Jon Favreau se tornou um dos diretores ‘mais quentes’ de Hollywood após o enorme sucesso de público e critica que Homem de Ferro[bb] recebeu. Já confirmado na cadeira para Homem de Ferro 2, Favreau foi convidado por James Cameron[bb] para conhecer a tecnologia por trás de Avatar como reportou o AICN.

“Ele é do tipo incansável em se tratando da quantidade de investimento que ele coloca, em seus projetos, tanto em termos de tempo e dedicação. Vocês sabem, ele não faz muitos filmes, portanto em cada um ele coloca todo esforço e idéias que possui. E acredito que ele esteja tentando apresentar este formato de uma maneira que as pessoas enxerguem como um divisor de águas e acreditem que seja o futuro. Não acredito que seja algo passageiro, será algo que vai uma nova porta e ai o foco vai mudar para quantos cinemas realmente poderão apresentá-lo da maneira correta.”

Favreau disse ter fechado um bom negócio com Cameron e que pretende apresentar utilizar uma técnica bem parecida em Homem de Ferro 2, já que o diretor confessou que acha que IMAX (utilizado em O Cavaleiro das Trevas) ainda não funciona muito bem dentro das limitações que o CG apresenta, além de ter um curso elevado. Mas voltando para Avatar, realmente Jon Favreau se mostra muito emplogado, confira outra declaração do diretor sobre o filme:

“Acredito que Avatar será aquele tipo de filme que você precisa assistir e assistir novamente para entender tudo aquilo que está olhando. E ainda por cima temos um história muito efetiva. Ele realmente cria uma aventura e te coloca dentro da jornada do herói, bem no sentido pregado por Joseph Campbell.”

Nota: Joseph Campbell é o responsável pelo conhecido monomito, muito popular nos meios artísticos e de comunicação visual, particularmente sempre fui fascinado com o conceito que basicamente está presente em qualquer filme, quadrinho, animê, livro e também em propagandas. Para entender melhor  retirei da wikipedia um trecho explicativo.

O monomito (às vezes chamado de “Jornada do Herói”) é um conceito de jornada cíclica presente em mitos, de acordo com o antropólogo Joseph Campbell. Como conceito de narratologia, o termo aparece pela primeira vez em 1949, no livro de Campbell The Hero with a Thousand Faces (“O Herói de Mil Faces”). No entanto, Campbell era um conhecido estudioso da obra de James Joyce (em 1944 publicara, em co-autoria com Henry Morton Robinson, a resenha A Skeleton Key to Finnegans Wake, “Uma Chave-Mestra para Finnegan’s Wake”) e tomou emprestado o termo monomyth (monomito) do conto Finnegan’s Wake, do autor irlandês.

O padrão do monomito foi adotado por George Lucas para a criação da saga Star Wars, tanto na trilogia original quanto suas “preqüências”.

O roteirista de Hollywood e executivo da indústria cinematográfica Christopher Vogler também usou as teorias de Campbell para criar um memorando para os estúdios Disney, depois desenvolvido como o livro “The Writer’s Journey: Mythic Structure For Writers” (A Jornada do Escritor: Estrutura Mítica para Roteiristas). Este trabalho influenciou os 10 filmes produzidos pela empresa entre 1989 (A Pequena Sereia) e 1998 (Mulan), além da trilogia Matrix dos irmãos Wachowski.

A idéia de monomito em Campbell explica sua ubiqüidade por meio de uma mescla entre o conceito junguiano de arquétipos, forças inconscientes da concepção freudiana, e a estruturação dos ritos de passagem por Arnold van Gennep.

Desde o final dos anos 1960, com o advento do pós-estruturalismo, teorias como as do monomito (que são dependentes de abordagens baseadas no estruturalismo) perderam terreno nos círculos acadêmicos. Este padrão da “jornada do herói” ainda é influente entre artistas e intelectuais mundo afora, no entanto, o que pode indicar a utilidade contínua e a influência ubíqua dos trabalhos de Campbell (e assim como evidência sobre a importância e valididade dos modelos psicológicos freudiano e especialmente junguiano).