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Os 10 filmes mais importantes da carreira de Sylvester Stallone

Sylvester Stallone está completando 70 anos hoje. Nascido Sylvester Gardenzio Stallone, em 06 de julho de 1946, em Nova York (NY), o ator se consagrou nos papéis de Rambo e Rocky, e se tornou símbolo do cinemão de ação dos anos 80, visto na década de 2000 como o western: um gênero morto. Conseguiu a façanha de trazer o gênero de volta de maneira meio satírica com Os Mercenários. Neste ano, ele se consagrou como campeão moral do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo spin off de Rocky, “Creed”.

Aproveitando seu aniversário, vamos lembrar aqui seus dez filmes mais importantes.

10. Tango e Cash: Os Vingadores (1989)

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Um filme de ação absurdo, bem ao estilo anos 80, unindo dois astros de filmes de ação: Stallone e Kurt Russell. Dirigido pelo diretor veterano russo Andrey Konchalovskiy, era um típico longa que pegava um mote bastante em voga na época, de dois agentes antagonistas que devem trabalhar juntos em um caso. Ray Tango (Stallone) e Gabriel Cash (Russell) são dois policiais da divisão de narcóticos que não se suportam e caem em uma armadilha de um chefão do tráfico, que os incrimina em um assassinato sem álibe. Os dois devem, então, além de provar sua inocência, ceifar as ações criminosas do bandido. As farpas trocadas entre os dois são as melhores coisas deste título que une ação policial com um clima irresistível de filme b. Detalhe para a Lois Lane e Desperate Housewife Teri Hatcher como irmã de Tango e interesse romântico de Cash

9. Stallone Cobra (1986)

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“Um Tira da Pesada” seria protagonizado por Stallone, mas o ator começou a interferir no script. Queria dar um tom mais sério e que o protagonista se chamasse Axel Cobretti, atendendo pelo apelido de “Cobra”. A Paramount não concordou, resolvendo mudar o tom do filme para comédia de ação, e chamou Eddie Murphy para o papel principal. Mas Stallone não se deu por vencido, levou seu projeto para a Cannon Filmes e daí tivemos um dos filmes de ação mais emblemáticos dos anos 80. Na trama, Marion Cobretti, o Cobra (Stallone), é um policial durão que deve proteger a única testemunha sobrevivente a uma estranha seita assassina com planos malignos. Número de mortos no filme: 52, dos quais 41 pelo protagonista. No elenco, Brigitte Nilsen, a esposa de Ivan Drago em Rocky IV que veio a se tornar a senhora Stallone.

8. Os Mercenários (2010)

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Na década passada, o gênero filme de brucutu, que consagrou Stallone e tanto rendeu bilheteria nos cinemas e dinheiro nas locadoras nos anos 80 e início dos 90, estava em baixa. Coube a Stallone reunir vários astros veteranos do cinema de ação como Dolph Lundgren, Jet Li, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger trazer o gênero de volta, de forma meio satírica, remando contra a maré das continuações, reboots e adaptações de quadrinhos, empreendendo um dos filmes do gênero mais divertidos da década. Com cenas filmadas no Brasil, Stallone acabou dando mancada ao fazer um comentário infeliz sobre o país durante a Comic Com de San Diego de 2010, dizendo que “lá você explode uma vila e eles te dão um macaco de presente”. Na verdade ele quis dizer que o povo aqui é muito gentil, mas, ainda assim, pegou mal.

7. Rambo 2: A Missão (1985)

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A continuação de “Rambo: Programado para Matar” foi por muito tempo considerada ufanista e revanchista, com o personagem voltando ao Vietnã para ganhar a guerra perdida dez anos antes. Mas olhando atentamente, vemos que o script assinado por James Cameron é exatamente o oposto disso. Se propõe em delatar o quão nefasto é o imperialismo. Rambo aqui é vítima de uma tramoia de um grupo escuso da alta cúpula militar norte americana. Quando toma consciência de que serviu de joguete, já está mergulhado em um inferno. O discurso do final do filme deixa acrítica bastante evidente. Vale à pena revisitar com outros olhos

6. O Demolidor (1993)

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Uma pérola que não teve seu devido reconhecimento quando lançado nos cinemas, e apenas rendeu o suficiente para não ter prejuízo, mas ganhou força ao ser lançado em VHS. Na trama, um policial (Stallone) e um criminoso (Wesley Snipes) são congelados em um futuro próximo (no caso 1996) e quando o bandido é reanimado no ano 2032, o policial também é tirado da suspensão, pois somente ele é capaz de enfrentar a ameaça de uma época violenta, em um mundo que se tornou pacífico e asséptico, graças a uma delimitação social questionável. O filme faz uma contundente crítica ao que a sociedade americana estava se encaminhando, com sua hipocrisia politicamente correta.

5. Rocky Balboa (2006)

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A volta de Stallone ao personagem que lhe deu fama 30 anos antes. E uma volta em grande estilo, fazendo-nos esquecer da bomba “Rocky V”, que o próprio ator também quis esquecer. Rocky Balboa mostra o pugilista aposentado, que recebe o desafio de retornar aos ringues contra o atual campeão mundial. O filme consegue resgatar a atmosfera do original, com Stallone em uma bela atuação

4. Cop Land (1997)

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Foi a estreia de Stallone em um filme dramático levado a sério pela crítica. A trama, sobre um xerife de uma comunidade suburbana de Nova Jersey, povoada por policiais de Nova York, e que descobre lentamente que a cidade é uma fachada para conexões com a máfia e corrupção, é a deixa para o ator mostrar sua verve artística até então muito subestimada.

3. Creed: Nascido Para Lutar (2015)

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De volta ao consagrado personagem, desta vez como coadjuvante, Stallone ganhou o Globo de Ouro na categoria ator coadjuvante por esse spin off da série Rocky, mas não repetiu o feito no Oscar, beijando a lona diante do ator Mark Rylance, de “A Ponte dos Espiões”. Uma das grandes injustiças da Academia de Hollywood, pois o ator brilhou com sua atuação maiúscula e nobre, compondo o personagem com riqueza, levando-se em conta o peso dos anos e de tudo que passou. Treinando o filho de Apollo (Michael B. Jordan), o Creed do título, a nova composição de Rocky é um misto do treinador Mickey com resquícios do protagonista do filme de 1976.

2. Rambo: Programado para Matar (1981)

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Com o trauma do Vietnã ainda latente, a América encontrou no cinema uma plataforma para o revisionismo, e tentar de alguma forma entender o que de fato se passou. Filmes como “O Franco Atirador” e “Apocalypse Now”, além do documentário “Corações e Mentes”, lançado no apagar do conflito, cumpriram esse papel. “Rambo”, ao contrário de Apocalypse, colocava seu foco sobre as conseqüências a longo prazo do conflito, mostrando a situação dos veteranos, que foram, em sua maioria, esquecidos pelo país quando voltaram. No caso de Rambo, ele é tratado como sujeira a ser empurrado para debaixo do tapete e não incomodar a paz da cidadezinha pacata na qual se encontra. Um título muito mais denso do que o mero filme de ação que se supunha

1. Rocky, Um Lutador (1976)

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É possível traçar um paralelismo entre a trajetória de Rocky Balboa e a luta de Stallone para colocar seu roteiro nas telonas. Depois de muita perseverança, Sly conseguiu não só emplacar o filme nos cinema como conseguiu os Oscars de Melhor Filme e Diretor. Rocky é uma história de cinderela com luvas de boxe no lugar de sapatinho de cristal, sobre um pugilista amador que tenta a sorte em uma luta contra o campeão mundial. A marcante trilha sonora de Bill Conti dá o tom, e o filme tem seu brilho constituído pela ótima fotografia, a direção de John G. Avildsen e o ótimo elenco encabeçado por Talia Shire. A despeito das quatro continuações inferiores, é obrigatório.

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Publicado por Cesar Monteiro

Cesar Monteiro

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