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"Demolidor" encerra temporada e vida no Netflix sendo a melhor versão dos quadrinhos

 
No mesmo 2018 em que a série é cancelada na Netflix (algo até já esperado já que a Disney, detentora da marca Marvel, está investindo em seu próprio canal de streaming), também trouxe a melhor temporada de Demolidor.
Melhor até que muita série dita séria (!) no canal. Da leva de heróis que formava Os Defensores, Demolidor foi o pioneiro e também o melhor do gênero iniciado em 2015. Enquanto os outros não conseguiram impor suas personalidades sobre suas próprias tramas (Ok, Jessica Jones um pouco vai…), a trama de Matthew Murdock (Charlie Cox, ótimo) foi se desenvolvendo numa perspectiva mais humanizada dos conflitos, assim como seus vilões.
Aqui, temos a volta do Rei do Crime (Vincent D’Onofrio), da qual o advogado cego travou uma batalha em sua temporada inicial, e que agora retorna numa espécie de vingança. “Numa espécie” porque a série consegue ir para além das previsibilidades disso, ainda mais com os conflitos concomitantes entre dois antagonistas que se difundem e se repelem: o próprio Rei do Crime (um personagem muito bom por sinal) e Mercenário (Wilson Bethel).
"Demolidor" encerra temporada e vida no Netflix sendo a melhor versão dos quadrinhos | Ambrosia | Revista Ambrosia
Até os deslizes da série são justificáveis (!), uma vez que eles dizem muito sobre a maneira da própria Netflix produzir seu conteúdo. Não havia necessidade de 13 episódios (10 resolveria tudo sem gorduras). Isso sem falar que a maneira como o Rei do Crime articula para sair da cadeia e voltar a comandar a cidade, soa forçada.
A história constrói bem essa ressignificação de Matthew com seu passado e com seu destino, até chegar em seu final que a série apresenta seu “casamento vermelho” com consistência dramática e clímax certeiro com ares de tragédia grega. A série poderia render mais e seu final deixa isso evidente, mas ainda assim, pela irregularidade que o gênero vinha apresentando, é bom
Demolidor acabar por aqui deixando na memória que soube se valer da linguagem e do tempo “televisivo” para contar uma trama de super herói com a dignidade que cinema muitas vezes esquece de ter.
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Publicação Renan de Andrade