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Livro do escritor Aldo Jr faz da lembrança do recorte um mote e um corte cinematográfico em sua poética

Diga você que vive neste momento de lembranças do amor que não está mais no agora. O que uma tarde e não importa se você está olhando pela janela do seu trabalho, ou em casa “sem trabalho” este período é dolorido para quem vive poeticamente as desventuras do não ter e do querer ainda…

Sim quem? Não foi pego numa certa hora da tarde, com a TV ligada visualizando seu passado. Naquela reprise que passa lá pelas quatro, chamada sessão da tarde, filmes do imaginário afetivo de quem ama ou viveu um grande amor.

Os poemas do poeta Aldo Jr em “A moça com olhos de sessão da tarde”, pela editora Penalux, são primeiros carregados de cortes cinematográficos, funcionam em seu formato como um experimento fílmico só que há sempre boas diferenças, entre os poemas que são latidos de amor à ausência do ser amado, há doída noção do desamparo que não cobra do outro culpa ou responsabilidade. O poeta constrói uma auto – imagem do ser desarmado que por algum tempo vaga pelos dias a entender a falta da outra. E há nos poemas uma procura de razões estabelecidas em ótimas imagens afeto – sexuais que através dos processos da memória liga-se ao período da tarde.

Não há relação contextual entre o fato do amor deixado com os filmes que sempre são tematicamente diversos, citando um aqui na minha memória afetiva, O Feitiço de Áquila. Mas há sim um poder de emparelhamento do ser constituinte do amor efetuado com uma certa arquetípica imagem feminina destes filmes que reprisavam no horário. Talvez o valor como um bom poema onde ele pode ser relido com novos olhos, aquela noção do passado num mote filme reprocessado pelo tempo e repetido indefinidamente nós traga algum tipo de juvenília.

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Publicado por Fernando Andrade

Fernando Andrade

Escritor e poeta, e jornalista, tem dois livros de poemas, Lacan por Câmeras Cinematográficas, e Poemometria lançados pela editora Oito e meio. Participa do coletivo de Arte, Caneta lente e pincel, com contos e poemas. também participa do Trema Literatura, coletivo de textos de ficção. tem entre seus escritores mais amados, Thomas Pynchon, Ìtalo Calvino, e no cinema ama demais Krzysztof Kieslowski.

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