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CCXP Worlds: Dave Gibbons revela que não esperava o sucesso duradouro de Watchmen

Não há dúvidas que Watchmen é uma das obras mais relevantes dos quadrinhos, revolucionando o conceito de se contar histórias em HQs e consolidando o que se chama de pós-modernismo dos quadrinhos. O artista Dave Gibbons, co-criador da HQ ao lado de Alan Moore, foi atração em um painel nesse último dia CCXP Worlds, onde celebrou esse legado.

O desenhista revelou que, quando estava desenvolvendo a história com Moore, não acreditava que Watchmen teria um sucesso tão perene. “Pensamos que seria popular por alguns meses e então todos se esqueceriam dela. Falei muito sobre isso nos últimos 34 anos e já me perguntaram todos os tipos de perguntas, mas de vez em quando aparecem algumas que realmente me fazem pensar antes de responder”.

Gibbons e Moore sempre disseram em entrevistas que criaram Watchmen para fazer uma HQ que eles gostassem de ler. Nesse painel, o artista lembrou da liberdade que a DC Comics concedeu à dupla, que não era comum nas editoras mainstream na época (anos 80). “O editorial da DC nos deixou sozinhos fazendo o que queríamos porque não estávamos mexendo com nada como Superman ou Batman, com quem eles são mais cuidadosos com o que deixam as pessoas fazerem. Então nós apenas nos divertimos”.

A exitosa parceria com Mark Millar que rendeu Kingsman – Serviço Secreto também foi abordada no painel. A HQ, que serviu de inspiração para o filme de Matthew Vaughn. Gibbons contou a forma inusitada com que se surgiu a colaboração. “Ele é mais jovem que eu, e me escreveu uma carta de fã enquanto eu estava finalizando Watchmen. E nessa carta ele diz ‘eu adorei a HQ e o próximo passo de sua carreira deveria ser desenhar a história que eu escrevi’. Ele tinha 16 anos e achei uma carta muito legal”, contou o artista se divertindo.

Com o passar dos anos ele passou a acompanhar o trabalho de Mark Millar, até que finalmente se conheceram pessoalmente. A “ideia de HQ de espião, meio James Bond”, algo diferente do que Gibbons tinha feito até então, resultou na publicação de 2012, rendendo o filme em 2014.

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Publicado por Cesar Monteiro

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