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Camisa de Vênus e Plebe Rude em noite no Rio para saudosista nenhum botar defeito

Uma noite para saudosista nenhum colocar defeito. Na última sexta-feira, o Circo Voador recebeu um “duelo Punk” entre duas das mais emblemáticas bandas do rock Brasil dos anos 80: o Camisa de Vênus e a Plebe Rude.

Os trabalhos começaram com os ícones da cena baiana: o Camisa de Vênus, com uma longo improviso na introdução de “Bota pra Fudê” (que já é grito de guerra oficial de qualquer show da banda), entoado pelo público que lotava a casa, localizada na Lapa carioca.  Público este que variava entre jovens, que nem sonhavam em nascer quando Marcelo Nova e cia começaram sua carreira, e aqueles que viveram o auge dos anos 80.

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O show foi repleto de clássicos, como a já citada “Bota pra Fudê” , “Bete Morreu” e “Deus me de grana”.  Sem mencionar os “lados B”, como a versão “venusiana” de “My Way”, original de Frank Sinatra (e cantada à plenos pulmões pela plateia). Mas a noite também era de estreia para o Camisa.

Depois de 20 anos, a trupe lançou no último mês de julho o novo trabalho “Dançando na Lua”,  de canções inéditas e que foi apresentado ao público do Circo, o qual recebeu muito bem a novidade.  O show encerrou-se com o clássico “ Joana D’Arc”,  que levantou o público e deixou todos muito bem aquecidos para a próxima atração da noite.

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Para concluir a noite, um dos principais nomes do punk brasiliense.  A Plebe Rude, com dois de seus membros originais: Philippe Seabra (guitarra e voz) e André X ( baixo e vocais, retornando à banda,  após um período fora do Brasil para concluir seu mestrado);  Clemente Tadeu, original da banda punk paulistana Inocentes (guitarra e voz, mas já aceito como integrante da Plebe, afinal já são 14 anos) e Marcelo Caputti na Bateria. O show, que incluiu em seu set list músicas como “Censura”, “Sexo e Karatê”, dentre outros hits,  não deixou esfriar a empolgação do público que o Camisa tinha feito.

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Durante a apresentação, entre sucessos oitentistas e canções da nova fase, a Plebe fez uma ótima versão  da música “Medo”, da também banda punk paulistana Cólera.  Ao final da canção, Philippe “pediu” um minuto de silencio em homenagem ao músico Redson Pozzi (fundador do Cólera, falecido em setembro de 2011). Mas, com o sangue já quente depois do show do Camisa e após gritos,  pulos e rodas com as primeiras músicas da Plebe, a ultima coisa que o vocalista conseguiria era o silencio do público. Vencido pela euforia da multidão,  Philippe acabara dizendo que Redson não iria querer mesmo silencio.  Então foi a deixa para que o público fosse à loucura, com uma versão mais acelerada, próxima à levada hardcore original.

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A noite então termina com o clássico “Até quando esperar” e, embora já passasse das 3h da manhã, o público permaneceu “firme e forte” até o ultimo acorde e deixou para a história mais essa noite de sexta-feira.

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Publicação Patricia Moura