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Star Wars: prévia de “A Ascensão Skywalker” na D23 revela surpresa com sabre de luz de Rey

Foi divulgado hoje (24/08) durante um painel de Star Wars na D23, uma prévia exclusiva de “A Ascensão Skywalker”, o filme que dá fim à trilogia sequel e também à saga Skywalker no cinema. Confira abaixo a descrição (via The Verge), que traz homenagens à saga e cenas inéditas do novo filme, com uma grande surpresa em relação ao sabre de luz de Rey.

O trailer começa com momentos de todos os nove filmes da saga. Assim como no teaser mostrado na Star Wars Celebration, disponível na internet, a voz de Luke Skywalker diz que houve “mil gerações, mas esta é a sua luta”. Daí, o trailer segue em uma edição mais frenética. Finn e a nova personagem, Jannah, estão em um interior de cock pit; General Leia em um cenário verde olhando para um interlocutor não mostrado; Rey, Poe e Finn, o trio de heróis dessa nova trilogia, enfim juntos, preparando-se para a maior luta de suas vidas.

Naves rasgam os céus, Rey e Kylo Ren se encontram no meio de um planeta devastado pela guerra, empunhando seus sabres de luz,prontos para lutar. O melhor de tudo? A cena final, em que Rey, trajando uma capa preta, está empunhando um sabre de luz vermelho de dois lados, semelhante ao de Darth Maul. Será que ela irá para o lado negro da Força? Estaria ela sob controle de Palpatine, cuja risada é mais uma vez ouvida?

Star Wars: prévia de "A Ascensão Skywalker" na D23 revela surpresa com sabre de luz de Rey | Filmes | Revista Ambrosia

Infelizmente essa prévia não deve vir a público por um bom tempo. Tradicionalmente o segundo trailer oficial dos filme dessa nova trilogia chegam em início de novembro. “Star Wars: A Ascensão Skywalker” chega em 19 de dezembro nos cinemas no Brasil.

Homem-Aranha no MCU não foi pensado para sempre, segundo Kevin Feige

A saída do Homem-Aranha do Universo Cinematográfico da Marvel ainda vai dar muito o que falar. Cada vez mais confirmado a cada depoimento dos envolvidos, tanto produtores da Sony e da Marvel, quanto o ator Tom Holland, o fim da parceria dos dois estúdios agitou o mundo da cultura pop nessa semana, desencadeou reações dos fãs desde boicote à Sony a petição para que o Amigo da Vizinhança permaneça no MCU. Mas segundo o CEO da Marvel, o produtor Kevin Feige, declarou à Entertainment Weekly (via Omelete) o fim já era previsto.

Nós sabíamos que tinha um tempo finito de contrato, contamos a história que queríamos contar e serei sempre grato por isso”, afirmou o produtor.

Foram cinco filmes (três no MCU e dois na Sony) com o ator Tom Holland no papel do Homem-Aranha. Holland esteve na D23, hoje para divulgar a animação da Pixar Onward, e nos bastidores afirmou que seguirá como o personagem.

Yesterday – Vídeo explica o processo de Himesh Patel para interpretar Beatles

Yesterday ganhou um featurette que explica o processo de construção das performances de Himesh Patel interpretando as canções dos Beatles. Na trama, ele é um músico que após um acidente acorda em uma realidade em que é a única pessoa que conhece os Beatles. Ele então se torna famoso levando crédito por todos os clássicos do quarteto de Liverpool.

O diretor vencedor do Oscar Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?, Steve Jobs) se une ao roteirista Richard Curtis (Simplesmente Amor, Um Lugar Chamado Notting Hill) para uma nova comédia da Working Title. Yesterday é estrelado por Lily James (Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo, Baby Driver) Himesh Patel (EastEnders da BBC, Damned) e Kate McKinnon (Saturday Night Live, Meu Ex é um Espião).

A produção é assinada por Tim Bevan e Eric Fellner, da Working Title (Os Miseráveis, O Destino de uma Nação, Trilogia Bridget Jones), ao lado de Matt Wilkinson (Kaleidoscope) e Bernie Bellew (Steve Jobs). Curtis e Boyle também são produtores, enquanto Nick Angel e Lee Brazier são os produtores executivos.

Yesterday estreia 29 de Agosto nos cinemas.

Elenco de Sintonia joga o Stop da Netflix

MC Jottapê (MC Doni), Bruna Mascarenhas (Rita) e Christian Malheiros (Nando) aceitam o desafio do Jogo do Stop da Netflix, feito especialmente para o universo da série Sintonia.
Quantos pontos você marcaria?

Assista ao trailer da primeira temporada de Sintonia
Assista a série Sintonia na Netflix

Ocupação Itaú Cultural homenageia vida e obra do jornalista Vladimir Herzog

A 46ª edição do programa Ocupação Itaú Cultural homenageia o jornalista Vladimir Herzog.Nascido em junho de 1937, na Iugoslávia, em Osijek (hoje Croácia), Vladimir – nome que adota ao naturalizar-se brasileiro – foi morto aos 38 anos, em 1975, pela ditadura civil-militar brasileira (1964-1985).

Na mostra, realizada em parceria com o Instituto Vladimir Herzog (IVH), o público é convidado a conhecer a trajetória jornalística de Vlado e suas realizações no campo do audiovisual – uma de suas atividades prediletas. Fotografias, reportagens e depoimentos recriam a vida de Herzog, hoje considerado personagem icônico da narrativa historiográfica do Brasil e de sua construção democrática.

Além do espaço expositivo, há uma publicação impressa, distribuída gratuitamente na recepção do instituto a partir do dia da abertura, e uma série de conteúdos on-line, como entrevistas em vídeo com amigos e familiares do jornalista. No dia 14 de agosto, confira esses e outros materiais no site itaucultural.org.br/ocupacao.

Ocupação Vladimir Herzog

visitação
de 15 de agosto até domingo 20 de outubro de 2019
terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30]
sábado, domingo e feriado 11h às 20h
piso -2
Entrada gratuita
* indicada para maiores de 12 anos
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP

Casa da Palavra faz gravação grátis de poetas no “Registra! Poesia”

Uma ótima oportunidade para os poetas imortalizarem sua arte, essa é a proposta do Registra! Poesia, projeto do fotógrafo Miguel Salvatore, na Casa da Palavra de Santo André.

Nos dias 26, 28, 29 o espaço terá presença músico e técnico de áudio Nikolas Chacon, que receberá todos os interessados em ter sua poesia registrada em áudio. As gravações ocorrerão entre 16h às 21h, e os poetas podem ter até 3 poesias gravadas – a restrição é que os textos devem ser de própria autoria.

O registro será mixado com uma trilha sonora e entregue ao poeta e a poesia também será publicada no canal da Registra! junto a um retrato e minibiografia produzidas pelo idealizador Miguel Salvatore.

“Ao produzir conteúdo, você cria relações. A ideia surgiu em conversas com a direção que apontavam um desafio. Fazer com os recursos disponíveis um programa “de permanência” que não se resumisse a um evento”, conta Salvatore à Revista Conexão Literatura.

Casa da Palavra Mário Quintana
Casa da Palavra Mário Quintana

Sobre Miguel Salvatore

Miguel é formado em Ciências Sociais pela FFLCH-USP, com especialização em gestão cultural pela Universidade Carlos III de Madrid. Produtor e fotógrafo nas horas vagas, já trabalhou como gestor cultural no primeiro estúdio público de São Paulo, o Lab C, Centro Cultural da Juventude da Secretaria Municipal da Cultura.

Coordenou a área Artes, Ciência, Tecnologia e Sociedade do Centro Cultural da Espanha em São Paulo e foi responsável pela equipe de desenvolvimento e coordenação das equipes de formação da plataforma Mapas Culturais, hoje utilizada pelo MINC e Ministério da Cultura e Esporte do Uruguai.

De forma independente, Miguel foi sócio fundador da casa de música autoral Serralheria, sediada no bairro da Lapa, em São Paulo. É ainda membro do SP Dub Club e Dubversão Sistema de Som, que são experiências de uso dos espaços públicos com a cultura dos sistemas de som jamaicanos, há 16 anos.

Já foi coordenador da Casa da Palavra, como assessor de gabinete da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Santo André, e agora volta para dar continuidade ao projeto Registra! Poesia.

Serviço

Registra! Poesia na Casa da Palavra
Dias 26/08 – 28/08 – 29/08 de 2019
entre 16h e 21h
na Casa da Palavra Mário Quintana
Praça do Carmo – Centro, Santo André – SP, Brasil

Disney divulga trailer de “A Dama e o Vagabundo”, live action do Disney+

“A Dama e o Vagabundo” live action ganhou trailer durante a D23, evento bienal que ocorre em Anaheim, na Califórnia, no qual a Disney divulga seus principais projetos futuros. Esse ano o serviço de streaming Disney+ está sendo o grande destaque, com séries de Marve, Star Wars, e também produções de longas-metragens.

Ao contrário de “Mogli” e “O Rei Leão”, os animais não são criados por computador e foram usados cães reais treinados. A trama é a mesma, a história da cadelinha de raça Lady e o vira-lata Vagabundo. Dirigido por Charlie Bean, o filme estreia junto com o serviço de streaming, no dia 12 de novembro. No Brasil, apenas no segundo semestre de 2020, quando o Disney+ deve chegar por aqui.

“The Mandalorian”, série live action de “Star Wars”, tem o primeiro trailer divulgado

Durante o painel de “Star Wars” na D23 Expo, que acontece na Califórina (EUA), foi divulgado o primeiro trailer de “The Mandalorian”, a primeira série live action da saga criada por George Lucas que será exibida no Disney+, o novo canal de streaming da casa do Mickey Mouse.

Confira abaixo o trailer:

A história se passa cinco anos após os eventos de “O Retorno de Jedi” e mostra um pistoleiro solitário se envolvendo com problemas numa região longínqua onde a Nova República não tem autoridade.

Pedro Pascal (das séries “Game of Thrones” e “Narcos”) interpreta o papel título. O elenco conta também com Gina Carano (“Velozes e Furiosos 6”), Carl Weathers (o Apollo Creed da franquia “Rocky”), Nick Nolte (“48 Horas”, “O Príncipe das Marés”), o diretor Werner Herzog (“Jack Reacher – O Último Tiro”) e Giancarlo Esposito (“Breaking Bad”).

“The Mandalorian” tem a produção e o roteiro assinados por Jon Favreau e é dirigido por Dave Filoni (Star Wars Rebels”) e outros realizadores. A série terá oito episódios que serão lançados nos EUA no dia 12 de novembro. O Disney+ deve ser lançado na América Latina no segundo semestre de 2020.

Fenômeno da internet, Mariana Nolasco lança clipe e turnê no Teatro Clara Nunes

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Cantora, compositora e fenômeno na internet, Mariana Nolasco estreia sua primeira turnê autoral no Teatro Clara Nunes, no dia 6 de setembro (sexta-feira). A noite garante sucessos como “Poemas Que Colori”, “Que Seja Pra Ficar” e “Sons de Amor” e muitas surpresas para o público, incluindo a exibição em primeira mão do clipe “Planeta Borboleta”, faixa que dá nome à tour, produzido pela Vetor Filmes. Os ingressos variam entre R$ 40 e R$ 80 e a classificação é livre.

Mariana Nolasco começou a fazer vídeos cantando aos 13 anos em seu quarto no interior de São Paulo. Gravados na versão acústica, os vídeos eram postados em sua página no Facebook. Seu canal no YouTube foi criado sem qualquer pretensão, até que um dia, uma versão acústica atingiu 1 milhão de visualizações em apenas 24 horas. A partir de então, Mariana se destaca nas mídias digitais acumulando milhões de seguidores.

Fenômeno da internet, Mariana Nolasco lança clipe e turnê no Teatro Clara Nunes | Agenda | Revista Ambrosia

Hoje aos 21 anos, ela já soma uma trajetória impressionante. Em 2016, lançou seu primeiro EP interpretando músicas de outros artistas no formato voz e violão. O lançamento virou uma mini-turnê nacional no ano seguinte que passou pelo Rock in Rio. Em 2018, se apresentou no Festival Planeta Brasil e lançou seu primeiro álbum autoral, após uma bem sucedida campanha de financiamento coletivo, com participação de artistas como Rael, Mar Aberto e Pedro Pascual.

Além disso, gravou duas músicas em parceria com a banda americana Boyce Avenue. Uma delas, uma versão de “What Lovers Do”, do Maroon 5, recebeu elogios e compartilhamentos da própria banda. Mariana também foi a única cantora brasileira a fazer parte do remake de We Are The World ao lado de grandes sucessos da internet mundial no próprio Capitol Studios, em Los Angeles. Agora ela se prepara para a turnê que começará no Rio e já tem datas marcadas em Belo Horizonte, Salvador, Belém, Florianópolis, Curitiba e São Paulo.

O Teatro Clara Nunes está localizado no Shopping da Gávea, na Rua Marquês de São Vicente, 52.

Serviço
Mariana Nolasco – Estréia da turnê “Planeta Borboleta”
Data: 06/09/2019 (sexta-feira)
Horário: 21h
Local: Teatro Clara Nunes
Endereço: R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea – Rio de Janeiro/RJ
Preço: R$ 40 (meia-entrada) e R$ 80 (inteira)
Ingressos online: http://bit.ly/2XZY4Oc
Classificação: Livre

Para mais informações sobre a turnê: www.mariananolasco.com/agenda
Instagram oficial da turnê: http://bit.ly/2Kjeb1t

 

Neil Young e Crazy Horse anunciam disco e outras notícias da música no Alta Fidelidade

NO VÍDEO DE HOJE, AS PRINCIPAIS NOTÍCIAS NO MUNDO DA MÚSICA NESSA SEMANA:

NEIL YOUNG LANÇA DISCO COM CRAZY HORSE EM OUTUBRO

DAVE GROHL DIZ QUE RECUSOU SER BATERISTA DO PEARL JAM APÓS MORTE DE KURT COBAIN E QUE THEM CROOKED VULTURES PODE VOLTAR A QUALQUER MOMENTO

SLIPKNOT REVELA TER 11 MÚSICA INÉDITAS DO TEMPO DE “ALL HOPE IS GONE”, QUE PODEM SAIR A QUALQUER MOMENTO

RESENHA DO LIVRO “SLUMBERLAND – A BATIDA PERFEITA” (PAUL BEATTY)

RESENHA DO CD BOX “BACK TO GARDEN – WOODSTOCK 50TH ANNIVERSARY EXPERIENCE” (VÁRIOS ARTISTAS)

MUSICAL “LAZARUS”, DE DAVID BOWIE, ESTREIA EM SÃO PAULO – https://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,conheca-as-musicas-do-espetaculo-lazarus-de-david-bowie-que-estreia-esta-semana-em-sp,70002973888

PRIMEIRA FOTO DE ATOR QUE FARÁ BOWIE NO CINEMA É REVELADA – https://ultimateclassicrock.com/johnny-flynn-david-bowie-stardust/

THOM YORKE E FLEA LANÇAM CANÇÃO PARA FILME – https://youtu.be/gFjep-baGuU

DISCO INÉDITO DE JOHN COLTRANE SAI EM SETEMBRO – https://youtu.be/5m24Q78QeHA

PAUL MCCARTNEY É FLAGRADO EM FERROVIA “FABRICANDO” AS SUAS PALHETAS – https://www.mirror.co.uk/3am/celebrity-news/paul-mccartney-spotted-making-guitar-18961405

PRODIGY POSTA PRIMEIRA FOTO SEM KEITH FLINT – https://www.kerrang.com/the-news/the-prodigy-are-back-in-the-studio-making-noise/

BANDA TOOL AMEAÇADA DE MORTE POR CAUSA DE DEMORA NO NOVO DISCO – https://www.loudersound.com/news/tool-we-received-death-threats-over-album-delay

GUITARRA USADA EM “LAYLA” É ARREMATADA POR 1,25 MILHÃO DE DÓLARES – https://www.billboard.com/articles/columns/rock/8527686/duane-allmans-old-guitar-layla-sells-for-125-million

NOEL GALLAGHER LANÇA CLIPE DE “THIS IS THE PLACE” – https://youtu.be/k1iz7R3H4A8

TRAILER DE NOVO FILME DE BRUCE SPRINGSTEEN É DIVULGADO – https://youtu.be/nGqjav-KbDU

LARRY TAYLOR, BAXISTA DO CANNED HEAT, MORRE AOS 77 – https://www.rollingstone.com/music/music-news/canned-heat-bassist-larry-taylor-obituary-874523/

ELZA SOARES LANÇA “LIBERTAÇÃO”, PRIMEIRO SINGLE DE “PLANETA FOME” – https://youtu.be/6XrCS1GI2ec

“ACÚSTICO MTV” DE TIAGO IORC SAI EM SETEMBRO – https://f5.folha.uol.com.br/musica/2019/08/tiago-iorc-lanca-album-do-acustico-mtv-um-dia-apos-programa-veja-fotos-exclusivas.shtml

ARNALDO ANTUNES PREPARA DISCO QUE SAI AINDA ESSE ANO – https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2019/08/17/arnaldo-antunes-grava-em-sao-paulo-album-solo-previsto-para-ser-lancado-em-novembro.ghtml

Encontros e desencontros da vida urbana marcam clipe de Gabriel Buarque

As paixões repentinas e os encontros e desencontros da vida urbana são marcos e inspiração do clipe “Quando te vi”, do cantor e compositor Gabriel Buarque. A faixa teve produção musical de Felipe Vellozo (Mahmundi, Duda Beat) e está disponível em todas as plataformas de música digital via Fluve (Som Livre).

Veja “Quando te Vi”:

No clipe dirigido por Guido Santos, as ruas de Niterói se tornam personagens em imagens ágeis e aéreas para representar o amor entre duas pessoas, representados pelo próprio artista e pela atriz Maria Ripper. O clima urbano faz parte da canção desde sua composição.

“Fiz essa música na época eu morava em Londres. No meu quarto só tinha espaço pra 3 coisas: minha cama, eu e o violão. Então todo tempo que sobrava, eu estava compondo. E foi daí que surgiu essa música. Assim que eu acabei o primeiro refrão, fui caminhar e escrever ela pelas ruas”, conta o artista. “Parei em um bosque perto de casa, e fiz boa parte da letra por lá. ‘Quando te Vi’ é uma música que fala de um amor muito puro, desde a letra, até o arranjo, é espontâneo, leve. Representa o exato momento que você descobre a peça que faltava no seu quebra cabeça”, completa.

Encontros e desencontros da vida urbana marcam clipe de Gabriel Buarque | Ambrosia | Revista Ambrosia

Natural de Niterói, ele começou a compor e tocar na adolescência e teve diversos projetos e bandas dos 13 aos 22 anos, quando resolveu deixar de lado essa parte da vida. Pelo menos de modo público, já que o violão sempre o acompanhava por todos os lugares e ele continuava a compor.

Aos 27 anos, decidiu voltar de vez para música. Atualmente trabalhando em um EP com o selo Fluve, Gabriel Buarque já lançou também o single “Casa Amarela”. “Quando Te Vi” foi mixada e masterizada por Junior Castanheira e está disponível em todas as plataformas de música digital. O vídeo está disponível no YouTube.

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Ficha Técnica:

Composição e Letra – Gabriel Buarque 

Produção – Felipe Veloso

Guitarra – João Gabriel

Baixo – Felipe Veloso

Bateria – Felipe Ferreira 

Mixagem e Masterização – Junior Castanheira 

 

Direção – Guido Santos

Roteiro – Gabriel Buarque e Guido Santos

Atriz – Maria Ripper

Produção – Larissa Mioto

Maquiagem – Isabelle Rocha

Edição e Montagem – Guido Santos

Cor – Marcelo Melo

TOP 10 melhores quadrinhos do Batman

O Homem-Morcego está completando a marca de 80 anos, tendo alcançado-a no auge da popularidade. Longe de apresentar qualquer sinal de desgaste perante os fãs, o personagem está mais vivo do que nunca, tendo se tornado um dos pivôs da cultura pop mundial.

Para comemorar o aniversário de um dos nossos personagens favoritos, o Pipoca & Nanquim decidiu elencar AS DEZ MELHORES HISTÓRIAS DO BATMAN, uma coletânea daquilo que consideramos o que já foi feito de melhor com o Cruzado Encapuzado nos quadrinhos.

A lista conta com histórias de criadores seminais, como Frank Miller, Alan Moore e Jim Starlin, e com alguns clássicos indubitáveis, como Cavaleiro das Trevas, Piada Mortal e Asilo Arkham, mas também traz algumas surpresas agradáveis. E, como toda lista, não é feita para ser definitiva, mas sim para servir de guia a todos que querem mergulhar no mundo gótico, violento e apaixonante de Gotham City.

Longa vida ao Morcego e que os próximos 80 anos sejam ainda melhores! Depois de assistir ao vídeo, deixe seu TOP 10 nos comentários do YouTube para lembrarmos de outras grandes histórias do personagem.

🌸EDIÇÃO DO VÍDEO: Jessica Torlezi

Matheus Who vive um amor de outro mundo em “My Best Lover”

Projeto solo do cantor e compositor carioca Matheus Costa, sua faceta Matheus Who ganha mais uma camada com o single e clipe “My Best Lover”. Explorando novas referências após a canção de estreia do trabalho, “Deeply”, o lançamento encontra o artista entre a decadência de um relacionamento a dois… e uma transformação de outro mundo. A faixa já está disponível para audição nas plataformas de streaming e como clipe no YouTube.

Enquanto suas canções na banda Carmen e o primeiro single “Deeply” mostram uma forte inspiração na vida pessoal de Matheus, em “My Best Lover” ele aborda seu lado mais cômico ao imaginar uma situação inusitada: uma namorada, com quem o relacionamento se resume a silêncios e brigas, dá lugar a um ser extraterrestre com que o artista passa a dividir seus momentos.

“Na letra, eu costumo muito escrever sobre coisas que eu já vivi, mas dessa vez eu decidi me desafiar e escrever uma história em que, claro, vai haver experiências minhas, mas não significa que eu estava passando por isso no momento que escrevi. Eu acho legal que cheguei num ponto nas minhas composições onde posso me imaginar em situações, viver elas enquanto escrevo e retornar pra minha vida real”, analisa Matheus.

Confira o clipe:

Buscando inspiração na sonoridade de artistas do bedroom pop como Clairo, Cosmo Pyke e King Princess, pela primeira vez o artista abriu mão de suas autoproduções, quase sempre realizadas em seu quarto, para experimentar a experiência de dividir esse processo com outro profissional: o engenheiro de som Eduardo Mayrinck. Tudo para criar uma sensação de mergulho em uma história ao mesmo tempo mundana e exótica, fruto de uma exploração de ficção no lugar de uma letra autobiográfica.

“Em ‘My Best Lover’ eu quis criar esse universo e contar uma história: nesse caso, de dois amantes que têm um relacionamento ruim e prestes a acabar. E eu gosto muito quando estou vendo uma série ou filme, quando acontecem reviravoltas na história, então eu queria algo que fosse muito absurdo”, revela Matheus.

O trabalho solo surgiu justamente no quarto do artista, onde compõe canções desde o começo da adolescência. Sempre focado na temática do crescimento e aprendizado pessoal, o artista se utilizou de experiências para desenvolver letras que dialogam diretamente com a sua geração. A identificação instantânea foi uma das grandes alavancas para o sucesso da banda Carmen no cenário indie.

Este é apenas mais um gostinho de Matheus Who, projeto que já tem outras canções compostas e pode ganhar, em breve, um EP.

 

Pseudo Banda reflete anseios modernos no primeiro EP, “É Agora”

É dançando em meio ao caos e explorando os mais profundos mistérios humanos que a Pseudo Banda lança seu primeiro trabalho de estúdio. “É Agora” reúne seis faixas autorais que prezam pela diversidade: enquanto a temática das letras passeia por questões existenciais – como a fé no desconhecido – e universais – como a invisibilidade social -, musicalmente o EP mostra a versatilidade do trio, que vai da nova MPB a tons de pop rock. Realizado por meio de uma bem sucedida campanha de financiamento coletivo, “É Agora” já está disponível em todas as principais plataformas de streaming de música.

Partindo de uma perspectiva moderna, urbana e contemporânea, a Pseudo Banda faz uma ponte com o passado e o futuro em suas canções. Se a citação de um poema do alemão Bertolt Brecht propõe uma ligação atemporal com o Brasil de 2019, o grupo se joga nas incógnitas da fé humana para aceitar seu destino incerto, chegando à conclusão de que somos um organismo interligado e juntos podemos gerar as transformações necessárias.

Assista ao clipe “Sobre Fracassos, Fiascos e Fossa”: 

Talvez por isso, “É Agora” soe urgente. O trabalho apresenta uma Pseudo Banda que passou os últimos quatro anos preparando uma estreia que trouxesse suas múltiplas visões de mundo, experiências e identidades. Ao entregar uma harmonização e dinâmica vocal em canções que exaltam o senso de comunidade e empatia, consciência e sensibilidade artística, o grupo faz do seu primeiro trabalho uma plataforma que celebra a diversidade e abraça as diferenças.

Pseudo Banda reflete anseios modernos no primeiro EP, “É Agora” | Música | Revista Ambrosia

Foi nas semelhanças que a Pseudo Banda seu uniu, porém. O trio se conheceu quando trabalharam juntos em uma montagem teatral em 2015 e se tornou um encontro de trajetórias únicas e, ao mesmo tempo, complementares. Um momento de descontração fora do palco fez nascer a primeira música composta em parceria, e desde então eles vêm amadurecendo o projeto, que veio a público com um canal no YouTube. O grupo, formado por Bea Pereira, Julia Rosa e Vinícius Árabe, soma também a gravação de uma trilha sonora para curta-metragem e a participação no Festival Curta Santos, onde concorreu ao prêmio de Melhor Videoclipe.

“Não nos considerávamos músicos e nem compositores, nos víamos como uma pseudo banda, mas tínhamos um desejo e necessidade enormes de fazer isso. Nós encontramos muitos amigos e parceiros dispostos a trilhar esse caminho com a gente. O lançamento desse EP é uma lição de vida para nós. Ele nos impulsionou a não ter medo de sonhar e correr atrás do que a gente acredita”, analisa Julia Rosa. Paulistana formada em Rádio e TV, além de trabalhar com edição de vídeos e atuar em musicais, cinema, peças dramáticas e publicidade, agora ela soma com sua paixão por compor e cantar que traz desde os 15 anos.

Já Bea Pereira, de Santos (SP), conta com essa veia desde a infância, quando começou a cantar com seus irmãos e a estudar piano e canto. A partir de então, atua em peças, musicais, projetos cinematográficos e escreveu e dirigiu um curta-metragem musical. Mineiro de Uberaba, Vinícius Árabe traz no currículo uma experiência teatral de peças e musicais, como ator e sonoplasta. Gravou curtas como ator, mas agora vê nascer sua veia de cantautor.

“Sinto que banda nos deu muito espaço para nos conhecermos e nos desenvolvermos individualmente também. De certo modo, ela nos empoderou. Quanto mais nos fortalecemos individualmente, mais a banda cresce e ganha mais cores. Tocávamos em algumas festas de amigos e eles sempre nos incentivavam a gravar as músicas. Foram cerca de 3 anos para nos emanciparmos dos medos e dúvidas e assumir esse projeto profissionalmente”, relembra Bea.

O primeiro gostinho de “É Agora” veio com o single “Sobre Fracassos, Fiascos e Fossa”, que combinou uma letra otimista e visão esperançosa sobre a vida com um clipe teatral, trazendo a verve cômica para a performance do grupo. Em seguida, “Ouvidos ao Mistério” se entrega ao misticismo, aceita suas contradições e convida: “siga o etéreo que lhe faz bem”. O arranjo da música foi construído pensando em instaurar uma atmosfera mística, traduzida no vídeo. O clipe abre as portas para uma outra dimensão, atemporal, de um lugar etéreo e inventado, como se fosse um templo espiritual de conexão da alma com o universo.

Assista ao clipe “Ouvidos ao Mistério”:

Para além dos singles já revelados, o EP apresenta quatro faixas inéditas. “Sussurros” traz um desejo latente de entrega ao outro, sem amarras e sem rótulos. A canção ganhará um clipe em breve. Na segunda metade do álbum, “Não me importo” escancara as desigualdades de um Brasil dividido social e politicamente, e provoca: “Da cobertura tá difícil de enxergar / Que muita coisa tem que mudar”, encerrando com “Intertexto”, poema de Brecht ainda muito atual. “Todo Mundo Chora” aceita a vulnerabilidade necessária para se permitir sentir emoções e pedir ajuda quando necessário. Por fim, a faixa-título encerra o trabalho com um chamamento à ação: “A conexão vem do coração / Por que esperar? / A mudança é agora”.

A relutância em se autointitular banda vem da vontade de ir além. Trazendo a origem do teatro ao primeiro plano, o grupo se apropria do mundo “inventado” dos palcos e expande a noção do real e fictício, diluindo limites, rótulos e verdades. Em uma banda de mentira, tudo é possível e as possibilidades para experimentação são infinitas.

“‘É Agora’ é um retrato do caminho que percorremos até aqui, o ponto de partida, nossa apresentação para o mundo. Em resumo, estamos apenas começando!”, sintetiza Vinícius.

Ouça o EP:

Pseudo Banda reflete anseios modernos no primeiro EP, “É Agora” | Música | Revista Ambrosia

Tracklist:

1. Sobre Fracassos, Fiascos e Fossa

2. Ouvidos ao Mistério

3. Sussurros

4. Não Me Importo

5. Todo Mundo Chora

6. É Agora

Ficha técnica:

Composição: Pseudo Banda

Produção Musical e Mixagem: Paulo Gianini

Masterização: Rodrigo Coimbra

Thales Sala – Guitarra

André Gabbay – Baixo e Percussão

Derek Kindermann – Bateria acústica

Paulo Gianini – Teclado, Ukulele

Vinícius Árabe – Violão

Pseudo Banda reflete anseios modernos no primeiro EP, “É Agora” | Música | Revista Ambrosia

Faixa-a-faixa

Sobre Fracassos, Fiascos e Fossa: A música surgiu em um momento em que todos da banda estavam se sentindo meio para baixo e, conversando, entendemos que não adiantava entrar de cabeça na fossa, mas a saída estava em elevar o astral e enfrentar os desafios da vida de forma mais leve, dizendo a nós mesmos “tá tudo bem”. – Julia Rosa

Ouvidos ao Mistério: A música é uma imersão no universo místico e espiritual, sem traçar caminhos definitivos. Acreditamos que cada um é agente do seu próprio caminho, e que o místico pode ser uma ferramenta poderosa para o autoconhecimento, porém não é um fator determinante que definirá o seu destino. – Bea Pereira

Sussurros: “Sussurros” é uma música que fala sobre desejo, a vontade de uma relação íntima sem necessariamente dizer sobre o amor. Em momento algum a gente determina algum gênero ou sexulidade. Na música, o desejo é livre de rótulos e diz respeito apenas à entrega de um ser a outro. – Vinícius Árabe

Não Me Importo: A música foi composta em um momento de reflexão sobre a situação sociopolítica brasileira e inspirada pelo poema “Intertexto”, de Bertolt Brecht, que é declamado na música. Em uma realidade cheia de distrações e artifícios para amortecer os nossos sentimentos, é muito fácil fechar os olhos para o que não nos afeta diretamente, portanto a crítica dessa música é para todos nós, para não nos rendermos ao conformismo e individualismo e despertarmos a consciência para o coletivo. Acreditamos que a mudança começa assim, através do reconhecimento e da empatia. – Julia Rosa

Todo Mundo Chora: Essa música é uma reflexão sobre a dor, e a necessidade da solitude para se entender e viver as emoções em sua plenitude. Quando estamos no fundo do poço é comum se sentir sozinho, ou pensar que ninguém se sente como a gente. Mas quando abrimos os olhos pra enxergar o outro, a gente percebe que todo mundo passa por isso. E essa dor, esses momentos fazem parte da vida, de estar vivo. – Bea Pereira

É Agora: Essa música fala do despertar da consciência sobre a nossa realidade e também sobre o desejo de mudança, a vontade de criar um mundo novo. Exalta a humanidade e questiona o ódio ao próximo. É como se fosse o nosso mantra. Acreditamos que é no presente que a mudança pode acontecer, só temos o agora. – Vinícius Árabe

Dylan Sprouse e Candice King em After! Novidades de After: Depois da Verdade!

No vídeo de hoje falei sobre as novidades no elenco de After: Depois da Verdade! Além de Dylan Sprouse, teremos Candice King e muito mais no elenco do segundo filme da franquia, que conta a história de Tessa e Hardin e é baseado na série de livros de Anna Todd.

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O espetáculo “Chuva” traz os ditos e não-ditos das relações humanas

“Chuva”, o espetáculo que voltou, entre julho e agosto, aos palcos do Rio de Janeiro, agora inaugurando o Espaço Abu, em Copacabana, traz um entrelaçamento interessante de cinco contos do escritor Luiz Vilela, pertencentes às obras Tarde da Noite, A Cabeça e Tremor de Terra. Os contos adaptados são ‘Com os seus próprios olhos’, ‘Mosca morta’, ‘Vazio’,’ Solidão’ e ‘Chuva’, que dá nome à peça.

Dirigido por Felipe Vasconcelos e estrelado por Beatriz Castier, Ana Gawry, Carlos Emílio Jacuá e o próprio Felipe, o espetáculo tem apresentação minimalista: o preto predomina entre as cores de móveis e vestuário, o cenário comporta apenas o que é preciso comportar para cada cena (mesa, cadeiras, vasos) e a iluminação parece sempre constante.

O que caracteriza a ambientação da chuva, que não apenas dá nome à peça e a um dos contos do escritor, mas que aparece também em algumas das histórias encenadas, é um dispositivo retangular azulado, situado ao fundo do pequeno palco, e o som de gotas caindo no início e no fim da peça. O dispositivo azul, em conjunto à ambientação escura, ajuda a transmitir o clima frio de alguns dias chuvosos, além da frieza que se mescla à tensão que permeia as cinco narrativas do espetáculo.

O espetáculo "Chuva" traz os ditos e não-ditos das relações humanas | Teatro | Revista Ambrosia

De fato, não é preciso muito mais do que isso, uma vez que o texto de Luiz Vilela é muito bom: as quatro primeiras histórias são erigidas em diálogos excelentes. Pra quem gosta de literatura e é escritor, é sabido que não é nada fácil (embora até pareça, às vezes) fazer diálogos convincentes, realmente bons, desses que acontecem no dia a dia, cujas falas estão na medida do que, de fato, se conversa. Isto é, tecer diálogos críveis não é tão simples como parece ser. Rubem Fonseca é, reconhecidamente, um autor de ótimos e verossímeis diálogos, e o espetáculo “Chuva” deixa claro que Luiz Vilela também o é.

Os atores fazem jus ao texto, conseguindo respeitar o ritmo e os tempos dos diálogos, sem pressa e evitando a afobação que às vezes é possível notar em algumas encenações teatrais, quando atores apressam-se equivocadamente a dizer o texto logo, quase como se estivessem querendo se livrar dele. Não é o que acontece entre os atores do grupo Tábula Rasa. As pausas entre as falas, sobretudo em diálogos assim bem urdidos, são tão fundamentais quanto as próprias falas, o que está em conexão com o jogo de ditos e não-ditos das histórias da peça.

É possível enxergar uma coesão na escolha das temáticas e na relação que os contos escolhidos têm entre si, dizendo respeito exatamente a esses ditos e não-ditos, a falas e pausas, a silêncios e atropelos verbais. Assim, o que chama atenção em cada uma das cinco histórias, principalmente nas quatro primeiras, são as entrelinhas dos diálogos, ou seja, aquilo que não é dito dentro do que pode ser dito. O que paira no ar. E nem tudo pode ser mesmo falado – em alguns momentos, quase nada, talvez – nos encontros que testemunhamos, como espectadores.

O espetáculo "Chuva" traz os ditos e não-ditos das relações humanas | Teatro | Revista Ambrosia

Assim, na primeira história, um professor convoca um aluno à sua sala para um esclarecimento constrangedor. Há uma situação de opressão movida pelo medo que o opressor sente, no que se configura em uma nítida inversão de afetos e emoções: aquele que tem algo a temer provoca o temor alheio.

O aluno, oprimido na cena, não pode dizer tudo o que pensa, tudo o que lhe provoca desconfiança, tudo o que sabe, tudo o que foi capaz de compreender, tudo o que o apavora, mas talvez tampouco o possa o professor. Se ambos ali atingissem o grau máximo de sinceridade, o que falariam um para o outro e cada um para si mesmo? O medo mútuo os impede de falar, sobrando os tais não-ditos e saltando à vista a escolha cuidadosa das palavras.

Ana Gawry está excelente assumindo o pavor do aluno coagido, que se esforça para não sucumbir ao choro, exprimindo na justa medida a tensão que o subjuga. E, ao final dessa primeira cena, ficamos sem saber qual seria a real intenção do professor, para além daquela que foi verbalizada. Gestos – e não só palavras – são também interrompidos nessa cena inaugural.

Na segunda cena, em que a chuva está presente, temos a mesma lógica operando em mais um encontro repleto de tensão: um diálogo em que os não-ditos são mais numerosos do que os ditos verdadeiros. Neste caso, palavras dizem muito menos do que moscas mortas sobre a mesa, gritos motivados pelo absurdo, pantomimas sarcásticas, perguntas com cara de armadilha que só admitem uma resposta.

A ameaça dá o tom do encontro, a violência é invisível, mas quase palpável. Nós os observamos capturados pelo magnetismo que Felipe Vasconcelos imprime ao personagem opressor. Carlos Emílio Jacuá, encarnando a parte oprimida da interação, está irreconhecível, face aos outros personagens que protagoniza na peça, em seu encolhimento diante da figura de força que parece querer abatê-lo. De resto, o silêncio e a impossibilidade de fuga.

Na terceira história – e talvez a mais trágica de todas – o silêncio é claramente escolhido e defendido: um pai de família chega a casa, incongruente com a rotina esperada, e seu silêncio, insuportável, pode levar alguém à loucura. O personagem está fora de lugar, catatônico. Embora não pareça, tudo está dito nesta cena em que, afinal, os gestos acabam por sobrepujar os verbos. Aqui é impressionante como Felipe Vasconcelos, saído do personagem assustador da história imediatamente anterior, que dominava o discurso, parece rapidamente reformular-se e construir um personagem oposto: vulnerável, desconcertado, acuado, sem palavras.

Aliás, é interessante pensar, a partir da junção dessas histórias, em quem é o proprietário do discurso, da fala, nos encontros retratados (e outros, por aí afora). Nas relações humanas, ser dono do discurso é também índice de detenção de poder, e ser dono do discurso não significa necessariamente ter posse da palavra, mas decidir como, quando e por quem circulará.

A quarta cena, diferente das anteriores, é palavrosa. Há mais gente falando e interagindo. Alianças são feitas e desfeitas conforme a conveniência do momento e a oscilação de humores entre os personagens, mas, a despeito de um excesso de palavras, típico às vezes de situações em que o silêncio é incômodo, o que é mesmo essencial, nesse conto, é dito de forma indireta. Nessa quarta história, tudo se passa na sala de estar onde uma vizinha inesperadamente visita um casal com o qual não possui grande intimidade e que não parece confortável em recebê-la. Eles estão claramente tentando se virar para fazer sala. A chuva impedira a visitante de ir ao cinema e por isso está ali.

Todo o encontro parece um tanto quanto insólito de saída, mas vai se tornando ainda mais insólito, com uma crescente tensão, à medida em que aquela visita só se prolonga, quando não deveria sequer ter começado. Essa talvez seja a história onde encontramos um humor maior, ainda que negro, na qual Beatriz Castier, ótima em uma personagem aparentemente inocente e solitária, mas acima de tudo inadequada, é capaz de promover o caos entre os presentes.

E, finalmente, a quinta história, composta por uma narração e uma espécie de monólogo, talvez seja a que mais comporte ditos: um homem solitário, numa tarde de chuva, conversa com um cachorro, enquanto bebe vinho. Pondera entre as opções quanto ao que fazer e expressa seu deslocamento existencial quando, em dado momento, diz: “não sei por quê, mas as pessoas sempre me deixam triste”, para logo depois dizer que a solidão também o entristece. Não há saída para isso. Chove e o cachorro adormece.

Essa bela frase, que prepara o final do espetáculo, talvez seja uma boa síntese do que é a peça inteira: nessa trança de encontros em que mais se cala do que se diz, mais se oculta do que se revela, salvo quando tudo foge ao controle e, aí sim, tudo é crua e brutalmente revelado, fica patente que se relacionar e não se relacionar é causa de sofrimento em igual medida. E se isso não transparece nas falas, surge em gestos disruptivos. Em todas as cinco histórias, há um diálogo que é forçado, que só um quer que aconteça e ao qual o(s) outro(s) têm de se submeter. A conversa forçada é também uma violência. E Chuva expressa isso muito bem, levando, com a literatura de Luiz Vilela, à reflexão sobre esse emaranhado de sutilezas e microviolências inerentes às relações humanas.

Infelizmente, essa temporada na cidade chegou ao final, mas é bom ficar atento a outras possíveis encenações do grupo e a esse novo Espaço, perto da estação de metrô Cardeal Arcoverde, que trará novos espetáculos e se mostra uma nova opção cultural na cidade.

Ficha técnica

Texto: Luiz Vilela
Direção e Adaptação: Felipe Vasconcelos
Elenco: Beatriz Castier, Ana Gawry, Carlos Emílio Jacuá e Felipe Vasconcelos
Iluminação: Tomás Ribas
Cenografia: Aurora dos Campos
Figurino: Tábula Rasa
Operação de Luz: Boy Jorge
Programação Visual: Ana Gawry
Fotografia: Ana Gawry e Felipe Vasconcelos
Assessoria de Comunicação: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
Produção: Ana Gawry
Realização: Tábula Rasa
Correalização: Espaço Abu

 

Serviço

Espetáculo “Chuva”
Temporada: 19 de julho a 19 de agosto
Espaço Abu: Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 249, loja E, Copacabana – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2137-4184 / (21) 2137-4182
Dias e horários:  sexta a segunda, às 20h.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).
Duração: 1h
Lotação: 40 pessoas
Classificação Etária: 16 anos
Funcionamento da bilheteria: quinta a segunda, das 15hs às 20hs (a partir de 19 de julho)

Koda Kumi lança versão japonesa de “Livin’ La Vida Loca”

Grande Sucesso de Ricky Martin, “Livin’ La Vida Loca” é daquelas músicas que possuem capacidade universal de movimentar o corpo, importando ou não se faz alguma ideia do que canta a melodia vocal – seu corpo lhe obrigar a mexer o quadril.

Koda Kumi, uma das maiores cantoras pop do Japão, não lançou somente uma nova versão de “Livin’ La Vida Loca”, como também uma segunda versão em cima de outra versão de “Livin’ La Vida Loca” intitulado “GOLDFINGER 2019” – já que no Japão a cantora Go Hiromi já havia lançado sua versão de “Livin’ La Vida Loca” com o título “GOLDFINGER ’99”.

Confuso ou não, as duas versões de “Livin’ La Vida Loca” na voz de Koda Kumi ganharam exatamente o mesmo clipe.

Koda Kumi – “GOLDFINGER 2019”

Koda Kumi – “Livin’ La Vida Loca”

“Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe”: filme com Bruce Willis e Edward Norton divulga trailer

Assista o desenrolar dessa trama e intriga no trailer de “Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe” com o Escritor/Diretor Edward Norton, Bruce Willis, Gugu Mbatha-Raw, com Alec Baldwin e Willem Dafoe. Novembro nos Cinemas.

Edward Norton dirigiu, escreveu, produziu e estrela Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe. A jornada do filme às telas teve início em 1999, quando Norton viu o potencial cinematográfico do livro de Jonathan Lethem Motherless Brooklyn e seu protagonista inesquecível.

Porém, desde o começo, Norton quis transportar os personagens contemporâneos criados por Lethem a uma época e trama diferentes, ambientando o drama nos anos 1950 – uma época de mudanças profundas em Nova York.

Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe acompanha Lionel Essrog (Norton), um detetive particular solitário que convive com a síndrome de Tourette, conforme tenta solucionar o assassinato de seu mentor e único amigo, Frank Minna (Bruce Willis). Munido somente de algumas pistas e a força de sua mente obsessiva, Lionel desvenda segredos guardados a sete chaves que colocam o destino da cidade inteira em cheque. Em um mistério que o leva desde clubes de jazz no Harlem até os cortiços sombrios do Brooklyn e às suntuosas propriedades dos figurões mais influentes de Nova York, Lionel tem que lidar com capangas, corrupção e o homem mais perigoso da cidade para honrar seu amigo e salvar a mulher que pode ser sua própria salvação.

O elenco inclui Edward Norton, Bruce Willis, Gugu Mbatha-Raw, Bobby Cannavale, Cherry Jones, Michael Kenneth Williams, Leslie Mann, Ethan Suplee, Dallas Roberts, Josh Pais, Robert Ray Wisdom e Fisher Stevens, com Alec Baldwin e Willem Dafoe.
Norton também produziu o filme com seu sócio na Class 5 Films Bill Migliore; Gigi Pritzker e Rachel Shane da MWM Studios; e Michael Bederman.

Os produtores executivos foram Adrian Alperovich, Sue Kroll, Daniel Nadler, Robert F. Smith e Brian Niranjan Sheth.

Nos bastidores, Norton colaborou com o diretor de fotografia duas vezes indicado ao Oscar Dick Pope (“Mr. Turner”, “O Ilusionista”), a desenhista de produção Beth Mickle (“Drive”, “Beleza Oculta”), o editor indicado ao Oscar Joe Klotz (“Preciosa – Uma História de Esperança”, “O Mordomo da Casa Branca”) e a figurinista Amy Roth (da série de TV “The Looming Tower”, “Indignação”).

A música tem um papel importante para estabelecer a época em que Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe se passa e sua ambientação. A trilha foi composta por Daniel Pemberton (“Venom”, “A Grande Jogada”) e tem como destaque Wynton Marsalis tocando trompete. O filme também traz uma canção original escrita e interpretada por Thom Yorke.

A Warner Bros. Pictures apresenta Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe, uma produção da Class 5 Films / MWM Studios. O filme será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures e tem previsão de lançamento no Brasil em 21 de novembro de 2019.

BEL traz a micropolítica como realeza em novo clipe

Nomes da luta e resistência negra, ativistas e artistas LGBTQI são entidades guerreiras e personagens da realeza no clipe da faixa “Real Grandeza”, da cantora e compositora carioca BEL. O vídeo fecha o ciclo do álbum “Quando Brinca”, lançado em 2017 pela Sagitta Records e marca novos passos no trabalho da artista.

“‘Real Grandeza’ é uma música que fala sobre a permanência diante das transformações. Sobre celebrar o que fica, o que resiste. O clipe apresenta um grupo de guerreires, corpos dissidentes, entidades do agora que evocam uma ancestralidade atualizada construindo possibilidades de futuro – um futuro que já é. Atravessar os tempos nos torna mais fortes”, conta BEL.

Para construir as entidades do clipe, todo feito em fotografia analógica preto-e-branco, a cantora se uniu aos diretores Lucas Cannavaro e Miro Spinelli. Juntos, montaram uma lista de pessoas que os inspiravam e que representavam a “real grandeza” do presente. Com elenco e equipe propositalmente diversos, o clipe abraça uma gama de possibilidades, identidades, belezas e realezas que vão além dos limites e definições da normatividade.

“Junto do convite para o clipe, pedimos para que todos respondessem um questionário que se assemelhava com uma carta de RPG ou algo do tipo: as perguntas eram ‘Que animal você seria?’, ‘Qual seu amuleto de poder?’, ‘Qual é a sua magia?’, etc. Com as respostas em mãos, nos juntamos à Tchuskka e Nathália Gastim, diretoras de arte, e criamos os personagens”, conta a artista.

Nascida no Rio de Janeiro, BEL é cantora, compositora, instrumentista, escritora, artista visual e produtora cultural. Iniciou seus estudos musicais ainda criança e começou a compôr por volta de 2009, quando publicou uma coleção de poemas manuscritos de sua autoria, de onde saíram muitas das letras do disco que viria posteriormente. Foi integrante das bandas Mohandas – onde atuou até 2015 e com a qual lançou dois EPs, um compacto e os álbuns “Etnopop” (2012) e “Um segundo” (2015), este último com produção executiva de BEL e produção musical de Lucas Vasconcellos (Letuce, Legião Urbana); e Xanaxou, que unia oito mulheres intérpretes, compositoras e instrumentistas no ano de 2016.

Em 2017, lançou seu disco de estreia, “Quando Brinca”, que combina tons eletrônicos, jazz e MPB a letras poéticas que refletem sobre a relação com a cidade, a sexualidade, as causas LGBT e feminista e o mundo contemporâneo. Em 2019, lançou o single “Banquete Fake” pela Coletânea SÊLA, em parceria com o Programa ASA do Oi Futuro. A faixa foi produzida por Rafa Prestes e contou com a participação de Larissa Conforto, Mari Romano e Mahmundi. Atualmente, BEL também organiza e assina a curadoria do projeto Palavra Sapata, que visa a difundir a literatura lésbica e estimular essas narrativas e se prepara para lançar um EP de inéditas, que terá produção musical de Maria Beraldo e será feito com recursos do edital SonânciasLab. Para encerrar o debut de “Quando Brinca”, ela escolheu uma faixa com forte valor sentimental e que no disco conta com participação do cantor Qinho.

“Eu tenho uma paixão especial por essa faixa porque ela também me lembra minha mãe, me traz a imagem da casa onde vivemos e onde vivo até hoje, me desperta uma sensação de acolhimento e paciência. Depois que a escrevi, em 2012, vi na letra uma carta póstuma escrita por ela para mim – isso me emociona demais”, declara BEL.

Prudential Concerts une Rock, Frejat e música clássica no Rio

Apresentação desta quarta-feira (21) mostrou que a mistura do clássico, do rock e do romantismo de Frejat tem tudo a ver

Frejat

O projeto Prudential Concerts, que este ano tem o complemento “Let’s Rock”, une música clássica e orquestra com outros ritmos e artistas consagrados da nossa música. O convidado desse ano é o cantor, compositor e guitarrista Roberto Frejat, um dos ícones do rock nacional.

Frejat é uma (boa) guinada para um projeto que já teve como convidados nomes como Milton Nascimento, Gilberto Gil e Alceu Valença.

De Pink Floyd e Ramones a Handel e Vivaldi

Depois de passagens por Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte, o “Let’s Rock” chegou ao Rio de Janeiro para duas apresentações (21 e 22) no novo Teatro Prudential, no prédio que abrigava as empresas do Grupo Bloch de Comunicação, responsável por várias revistas, rádios e a TV Manchete.

O programa começa com a Orquestra Johann Sebastian Rio — a orquestra muda de acordo com a cidade — regida pelo maestro Carlos Prazeres, mostrando uma série de clássicos do rock em arranjos clássicos.

Nessa parte do show temos Pink Floyd, Kiss, Ramones e Beatles, entre outros, combinados com Vivaldi, Bach e Handel. A maioria dos arranjos funciona muito bem, enriquecendo as melodias já conhecidas, enquanto alguns poucos momentos são menos felizes (‘Under Pressure’ do Queen, por exemplo).

A boa orquestra (que também era acompanhada por um coro) tinha como destaque um cravo. O instrumento de cordas tão em voga no século XVIII — ele pode ser ouvido na versão original de ‘Skyline Pigeon’, de Elton John — enriqueceu demais os espaços que normalmente são destinados ao piano.

O programa, que tenta traçar um panorama do rock em suas várias encarnações, é um bom mix de canções conhecidas e de artistas clássicos do gênero.

Frejat clássico

Já a segunda parte da apresentação é quando o artista convidado entra em cena e desfila seus sucessos. No caso de Frejat, a vertente romântica e a tendência para arranjos onde as cordas (principalmente) já tinham alguma proeminência parecem ter facilitado a tarefa dos arranjadores.

Mesmo quem é crítico do músico não pode negar que ele é gente boa, tem um quê de arroz de festa (no bom sentido) e é responsável por algumas das mais emblemáticas canções do rock nacional (com e sem o Barão Vermelho).

‘Pro Dia Nascer Feliz’, ‘Segredos’, ‘Amor Pra Recomeçar’, ‘Quando O Amor Era Medo’ e ‘Maior Abandonado’, estavam todas no setlist, mostrando a força de uma carreira recheada de sucessos.

Todas as canções tiveram acréscimo em relação às gravações originais. A riqueza de uma orquestra é muito difícil de reproduzir e mereciam um registro neste formato — infelizmente não há indícios de que isso possa acontecer.

Brasília e São Paulo

As apresentações cariocas seguiram o ritual dos concertos anteriores e tiveram ingressos esgotados em pouco tempo. Agora, o projeto Prudential Concerts Let’s Rock segue para Brasília e São Paulo. Quem puder deve correr e garantir o seu lugar. O show é realmente imperdível.

18/9 – Orquestra Arregimentada
Teatro da UNIP – Brasília (DF)

15/10 – Orquestra Arregimentada
Teatro Renault – São Paulo (SP)

Para mais informações sobre o projeto você pode seguir o Facebook e o Instagram.

Fotos: Fernando de Oliveira

Vídeos: Jo Nunes

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