em ,

“Correndo Atrás de um Pai”: entre a falta de sentido e a banalidade

Correndo Atrás de um Pai (“Father Figures” no original, debut do então diretor de fotografia Lawrence Sher) é sumariamente vendido como um produto “dos mesmos criadores de ‘Se Beber, Não Case‘”. Em 2018. Isso já diz muito sobre o que o filme é. Vamos ao enredo, cuja versão brasileira do título é auto-explicativa: quando dois irmãos gêmeos – Owen Wilson e Ed Helms (pois é!) – descobrem, depois dos 40 e no dia do casamento da mãe, que sempre foram enganados quanto a identidade verdadeira do pai. Kyle, personagem de Owen, é um bon vivant que acaba de descobrir que será pai e Peter, interpretado por Ed, o típico filho certinho, nerd, que após uma separação com a primeira e única mulher, vive uma relação fria e complicada com o único filho. Dentro dos conflitos de suas personalidades, eles partem em busca desse pai, através de pistas que vão surgindo sucessivamente a cada tentativa frustrada.

A premissa do filme é desenvolvida pela lógica do absurdo: as situações não fazem o menor sentido e o roteiro é cheio de buracos (se conseguirem, reparem na pitada sobrenatural totalmente deslocada que aparece no meio filme). Fora que o desperdício de elenco chega a ser revoltante: Gleen Close, J. K. Simmons e Christopher Walken fazendo o que podem com personagens bem precários (especialmente os deles). O filme tem produção de Ivan Reitman, que já produziu e dirigiu produções menos vergonhosas. Seu lançamento nos EUA foi adiado várias vezes e ainda teve refilmagem. Tragédia anunciada, né?! No fim, fica a pergunta: até quando usarão “Se Beber, Não Case” como chamariz para filme ruim?

Filme: Correndo atrás de um pai (Father Figures)
Direção: Lawrence Sher
Elenco: Owen Wilson, Ed Helms, J.K. Simmons
Gênero: Comédia
País: EUA
Ano de produção: 2017
Distribuidora: Paris Filmes
Duração: 1h 53 min
Classificação: 12 Anos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Carregando…

0

Comentários

Publicado por Renan de Andrade

A paixão pelo audiovisual me pegou de assalto desde o berço. Assim como a necessidade de desbravar o alcance da comunicação. Formado em Jornalismo e atuando nas áreas de roteiro e direção na TV, sinto-me cada vez mais imerso nos matizes da arte (audiovisual) e da vida (comunicação).