Andrea Dantas interpreta Bette Davis no teatro com direção de Aloisio de Abreu | Agenda | Revista Ambrosia
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Andrea Dantas interpreta Bette Davis no teatro com direção de Aloisio de Abreu

Marcando os 30 anos da morte da atriz Bette Davis (1908-1989) e os 40 anos de carreira de Andrea Dantas, Aloisio de Abreu dirige Andrea Dantas em “O Diabo Em Mrs. Davis” de Jau Sant’Angelo, peça que apresenta solo inspirado nos One Woman Shows, ou palestras, realizados por Davis nos anos 1980, quando afastada do cinema.

Eternizada na memória do público em filmes como “A Malvada” e “O Que Terá Acontecido a Baby Jane”, a atriz, vencedora de dois Oscars e indicada onze vezes, é aqui retratada em seu lado menos conhecido, uma Bette Davis humanizada, que revisita com olhar crítico e fina ironia a sua história.

Nas palavras de Aloisio de Abreu: “Fúria. Gana. Devoção. Triunfos. Fracassos. Amor. ‘O diabo em Mrs. Davis’ nos apresenta Bette Davis por Bette Davis. Mais do que uma estrela de cinema, uma mulher que honrou seu ofício e soube dimensionar o próprio tamanho. Dirigir uma atriz é como ir rumo à um país a ser descoberto, uma aventura, um deslumbramento. A Bette Davis de Andrea Dantas é o supra sumo do jogo teatral: vivaz, plena, singular. Em cena, vemos um animal selvagem belo e feroz.

Para comemorar seus 40 anos de carreira, a atriz Andrea Dantas, recentemente vista na peça “As Crianças” (direção de Rodrigo Portella) e na novela “Espelho da Vida” (TV Globo), escolheu falar também sobre uma atriz, uma das maiores de todos os tempos: Bette Davis. Neste ano de 2019, também, se completam 30 anos de sua morte. O texto de Jau Sant’Angelo, que convidou Andrea Dantas para o projeto, parte de uma minuciosa pesquisa sobre a série de palestras realizada por Bette Davis entre 1985 e 1986,quando, afastada do cinema, aceitou falar ao público numa espécie de One Woman Show– palestras que lotaram todos os teatros por onde passaram.

Serviço

ESTREIA: 10 de setembro (3ªf), às 19h
LOCAL: Teatro Rogério Cardoso (Casa de Cultura Laura Alvim)
HORÁRIOS: terças e quartas feiras às 19:00
INGRESSOS: 60,00 inteira 30 meia / horário bilheteria: segunda-feira a domingo a partir das 16:00/ vendas por internet: ingresso rápido
CAPACIDADE: 53 lugares
DURAÇÃO: 50 minutos
GÊNERO: monólogo/comédia
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre
TEMPORADA: até 02 de outubro

FICHA TÉCNICA

Texto: Jau Sant’Angelo
Direção: Aloisio de Abreu
Atriz: Andrea Dantas
Figurino: Marcelo Marques
Ambientação Cênica: Andrea Dantas e Jau Sant’Angelo
Visagismo: Walter do Valle
Fotos: Luciana Mesquita
Produção: Jau Sant’Angelo
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

BETTE DAVIS

Ruth Elizabeth “Bette” Davis (Lowell, 5 de abril de 1908 — Neuilly-sur-Seine, 6 de outubro de 1989)não se ajustava ao ideal de beleza de Hollywood, mas fascinou pela expressividade de seus olhos, interpretando brilhantemente a mulher emancipada, muitas vezes autoritária e sem escrúpulos. Em seus freqüentes confrontos com os executivos dos estúdios, a atriz conseguiu impor seu direito à escolha dos filmes, um privilégio pouco usual na época.

Após trabalhar em peças na Broadway, Davis mudou-se para Hollywood em 1930, onde obteve pouco êxito com papéis em produções da Universal Studios. Foi contratada pela Warner Bros. em 1932, estabelecendo uma bem-sucedida carreira através de várias atuações aclamadas pela crítica. Em 1937 tentou se libertar do contrato e, apesar de ter perdido um processo contra a produtora que foi amplamente explorado pela mídia, atingiu o período de maior sucesso de sua carreira. Até o final dos anos 1940, Davis foi uma das mais célebres protagonistas do cinema americano, reconhecida por seu estilo forte e intenso. Ganhou uma reputação de perfeccionista muito combativa, sendo que embates com executivos dos estúdios, diretores de cinema e outras estrelas eram frequentemente noticiados pela mídia. Seu estilo franco, sua voz distinta e o cigarro sempre a mão contribuíram para a construção de uma imagem pública muito imitada e satirizada.

Foi cofundadora da Hollywood Canteen– iniciativa para angariar fundos para o Exército dos Estados Unidos e entreter soldados americanos durante a Segunda Guerra Mundial – e foi a primeira mulher presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ganhou o Oscar de Melhor Atriz duas vezes, foi a primeira pessoa a receber dez indicações da Academia nas categorias de atuação, além de ter sido a primeira mulher a receber um prêmio pelo conjunto da obra do American Film Institute.

Sua carreira passou por vários períodos sombrios, tendo ela mesma admitido que seu sucesso se deu muitas vezes às custas de seus relacionamentos pessoais. Casada quatro vezes, tornou-se viúva uma vez e divorciada outras três, tendo criado seus filhos como mãe solteira. Seus últimos anos foram marcados por um longo período de doença mas ela continuou atuando até pouco antes de sua morte por câncer de mama, com mais de 100 papéis em cinema, TV e teatro. Em 1999, Davis foi a segunda colocada, atrás apenas de Katharine Hepburn, na lista do American Film Institutedas maiores atrizes de todos os tempos.

JAU SANT’ANGELO – autor

Jau Sant’Angelo fez parte do grupo Nós do Morroatravés do Ponto de Culturae 5 x Favela. Estudou teatro com Eduardo Wotzik e cinema com Rosane Svartmaan e Vinicius Reis. Dirigiu a leitura dramatizada de “O Diabo em Mrs. Davis” com Beth Erthal no Midrash Centro Cultural.

ALOISIO DE ABREU – diretor

Autor, ator e diretor de teatro com 37 anos de carreira. Como ator, atuou nos espetáculos “PRK a Mil” (direção de Nelson Dantas), “Theatro Musical Brazileiro” Parte Ie Parte II (direção de Luiz Antonio Martinez Correa), “MacBeth” (direção de Ricardo Kosovski), “O Rouxinol do Imperador” (direção de Miguel Falabella), “Lili, uma história de circo”(direção de Isabella Secchin; com este espetáculo, Aloisio foi indicado para o prêmio Mambembe de Melhor Ator e ganhou o prêmio Coca-Cola de Melhor Ator de 1989), “Ciúme”(direção de Marília Pêra), “Apareceu a Margarida” (direção de Aderbal Freire Filho), “O Doente Imaginário” (direção de Moacyr Góes), “O Século do Progresso” (direção de Antonio De Bonis), “That’s Besteirol” (direção de Aloisio de Abreu), “Esperando Godot”(direção de Zé Celso Martinez Correa),“Corações Encaixotados”, de Bosco Brasil, além da ópera “O Cavalinho Azul” (direção de Cacá Mourthé), “Subversões I”, “Subversões II”, “Subversões III-Unplugged”e “Subversões e 3 e ½” – série de espetáculos ao lado de Luis Salem e Márcia Cabrita, com direção de Stella Miranda, que fizeram história no Rio de Janeiro. De janeiro de 2013 a fevereiro de 2015 cumpriu temporada como ator na peça “Nós sempre teremos Paris”, de Artur Xexeo, direção de Jacqueline Laurence, no Rio, SP e Brasília. Por essa peça, Abreu foi indicado para o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator de 2014, em SP. Em 2015 participou do espetáculo “Estúpido Cupido”, texto de Flavio Marinho e direção de Gilberto Gawronski. Em 2017 estreou como ator em “AloisioFrankSinatraDeAbreu”, com direção de Ricardo Kosovski.

Como autor, escreveu os espetáculos “PRK a Mil”(direção de Nelson Dantas), “Mamãe foi às compras” (direção de Cláudio Gaya), “Subversões”, “Subversões II – Vestidos de Noiva”, “Subversões 3 – Unplugged”, “Subversões 3 e ½” e “Subversões Social Clubber’ (todos dirigidos por Stella Miranda), “Na Festa de Bebete” (direção de Tânia Nardini), “Des-Contos de Fadas”, “Sobe o Pano!” (este último vencedor do prêmio Coca-Cola como um dos cinco melhores espetáculos de 1999), “Intimidades”e “Intimidades II”, além de “Nesta data querida”, em parceria com Lícia Manzo. Também são de sua autoria os espetáculos “Esse alguém maravilhoso que eu amei” (que também dirigiu junto com Cininha de Paula) e “Subversões Social Clubber”, dirigido por Stella Miranda. Escreveu, produziu, dirigiu e atuou no espetáculo “Primeiro de Abreu”, de sua autoria. Em 2013 escreveu o musical “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz”, com direção de João Fonseca. Ainda em 2015 escreveu a versão brasileira da peça “Cinco homens e um segredo”, original de Martin Casella. Em 2017 estreou como ator e autor em “Falando Frangamente”, solo de humor, com direção de Ricardo Kosovski. Em 2017 estreou “Karaokê – o Monólogo”, como autor e diretor. Este espetáculo foi indicado para o Prêmio do Humor Brasileiro nas Categorias Melhor Espetáculo e Melhor Performance, para Evelyn Castro.

Como diretor, encenou os espetáculos “Des-Contos de Fadas”, “Sobe o Pano!”, “Intimidades”, “Intimidades II”, “That’s Besteirol”, “Cócegas”, “Esse alguém maravilhoso que eu amei” e “Primeiro de Abreu”.

No cinema, participou do filme “Primeiro de Abril,Brasil”, de Maria Letícia, e do curta metragem “Os moradores da rua Humboldt”, de Luciano Moura. Participou também do longa “Canta, Maria, de Francisco Ramalho Jr.(2005). É roteirista do longa-metragem “Embarque imediato”, de Alan Fitterman (2005).

Na TV, Aloisio de Abreu foi redator final do programa “A Diarista”. Além disso, foi roteirista dos programas “Sai de Baixo”, “Vídeo-Bula”e “A Grande Família”. Em 2008 escreveu o programa “Casos & Acasos”, e em 2009 o programa “Junto & Misturado”, com Bruno Mazzeo. Em 2013 escreveu “Amor & Sexo” e “Junto & Misturado”. Em 2009 trabalhou como ator na novela Três Irmãs, de Antonio Calmon.

ANDREA DANTAS – atriz

No teatro, alguns de seus trabalhos mais recentes são as peças “As Crianças” (de Lucy Kirkwood e direção de Rodrigo Portella); “A Festa de Aniversário” (de Harold Pinter e direção de Gustavo Paso, pelo qual foi indicada ao Premio Cesgranrio de Melhor Atriz); “Estúpido Cupido” (de Flavio Marinho e direção de Gilberto Gawronski); “Casa Caramujo” (texto e direção de Gustavo Paso); “Uma Praça Entre dois Prédios” (de Paula Vilella e direção de Georgette Fadel); “Como a Gente Gosta” (adaptação e direção de Vinicius Coimbra); “Bilac Vê Estrelas” (Heloisa Seixas e Julio Romeu); “Emilinha e Marlene” (de Thereza Falcão e Julio Fischer, direção de Antonio de Bonis).

No cinema, atuou em “Duas de Mim” (direção Cininha de Paula); “Minha Fama de Mau” (direção de Lui Farias); “Verônica” (direção de Mauricio Farias); “Fonte da Saudade” (direção de Marco Altberg); “Urubus e Papagaios” (direção de José Joffily Filho); “A Ópera do Malandro” (direção de Ruy Guerra).

Na TV, seus trabalhos mais recentes são as novelas “Espelho da Vida”, de Elizabeth Jhin; “Geração Brasil” (direção Denise Saraceni); “Lado a Lado” (direção Denis Carvalho); “Cheias de Charme” (direção Denise Saraceni); “A Vida da Gente” (de Lícia Manzo e direção Jaime Monjardim); “Aquele Beijo” (de Miguel Falabella e direção Cininha de Paula); e as séries “Pé na Cova”, de Miguel Falabella, e“As Brasileiras”, de Daniel Filho, entre outros.

 

 

Algumas ‘pérolas’ de Mrs Davis:

“Eutenhoosvintededospodresparahomem,seeugostei,podemestarcertos de que é um patife.”

“Deu-me muitos conselhos naquele dia. Alguns não pude seguir e os outros usei contra ele quando começou nossabriga.” (sobre Jack Warner)

“Você precisa ter muito cuidado, pois o sucesso é muito mais perigoso e corruptor que o fracasso. Eu não tive tempo de perceber isso e quando vi, já tinha me transformado numa pessoa insuportável.”

“Não valia seu peso em merda, além de ter dormido com Hollywood inteira… Exceto Lassie… E King Kong… E talvez RinTin-Tin.” (sobre Joan Crawford)

“Quando um ator interpreta uma cena exatamente da forma como o diretor manda, isso não é atuar. É seguir instruções.”

“Warner ficou exultante com a oportunidade de cancelar meu contrato. E eu tomei uma garrafa de uísque e fiquei ótima.”

“Eu estava doida por uma discussão violenta, onde voassem palavras e perucas.” (sobre Joan Crawford)

“Alguém disse, certa vez, que preferia enfrentar um leão cara a cara do que dividir umacenacomigo.Nãoosculpo. Eutambémmesintoassimcomigo.Porém hoje eu não mordo mais, sórosno. O diretor de “O Aniversário”, por exemplo, saiu um dia do set de maca. Nunca na minha longa carreira tinha visto aquilo. Já vi diretores saírem do set de helicóptero, limusine, taxi… Agora, de maca, foi a primeira vez.”

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