Num thriller fraco e confuso, Cadáveres Bronzeados apresenta uma mistura estética dos velhos filmes de Western Spaghetti (tanto que traz músicas de Ennio Moricone em sua trilha) com alguns filmes de Quentin Tarantino, incluindo cortes para mostrar cenas ocorridas ao mesmo tempo em núcleos diferentes.

O filme mostra o assalto de uma gangue um carro-forte com barras de ouro (uma alusão às carruagens assaltadas no Velho Oeste) ocorrido em um lugarejo isolado e que se escondem um uma casa isolada. Lá são visitados pela esposa e o filho de um dos membros do bando. Só que a criança foi levada da guarda do ex-marido e por isso, dois policiais irão até lá para trazer o menino de volta, mas são confundidos e acabam em um intenso tiroteio.

O grande problema do filme está no seu roteiro, que não apresenta seus personagens e confunde o espectador o tempo todo, pois como não sabemos quem são, ficamos sem entender sobre quem o outro personagem está falando, o que faz falta para o entendimento da trama como um todo. Os personagens falam sobre a traição de um deles, mas em nenhum momento fica claro, qual deles é, devido essa falta de apresentação.

Existem algumas escolhas estéticas bem fracas, como o uso constante do relógio para fazer os cortes de cenas para os outros núcleos, o que acaba sendo desnecessário e bem cansativo. Outra escolha ruim são cenas de delírio dos personagens mostrando imagens que não fazem referência narrativa e que parecem que estão ali apenas para chocar o espectador, de gosto muito duvidoso e violência sem sentido.

O tiroteio acaba tomando quase dois terços do filme, que acaba sendo arrastado e enfadonho. Você acaba torcendo para que as coisas se resolvam logo e ver se acontece algo novo e assim acabe salvando o filme, o que infelizmente não acontece.

Cotação: Ruim