De carona no fenômeno literário de histórias de amor com apelo mais dramático, o cinema vem capitalizando na vertente, fazendo do nicho uma verdadeira indústria de adaptações. Depois de sucessos absurdos como o competente (mais um tantinho apelativo) A Culpa é das Estrelas e o carismático Como Eu Era Antes de Você, outra transposição de best-seller das livrarias para o cinema ganha holofote: Tudo e Todas as Coisas, baseado na obra de Nicola Yoon.

A trama é bem boa. Maddy Whittier (Amandla Stenberg), uma garota que, ainda bebê, desenvolveu uma doença chamada IDCG (imunodeficiência combinada grave), que faz com que ela seja alérgica basicamente a tudo. Até o ar pode ser nocivo a sua vida. Diante disso, Maddy vive trancada em uma casa que é adaptada com inúmeros aparelhos que a mantém protegida. Só que tudo muda quando essa garota começa a conversar, através da janela, com seu vizinho, um menino chamado Olly (Nick Robison), que fica intrigado com a situação da menina e tenta mostrar a ela os prazeres da vida. Se apaixonam e descobrem que a limitação física não é um imponderável para o que surge entre eles.

Apesar da boa premissa e de algumas ideias visuais funcionarem muito bem, a direção de Stella Meghie é levada no piloto automático, tanto que as viradas e até mesmo o fim soam bem anti climáticas. E o esteio desse tipo de filme está na química do casal protagonista, o que aqui se resolve de maneira fofa, mas é inegável o quanto Amandla é bem mais bonita que necessariamente boa atriz. Suas cenas exigem uma dose de equilíbrio dra,ático que ela ainda não possui.

A história segue sem sobressaltos, o mocinho não tem defeitos, a trilha sonora segue a tendência desse “gênero” e a mensagem é passada de maneira previsível. Noves foras, o filme é bem cretino e sabe disso. Vai ver que é por isso que resulte inofensivo. No bom e no mau sentido.