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Exclusivo: Entrevista com Aline Happ, do Lyria

Em bate-papo com Jenny On the Rocks, vocalista fala sobre a banda

Entrevista exclusiva com Aline Happ, vocalista do Lyria (Crédito Roberta Guido)
Entrevista exclusiva com Aline Happ, vocalista do Lyria (Crédito Roberta Guido)

Formada em 2012, no Rio de Janeiro, pela cantora Aline Happ, a banda Lyria, de Metal Sinfônico Alternativo, já lançou 2 álbuns e encontra-se no meio da bem-sucedida “Immersion Tour”. Além de Aline (vocais), a banda traz na sua formação Rod Wolf (guitarra), Thiago Zig (baixo) e Thiago Mateu (bateria). A banda é considerada um dos maiores nomes da nova geração do Heavy Metal Brasileiro. O som, é uma mistura de diversos estilos do Metal, com sua temática lírica girando em torno de superação de obstáculos, cura, aconselhamento para enfrentar os problemas da vida e abordam temas como autismo, depressão e ansiedade.

Aproveitamos esse belo momento do grupo para fazermos um entrevista com Aline Happ.

1 – Jenny on the Rocks: Em primeiro lugar, obrigada por nos conceder essa entrevista. Bem, temos uma curiosidade. Qual a origem do nome da banda? O nome já foi pensado desde o início? De quem foi a ideia?

Aline Happ: Eu tive a ideia do nome quando formar uma banda ainda era um sonho. Ele foi inspirado na mitologia grega, mais especificamente no instrumento lira (na época, eu estava estudando mitologia grega na faculdade), na palavra “lyrics” (letras de música, em inglês) e também na flor de lírio (Lily). Pareceu-me um nome sonoro e ao mesmo tempo marcante. Então, quando criei a banda, eu já tinha esse nome na cabeça.

2 – Jenny on the Rocks: Como vocês encaram o fato de conseguir viver de música, no atual cenário brasileiro, especialmente pra quem escolhe o Rock ou Metal, por não ter apoio da mídia de massa?

Aline Happ: Realmente, é algo bastante difícil, principalmente para artistas independentes no Brasil. Uma das maiores dificuldades é conseguir chegar até as pessoas, divulgar os trabalhos, os shows, etc. Felizmente, estamos conseguindo. Também temos algumas outras atividades relacionadas à música, mas além do Lyria.

3 – Jenny on the Rocks: O álbum “Catharsis”, de 2014, e o atual, “Immersion”, lançado no ano passado, foram concebidos por financiamento coletivo. A relação da banda com os fãs sempre foi muito próxima e intensa. Como tem sido construída?

Aline Happ: Desde o início, sempre gostamos muito de estar em contato com os fãs e foi daí que surgiu a ideia do financiamento coletivo. Fazer com que nossos fãs pudessem nos ajudar e escrever a nossa história e ao mesmo tempo fazer parte dela. Eles são os responsáveis pelo nosso crescimento e nós, de certa forma, também nos sentimos responsáveis por eles. Recebemos muitas mensagens sobre como a nossa música tem ajudado de alguma forma em suas vidas e isso significa muito para nós. Queremos entregar sempre algo novo e que os façam felizes e orgulhosos de pertencerem ao Lyria Army.

4 – Jenny on the Rocks: O vídeo de “Hard to Believe” já foi visto por quase 190 mil pessoas, “Let me be me”, por impressionantes 360 mil e em apenas duas semanas de lançamento, “The Rain” ultrapassou a casa das 50 mil visualizações, já tendo agora mais de 140 mil, em apenas 2 meses. Isso é fantástico, não?

Aline Happ: Com certeza! Ainda mais sendo uma banda independente, que não possui grandes recursos de publicidade como as gravadoras. Nesse momento, já estamos com mais de 140 mil visualizações, como você disse, em “The Rain” e as pessoas tem gostado muito do vídeo. Estamos muito felizes com os resultados.

5 – Jenny on the Rocks: Por falar em “Let me be me”, como foi a experiência de gravar no alto de um prédio?

Aline Happ: Foi bem legal!Na verdade, o Zig (baixista) sempre teve vontade de gravar em cima de um prédio e quando surgiu a possibilidade, através de fã nosso , não pensamos duas vezes. O único ponto não tão positivo era o calor, que estava de matar (risos)! Foi bem interessante capturar vários pontos do Rio de Janeiro, e é engraçado que muita gente pergunta se foi gravado em Nova York, principalmente, os americanos (risos).

6 – Jenny on the Rocks: A temática das letras é inspirada ou baseada nas vivências de pessoas, sobretudo em relação a suas lutas diárias e sobrevivência, ante adversidades. Como essas histórias chegam até vocês? Como é esse processo de composição?

Aline Happ: Gosto de trazer mensagens de superação, mostrando que somos mais fortes do que imaginamos e que podemos enfrentar nossos problemas, além de aprender com eles. Todas as letras são sobre situações que nos marcaram de alguma forma, que vivemos ou que presenciamos. Temos músicas inspiradas em ideias de fãs, como “The rain”, que aborda o espectro do autismo e “Get what you want”, que foi inspirada na cultura japonesa e na ideia de correr atrás de seus sonhos. De qualquer forma, eu sempre faço uma imersão nos temas e tento colocar algo bastante pessoal. O processo de composição varia muito. Às vezes surge a letra primeiro, outras a música. Às vezes, ela vem primeiro de alguma melodia minha, às vezes de um riff do Rod (guitarrista) ou do Zig (baixista), não tem uma regra. O importante é que temos uma boa química pra compor.

7 – Jenny on the Rocks: E nos shows, como vocês tem sentido a reação do público?

Aline Happ: O público é bastante empolgado, participa bastante e canta junto. A maioria, quando chega para conhecer a banda, tem muita vergonha e mal consegue falar, mas a gente sempre tenta quebrar o gelo (risos).

8 – Jenny on the Rocks: O Lyria tem uma base forte de fãs fora do Brasil. Onde tem havido mais respostas positivas ao trabalho de vocês? Há planos para shows no exterior?

Aline Happ: Inicialmente, a maioria do público era de fora do Brasil, principalmente dos EUA, Reino Unido, Alemanha e França. Com o tempo, formamos também uma boa base de fãs no Brasil, que já figura entre os maiores públicos. O México é outro país no qual nosso público tem crescido bastante. Com certeza, temos planos para tocar no mundo todo, mas estamos planejando com muita calma.

9 – Jenny on the Rocks: Onde, nessa perna da Immersion Tour”, podemos ver o Lyria nos palcos?

Aline Happ: Estaremos no dia 22 de novembro, em Curitiba, no Jokers; Em 23 de novembro, em Sorocaba, no Caixa Preta; E 24 de novembro, em São Paulo, no Jai Club. Em breve, traremos novas datas.

10 – Jenny on the Rocks: Qual a inspiração, do ponto de vista musical, para o som desenvolvido pela banda?

Aline Happ: São muitas! Cada um trouxe sua bagagem de dentro e de fora do Rock e do Metal, e assim, temos um pouco de música Celta, Pop, Metal Industrial, e por aí vai!

11 – Jenny on the Rocks: E para você, Aline, como cantora?

Aline Happ: Na verdade, minhas primeiras influências foram as princesas da Disney e a Baleia Cantora, uma baleia que cantava ópera (Willie, A Baleia Cantora/Disney-1946) (risos). Desde então, tive vontade de cantar e aí, na minha adolescência descobri várias bandas de Metal Sinfônico que realmente me fizeram querer seguir por este caminho. Fiz aulas de canto lírico e popular e hoje em dia misturo as duas técnicas. É algo no qual me identifico mais.

12 – Jenny on the Rocks: Por falar nisso, vamos a um papo de mulher pra mulher, como é a rotina da Aline Happ, no mundo do Metal, ainda tão machista? O profissionalismo feminino tem tido boa resposta?

Aline Happ: Em geral, sempre fui bastante respeitada, mas sempre existe um ou outro idiota, principalmente na internet. Tenho certeza que algumas coisas ainda podem melhorar, mas vejo com bons olhos o caminho que há por vir.

13 – Jenny on the Rocks: Como tem sido trabalhar com o produtor Celo Oliveira, no Kolera Studio?

Aline Happ: Tem funcionado muito bem. Nós o procuramos para o “Catharsis” e repetimos a parceria no “Immersion”. Acredito que formamos uma boa equipe!

14 – Jenny on the Rocks: Antes de nos despedirmos, fique à vontade para dizer algo aos fãs.

Aline Happ: Alô, Lyria Army! Obrigada pelo apoio. Contamos com vocês na divulgação ainda maior do Lyria, em 2020. Passaremos por mais cidades com a “Immersion Tour” e teremos novos vídeos para vocês. Esperamos encontrar na estrada! Participem das nossas redes sociais como Instagram, Facebook e Youtube. Adoramos ver os comentários de vocês e isso também ajuda no crescimento da banda! Se vocês querem ver o Lyria nas suas cidades, peçam nas redes sociais, para produtores, casas de shows, eventos, etc. Quem sabe a gente não se vê em breve?

15 – Jenny on the Rocks: Obrigada, mais uma vez, por nos conceder essa entrevista. Desejamos muito sucesso a vocês!!!

Aline Happ: Muito obrigada!

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