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“Narcos”: O fim de um império e ascenção de um novo

Na primeira temporada de Narcos mostrava a ascensão e o apogeu do império de Pablo Escobar, já nesta segunda, traz a perseguição e a queda deste traficante. A série retoma com a fuga de La Catedral e como Escobar tenta se reorganizar e ao mesmo tempo proteger sua família e combater seus inimigos que agora são mais numerosos e impiedosos.

A introdução de novos personagens trazem um certo frescor para a série. O principal destaque desses novatos é Leynar Gomez, que faz Limón, um dos guarda-costas de Escobar que fica com ele até o derradeiro fim.

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Outro destaque são as cenas de perseguição nas ruas de Bogotá. O diretor Josef Wladyka tem boas mãos para esse tipo de ação, criando cenas que trazem beleza e tensão nas suas filmagens. Apesar de não dirigir nenhum dos episódios deste temporada, o estilo de José Padilha é perceptível durante toda a série, deixando-a toda com o mesmo tom. Os três diretores, são relativamente novatos, mas de grande talento. Gerardo Naranjo já tem mais nome, tendo dirigido a primeira temporada de “The Bridge” e bom filme “Miss Bala” (2011).

A série tem uma “barriga” devido ao tempo que se leva até o fim da caçada a Escobar. Talvez se a temporada tivesse 8 episódios, ao invés dos 10 habituais, teria sido fechada de maneira mais adequada e sem ter tido esse prolongamento, que acaba dando uma certa preguiça, daria um dinamismo melhor para a temporada como um todo.

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O gancho para a próxima temporada foi bem realizado e flui bem na série, sem parecer forçado. A grande questão é saber se a nova história será capaz de manter o nível sem o peso de um personagem como Pablo Escobar, e principalmente sem um ator do quilate de Wagner Moura.

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Professor de História, cinéfilo e torcedor do America-RJ

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