de Lex Luthor e do Charada. O diretor escolhido foi David Ayer. O filme não aconteceu, o Arqueiro encontrou lugar cativo na TV e Ayer se encarregou de “Esquadrão Suicida”.

4. Mulher-Gato de Tim Burton

A performance marcante de Michelle Pfeiffer em “Batman: O Retorno” no papel da Mulher-Gato estimulou Tim Burton a realizar um spin off protagonizado por ela. Daniel Waters foi contratado para escrever o roteiro, que se concentraria em Selina Kyle, após os eventos de “Batman: O Retorno”, se recuperando de suas feridas em Oasisburg, uma cidade estilo Las Vegas cheia de super-heróis bem-sucedidos que ela teria passe livre para zombar. O conceito satírico teria com alvo justamente os filmes de super-heróis protagonizados por homens. O filme não foi realizado pois Burton foi afastado do universo de Batman para dar lugar a Joel Schumacher e Waters também abandonou o projeto quando “Batman Eternamente” estreou. Mais tarde, depois de muitas reescrituras, “Mulher-Gato” ganhou as telas com Halle Berry.

3. Sandman

Não é uma adaptação de super-heróis, mas não existe um fã de quadrinhos que não sonhe com uma adaptação de Sandman. Temos que levar em consideração que a obra-prima de Neil Gailman não é fácil de ser adaptada. Certamente por isso que foram várias tentativas até hoje, sem que nenhuma saísse do papel. A primeira foi em meados dos anos 90, quando os escritores Ted Elliott e Terry Rossio, então mais conhecidos por seu trabalho no “Aladdin” da Disney, foram contratados. Jon Peters (que queria aranhas robóticas no roteiro de “Superman Lives”) foi um dos produtores no projeto, e não pareceu não entender o rascunho. Ele queria adolescentes mais sexy (!!!) e que Sonho usasse calças e distribuísse sopapos para os bad guys. Isso derrubou o projeto, mesmo depois que o diretor Roger Avary tentou intervir e explicou o quão bom era o roteiro.

2. Liga da Justiça de George Miller

O criador de “Mad Max” tinha uma visão bastante peculiar sobre o maior time de super-heróis do mundo. Ele os vê como a versão moderna dos deuses da Grécia e colocaria seu estilo consagrado à enésima potência para levá-los à telona de forma grandiosa. No elenco, Armie Hammer seria Batman, Megan Gale, a Mulher-Maravilha, Adam Brody, Flash, Santiago Cabrera, Aquaman e Common na versão John Stewart de Lanterna Verde. No papel de Superman a escolha foi DJ Cotrona. O ator revela que Miller pretendia mostrar o Filho de Krypton realizando coisas jamais vistas antes em live action.

Lanterna Verde (Common), Flash (Adam Brody), DJ Cotrona (Superman), Batman (Armie Hammer), Mulher-Maravilha ( Megan Gale), Aquaman (Santiago Cabrera,) e Caçador de Marte (Hugh Keays-Byrne)

Na trama, Maxwell Lord (Jay Baruchel) busca vingança pelos experimentos do Projeto OMAC (um arco dos quadrinhos pré-Crise Infinita) que lhe deram algumas habilidades psíquicas. Ele realiza ataques que exploram a fraqueza dos super-humanos. Além de pessoas comuns transformadas em ciborgues, o vilão contava com uma arma mortal: um Super-Homem mentalmente controlado para destruir a Liga da Justiça. Daí veríamos um embate crítico entre o Homem de Aço e a Mulher-Maravilha. Do argumento se depreende que Flash teria o arco mais bem desenvolvido da equipe e roubaria a cena com humor irreverente.

Teste de figurino com Megan Gale como Mulher Maravilha
Arte conceitual de Aquaman
A foto do elenco e equipe

O projeto estava em fase preliminar em 2007. Mas aí veio a greve de roteiristas, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” fez um enorme sucesso e a Warner deixou o projeto da equipe de lado. Com o sucesso dos filmes da Marvel e seu megaevento Vingadores, o estúdio voltou com força total a trabalhar no projeto de levar a Liga às telonas.

1. Superman de Tim Burton

Esse é sem dúvida o filme de super-herói que não chegou às telonas que todo fã queria ver. Afastado de Batman, Tim Burton ganharia da Warner uma oportunidade de tocar o reboot de Superman, com o título preliminar de “Superman Reborn”.Os planos de lançamento, a princípio, eram para o verão americano de 1998. O filme teria como matriz o arco da “Morte e Retorno do Superman” nos quadrinhos. Para o papel principal a escolha foi Nicholas Cage (embora o produtor Jon Peters preferisse Sean Penn). Para o papel de Jor-El, o principal nome a ser cogitado foi o de Sean Connery; o de Lois Lane tinha Winona Ryder como candidata favorita (embora Jennifer Connely também estivesse bem cotada) e o de Jimmy Olsen cairia nas mãos de Matt Damon.

O roteiro passou por inúmeras versões, porém a mais promissora era a de Kevin Smith. A essa altura o working title já era “Superman Lives”. Só que intenção era fazer do Homem de Aço um novo Batman. Smith, por sua vez, tentava de tudo para manter o script o mais fiel aos quadrinhos possível, mas fidelidade não estava na ordem do dia naquela época. Assim, Peters escreveu um roteiro com Burton cheio de “liberdades criativas”. Um Superman que não voa, e sim usa um “superjato”; embate com um exército de ursos polares e aranhas robóticas são exemplos do rumo que a coisa tomou.

Em 1998 (quando o filme deveria estar sendo lançado) a Warner afastou Burton e chegou a considerar um retorno de Smith, dessa vez como diretor. Em seguida, o projeto foi engavetado. Recentemente foi produzido o documentário “The Death of Superman Lives: What Happened?”. Saiba mais detalhes da produção, do script, e veja o depoimento de Smith sobre seu envolvimento no longa aqui.