Livro “Outros sentidos” faz do poema um cinema de 5 sentidos

E não há tema que não possa ser metrificado pelos  sustenidos dos versos.

Talvez um livro tenha ido embora. Mas livro não vai embora! Diz o crítico literário.

Fica à mercê da leitura dos olhos de quem têm mãos. É a mesma intenção do cantor fazendo rima com o filho que por algum arroubo de sentimentos desce uma lágrima lendo o mundo e vê que a fantasia é uma senhora de bons (m)olhos.

“Outros sentidos”, Livro da Maria Emília Algebaile, ilustrado por Analice Rodrigues, liricando poemas sobre os cinco sentidos em versos que são a boca, esta abertura com dentes, mas que serve da linguagem: a mais poética.

São também os olhos estes poemas cristalinos, mas que tem na retina um ce(tim-tim)bre daqueles das musas que servem de músicas para os signos do corpo, este reino que deve ser observado pelos cientistas porque dele vem as palavras que no livro da Maria Emília formam um glossário de externações do e ao mundo de fora.

São estrofes com 4 versos e não há  nada que falte  nestes  perce(Bo)e vejos os versos cantarem o bem pressentido das nossas janelas da alma e com a sala de estar que é o convite ao outro que nos olha, nos tatualiza,  nos cheira, os poemas da poeta tem um amplo jardim, com uma séries de olfatos fatos,  estes que nunca são corriqueiros são na verdade poemas coqueiros aqueles que dão altura ao olhar ao redor como uma boa olhada de soslaio.

A ilustrações da Analice Rodrigues seguem a imagética dos poemas dando à eles um lume feito arco-íris, toda imagem não deve ser chata nem obediente, Ela precisar ter um traço de uma linha de fuga pois só a fuga é uma no(i)va(o) ilustração que pretende voltar ao ponto de origem.