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King of Fighters XIII – A saga de Ash Crimson

Ash Crimson, conhecem?

Há 10 anos atrás oportunamente o então desconhecido Ash Crimson extirpou Yata, o espelho, de dentro da pobre Chizuru Kagura, que lutava no final da trama de King of Figthers 2003, próximo ao selo de Orochi. Ao lado de Iori Yagami e Kyo Kusanagi, contra o hoje finado Mukai. Antes de sumir, Ash declarava que Yagami seria o próximo.

As palavras às vezes nos comprometem mais do que imaginamos.

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Kagura, Yagami e Kusanagi são os sobrenomes dos que aprisionaram o feioso do Orochi há milênios. Cada qual com a sua ajudinha provida dos tais respectivos três tesouros sagrados: o espelho e as duas famosas chamas divergentes.

Em KOF XI, a presença de Orochi, inclusive muito bem representada no jogo em si, foi forte o suficiente pra mexer novamente com a cabeça de Iori, que fatalmente, ao perder o controle, quase engaveta Shingo Yabuki e Kyo. Ash, além de só ter especulações e investigações a respeito  de sua conduta, observava de perto os tabefes trocados que estão ali, a rolar.

É quando Yagami, já debilitado por toda aquela possessão, para pra dar uma respirada, ao que Crimson aproveita pra dar o bote. Arrancadas as chamas negras de Iori, quase como a Shizuru e ele é forçado a se juntar na cama dura, aos igualmente arrebentados Kyo e Shingo…

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Em KoF XIII, última e nostálgica versão de The King of Fighters, Ash Crimson trás Elizabeth Blanctorche em seu encalço. Para resumir: Saiki é o lider da Those From The Past, gangue que desde 2003 está tentando capturar Orochi e usar de seus poderes em beneficio próprio e blá blá blá…

Pois bem, Mukai membro dessa patota imperialista, após ordens, pede a Saiki para deixá-lo ir em seu lugar enfrentar o time vencedor do torneio. Quando Saiki congela o tempo pra declarar que a casa havia caído pra geral, Mukai aparece e é brutalmente assassinado por seu Líder. A partir disto, Saiki absorve os poderes de Mukai e assume a pior forma de chefe de um jogo de luta que eu já vi em toda minha vida. A grosso modo parece uma estátua vermelha de um homem adulto, com movimentos limitados e uma espécie de fumaça negra vazando pelas mãos, os pés e pelas fuças do bicho, cruzes…

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Caso derrotado em jogo, para variar, Ash aparece com a mão atravessada no peito na forma esquisita e fumacenta de Saiki, dando continuidade a sequência de absorções e possessões. Saiki, no entanto, percebe que talvez não tenha sido má ideia e acredita que Ash seja um aliado. A última batalha do jogo é já dentro do portal contra Ash e Saiki no mesmo corpo. De resto, não cabe mais comentários…

Jogo “Tê King” há muito, e durante um bom tempo, tendo embates que valeram só pela tensão e que até hoje são comentados. Ressalto isto pois me parece que desde 2010 não saiu mais nada significativo da franquia por aí…

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Bem, desta vez, de maneira prudente e diferentemente de outros artigos e resenhas anteriores, digo: a sensação de jogo nunca será a mesma nos consoles do que foi no fliperama. A exemplo do que a edição 97 significou para uma geração.

Mesmo porque, essa de lançar um jogo por ano, funcionou só no inicio e por pouco tempo. Cada nova edição trás poucas mudanças, e cada versão parece herdada. King of Fightters XIII não me cheira bem a uma nova versão, mas sim outro remake mascarado. Curiosamente, uma renovada e mais objetiva versão chamada de: The King of Fighters XIII Climax foi lançada para arcade. Com o discurso de que KoF começou no arcade, ganhou força nos consoles, aprimorou, e agora é hora de voltar às maquinas dentro de grandes caixotes de madeira com telas. A SNK Playmore e a Atlus parecem acreditar mesmo na pseudo nova proposta. Molecada de sorte…

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Publicado por Rodrigo Abud

Rodrigo Abud

Devoto das boas práticas de arte e diversão.

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