Mais um ano se passou… E chega a hora de fazer aquele balanço de sempre sobre o que valeu a pena, ou não, em vários setores. No cinema, como sempre, foram lançadas obras que conseguiram encantar, instigar e manter o fascínio da telona na sala escura. Por outro lado, houve filmes que pareciam que iriam se destacar por sua qualidade, seja pelos seus trailers, seja por seus argumentos ou até mesmo pelo talento já comprovado de atores e realizadores. Porém, quando foram finalmente lançados, acabaram causando uma grande decepção na maioria do público e da crítica, por não cumprirem o que prometeram (como alguns políticos que estão por aí). Por isso, resolvi criar uma lista dos filmes que acabaram caindo neste conceito, em 2015. Mas veja bem: alguns deles não foram necessariamente ruins. Apenas poderiam ser melhores. Confira abaixo:

cinquenta_tons_imagem1

  1. “Cinquenta Tons de Cinza” (de Sam Taylor-Johnson)

A adaptação da primeira parte da trilogia de livros escrita por E.L. James era bastante esperada, especialmente pelos fãs do casal Anastasia Steele (vivida no filme por Dakota Johnson) e o milionário Christian Grey (Jamie Dornan), fã de práticas pouco ortodoxas de sexo. Tanto que a produção foi uma das mais rentáveis do ano. Mas, tirando o lucro, não há nada de muito memorável em “Cinquenta Tons de Cinza”. A péssima direção de Sam Taylor-Johnson, que realiza cenas eróticas sem a menor graça, o fraco roteiro de Kelly Marcel, cujos diálogos causam risos nas horas erradas e a falta de empatia do casal central (embora Dakota tente dar alguma dignidade para a sua personagem) tornam o filme uma grande decepção. Resta saber se a continuação, “Cinquenta Tons Mais Escuros”, conseguirá corrigir os erros vistos aqui.

Confira a crítica do filme clicando aqui.

2. “Renascida do Inferno” (de David Gelb)

O ano de 2015 foi complicado para quem gosta de filmes de terror e poucas produções do gênero realmente se destacaram, como “Corrente do Mal”. Mas havia uma obra de baixo orçamento que chamou a atenção com sua história interessante, sobre um grupo de pesquisadores que criam um soro que pode trazer os mortos de volta à vida e acabam aplicando numa de suas colegas recém-falecida, com consequências inesperadas. Misturando “Frankenstein” com “Cemitério Maldito”, “Renascida do Inferno” se afunda em clichês e pouco assusta, desperdiçando o potencial da trama e o bom elenco, encabeçado por Olivia Wilde (de “Rush” e “Cowboys e Aliens”).

Confira a crítica do filme clicando aqui.

Setimo_Filho_Materia3. “O Sétimo Filho” (de Sergei Bodrov)

Em seu primeiro projeto para a Universal Pictures depois de deixar a Warner Bros., a Legendary Pictures esperava criar uma nova franquia nos moldes de sucessos como “Harry Potter” e “O Senhor dos Anéis” ao adaptar a série de livros de Joseph Delaney para o cinema. Embora seja muito bom tecnicamente falando, “O Sétimo Filho” resultou num épico genérico, sem nada muito inovador para o gênero. O elenco principal também não colabora, com um entediado Jeff Bridges e um Ben Barnes repetindo sua atuação vista em outros filmes. Houve quem acreditasse que Julianne Moore poderia perder o Oscar de Melhor Atriz de 2015 por causa de sua performance nada espetacular como a vilã Mãe Malkin. Felizmente isso não aconteceu. Já uma continuação tem poucas chances de ser produzida.

Confira a crítica do filme clicando aqui.

Terminator-Genisys-trailer_materia

4. “O Exterminador do Futuro: Gênesis” (de Alan Taylor)

Quando foi lançado no Brasil o primeiro trailer oficial do quinto filme da franquia, durante a CCXP de 2014, parecia que a série iria voltar a entrar nos eixos, após o pouco barulho causado por “A Rebelião das Máquinas” e “A Salvação”. Mesmo após a divulgação do segundo trailer, que revelava um detalhe importantíssimo da trama, as expectativas ainda estavam altas. Além disso, um vídeo divulgado pela Paramount Pictures, que mostrava James Cameron, o “pai” do T-800, dando sua “bênção” à produção e presença do próprio Arnold Schwarzenegger no Brasil para divulgar o filme fizeram muita gente esperar seu lançamento com muita ansiedade. Mas o que se viu na tela causou muita controvérsia. Alguns até curtiram a trama e suas reviravoltas que mexiam no que já tinha sido estabelecido anteriormente. Outros torceram o nariz e não gostaram nada das mudanças, o que pode ter contribuído para a fraca bilheteria, que comprometeu a possibilidade de novas sequências. Uma pena, pois alguns elementos da história tinham potencial.

Relembre a passagem de Schwarzenegger pelo Rio clicando aqui.
Confira as críticas do filme clicando aqui e aqui.

sony-aloha

5. “Sob o mesmo céu” (de Cameron Crowe)

Diretor de filmes simpáticos e bastante queridos pelo público e pela crítica, como “Quase Famosos” e “Jerry Maguire – A Grande Virada”, Cameron Crowe tinha tudo para virar a maré de azar que andava passando com seus últimos projetos no cinema. Com um ótimo elenco (Bradley Cooper, Emma Stone, Rachel McAdams, Bill Murray, Alec Baldwin, John Krasinski, entre outros), uma fotografia belíssima e uma trilha sonora pop inspiradíssima, “Aloha” (no original) peca em dois elementos essenciais para funcionar corretamente: direção e roteiro. Resultado: uma comédia romântica nada memorável, que desperdiça todos os bons elementos que tinha em mãos, que resultou num grande fracasso de bilheteria. Boa sorte para Crowe em 2016!

Confira a crítica do filme clicando aqui.

minions_capa6. “Minions” (de Pierre Coffin e Kyle Balda)

Sabe aquele filme que ganha um trailer bem engraçado, com ótimas piadas, que te empolga para vê-lo pois você acredita que vai dar muitas gargalhadas no cinema quando ele estrear, mas se frustra ao perceber que os melhores momentos estavam no trailer? É o que acontece com este derivado de “Meu Malvado Favorito”, estrelado pelas criaturas que ganharam muitos fãs (e também detratores) em todo o mundo. Voltado exclusivamente para os seu admiradores, “Minions” poderia ser mais interessante se conseguisse ser mais criativo com a boa premissa de contar a origem dos ajudantes atrapalhados de Gru. Mas o que importa mesmo é que as crianças gostaram e uma continuação deve acontecer nos próximos anos.

Confira a crítica do filme clicando aqui.

Pixels_foto2

7. “Pixels” (de Chris Columbus)

A ideia de expandir um curta metragem de 2010 que mostrava personagens de vídeo games dos anos 1980 invadindo a Terra era boa demais para ser deixada de lado por Hollywood, ainda mais com a nostalgia cada vez mais atraente para a venda de ingressos (vide o megassucesso de “Star Wars: O Despertar da Força” e “Jurassic World”). Mas algo deu muito errado em “Pixels”, apesar dos ótimos efeitos especiais e de boas sacadas, como usar ícones pop para transmitir as mensagens dos vilões. Um roteiro mal feito e cheio de clichês, além do desperdício de bons atores contribuíram para a implosão do filme, que foi aquém do esperado nas bilheterias e não deixa saudades.

Confira a crítica do filme clicando aqui.

Quarteto_Fantastico_materia

8. “Quarteto Fantástico” (de Josh Trank)

Num ano em que a Marvel obteve bons resultados de crítica e público com “Vingadores: Era de Ultron” e “Homem-Formiga”, a Fox (que ainda detém os direitos de alguns personagens da Casa das Ideias, como os X-Men) lançou uma nova versão do primeiro grupo de super-heróis criado por Stan Lee, inspirada no universo Ultimate. Se por um lado, o filme se sai razoavelmente bem como ficção científica, ele falha vergonhosamente quando precisa ser uma aventura com super-heróis. O diretor Josh Trank, que foi contratado após o bom trabalho em “Poder Sem Limites”, perdeu o controle da produção e acabou virando o “vilão” da história. “Quarteto Fantástico” acabou se dando mal nas bilheterias e uma continuação, que já estava agendada, pode ter sido cancelada devido ao fracasso.

Confira as críticas do filme clicando aqui e aqui.

9. “Nocaute” (de Antoine Fuqua)

Jake Gyllenhaal já provou várias vezes que é um ótimo ator. Falta apenas ser reconhecido e ser vencedor nas principais premiações, como o Globo de Ouro e o Oscar. Em 2015, ele tentou novamente ser lembrado nas indicações graças à sua poderosa atuação como o campeão mundial de boxe que tem sua vida virada de cabeça para baixo após uma tragédia e precisa voltar às origens para reconquistar tudo o que perdeu. Mas “Nocaute” sabotou as chances de Gyllenhaal por causa de seu roteiro cheio de clichês, o que é lamentável. Afinal, parecia que o filme seria marcante graças às boas cenas de luta no ringue e a dedicação de seu astro no papel. Só que, infelizmente, Gyllenhaal foi mais uma vez esquecido e provavelmente estará fora das nomeações para a estatueta dourada. O jeito é torcer para que seu próximo trabalho seja mais lembrado.

Confira a crítica do filme clicando aqui.

Jogos_Vorazes_final_materia

10. “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” (de Francis Lawrence)

Quando foi lançado em 2014, “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” dividiu opiniões porque era mais centrado em questões políticas e tinha menos ação, o que desagradou muita gente. Mas havia a expectativa de que a segunda e última parte compensaria com um ritmo mais intenso para fechar a saga de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) com chave de ouro. Só que, apesar de bem feito, “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” não ofereceu muitas mudanças e, salvo uma ou outra boa sequência, o desfecho foi frio e pouco emocionante. O filme, no fim das contas, foi o mais fraco da franquia e contrariou pesquisas que indicavam que ele seria o filme mais aguardado de 2015 e, talvez por isso, teria uma bilheteria recorde (perdeu feio para “Star Wars: O Despertar da Força”). Assim, o resultado final deixou um gosto meio amargo na boca de seus realizadores, que pensam em continuar a história com prequels. Será que vai dar certo?

Esta é a minha lista. O que acharam? Espero que tenham gostado. Se achou que faltou algum filme ou não concordam com a inclusão de um deles, coloque abaixo nos comentários as suas opiniões. Um abraço e Feliz 2016!

  • Salvador Camino

    Fico muito feliz de ter passado longe de praticamente todos!