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Sete notáveis exemplos de empoderamento feminino no rock

Hoje é o Dia Internacional da Mulher e é sempre bom lembrar a contribuição feminina nas artes. Principalmente naqueles espaços praticamente monopolizados por homens como é o caso do rock. E quem disse que elas se intimidam? Vão lá e dão (muito bem) seu recado. Com vocês, as mulheres que fizeram (e ainda fazem) muito barulho no mundo do rock.

L7: O L7 é uma banda feminina de Los Angeles que estourou na mesma época do grunge de Seattle e que por fazer um som cru com muita guitarra alta e distorcida, foi colocada no mesmo balaio de gatos. Tanto que na edição do Hollywood Rock de 1993, tocaram na mesma noite do Nirvana.

THE RUNNAWAYS: A banda da segunda metade dos anos setenta é considerada uma das pioneiras do punk. Tendo à frente a Cherry “Bomb” Currie e Joan Jett, fizeram relativo sucesso, mas a duração foi breve. Passaram a ser influência para várias bandas femininas. Foram redescobertas pela nova geração com o filme “The Runnaways – Garotas do Rock”.

DEBBIE HARRY: Falou em mulher no rock é impossível não mencionar Debbie Harry e seu Blondie. A banda está de volta com novo disco que será lançado em breve. Debbie é um dos maiores ícones de empoderamento feminino na cultura pop

KIM DEAL: Quando ainda estava no Pixies, Kim Deal formou o Breeders com Tanya Donelly, do Throwing Muses, que depois, quando foi formar o Belly, foi substituída pela irmã gêmea de Kim, Kelly Deal. Assim que suas relações com Frank Black se tornaram insustentáveis, acarretando o fim da banda, Kim concentrou esforços no Breeders e daí surgiu um dos melhores discos do chamado indie rock dos anos 90, “The Last Splash”. ‘Cannonball’ e ‘Divine Hammer’ viraram hits onipresentes. A irrequieta Kim ainda formaria o The Amps.

SUZI QUATRO: A responsável pela porrada ’48 Crash’ foi descoberta quando se mudou para a Inglaterra pelo mesmo produtor que lançou The Animals, Donovan e Jeff Beck. O curioso é que ela obteve mais popularidade na Europa e na Austrália do que nos EUA, seu país natal. Na América ela ficou conhecida mesmo por sua participação no seriado “Happy Days”.

PATTI SMITH: Ela tem a força! Patti Smith é uma das letristas mais relevantes da música. Se Bob Dylan ganhou o Nobel de literatura (ela foi à cerimônia representá-lo, já que o poeta decidiu não ir) ela deveria ser o próximo nome da música pop a ser agraciado com a honraria.

SHIRLEY MANSON: A escocesa há vinte e dois anos à frente do Garbage é uma das maiores band leaders em atividade. Ela provou pertencer à linhagem de Debbie Harry com seu magnetismo e presença de cena. Quem foi a um dos shows que abanda fez no Brasil em dezembro de 2016 pôde constatar.

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Publicado por Cesar Monteiro

Cesar Monteiro

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