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“Planeta dos Macacos: O Confronto” e a complexidade da Razão

Planeta dos Macacos: O Confronto é um grande blockbuster sobre a Razão. Não é à toa que o filme começa e termina do mesmo jeito: com um close (a priori) intimidador de Caesar, o símio protagonista dessa continuação do reboot da franquia de 2011. É pela complexidade da Razão que a história consegue entreter. É como se o discurso legitimasse a diversão. O diretor Matt Reeves já havia demonstrado habilidade narrativa notável no tenso Cloverfied – Monstro, e aqui, mais uma vez, articula a dinâmica da trama que tem mãos através de um prisma apurado na técnica de colocar a câmera onde a percepção é mais assertiva. O filme é absolutamente bem filmado. Para isso conta com um roteiro correto e um tanto iconoclasta nos paradigmas que existem entre o homem e o macaco.  O limite dessa relação já encontra paralelos até na propriedade que existe entre homem e tecnologia para tornar o filme possível. O excepcional ator Andy Serkys, que junto com os efeitos (mais que) especiais da Weta, humaniza de maneira arrepiante seu macaco, que adquiriu consciência através do convívio com humanos (mostrado no filme anterior). Sua atuação é a base para a excelência de todo o “elenco símio”, que torna o longa tão genuíno.

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O roteiro, de Rick Jaffa e Amanda Silver, constrói conflitos com artimanhas dramáticas eficazes (mesmo quando se apela para o excesso de simplificações), mas é ao relativizar a racionalidade, quando opõe homens e símios, que percebemos nossa própria vulnerabilidade como “animais racionais”. Planeta dos Macacos: O Confronto já é, junto com X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, um dos melhores blockbusters do ano. E simplesmente pela maneira como provoca reflexão, mesmo ciente de sua função de entretenimento de massas. Filmaço!

Nota 4

 

 

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Publicado por Renan de Andrade

Renan de Andrade

A paixão pelo audiovisual me pegou de assalto desde o berço. Assim como a necessidade de desbravar o alcance da comunicação. Formado em Jornalismo e atuando nas áreas de roteiro e direção na TV, sinto-me cada vez mais imerso nos matizes da arte (audiovisual) e da vida (comunicação).

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