"As Panteras" diverte, mas ainda subestima o potencial da franquia | Filmes | Revista Ambrosia
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“As Panteras” diverte, mas ainda subestima o potencial da franquia

As Panteras estão de volta, mas nada de reboot, e sim como continuação não só dos filmes anteriores do começo dos anos 2000, como também da clássica série de TV que tornou o título popular.

Até por isso, há uma fator divertido a mais no filme: a quantidade de easter eggs espalhadas pelas cenas. Preste atenção. Esse é talvez o grande êxito do trabalho de Elizabeth Banks, que atua, dirige, produz e escreve o roteiro, fazendo desse filme um exemplar da representatividade feminina.

A trama já começa com Kristen Stewart e Ella Balinska numa missão no Rio de Janeiro (ao som de Anitta) que vai desencadear lá no final do filme. Uma jovem engenheira ajuda a desenvolver uma tecnologia que em mãos erradas, pode virar uma arma mortal. Quando isso acontece, a agência Townsend recruta as panteras para resolverem, e acaba que o terceiro elemento do trio vem exatamente daí, na figura da atrapalhada e inteligentíssima personagem de Naomi Scott (que esse ano foi a Jasmine no bilionário Aladdin). O elenco conta ainda com uma interessante participação de Patrick Stewart.

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Banks vive a nova cabeça da organização, claro. E essa centralidade de suas funções pode ter comprometido o resultado final, já que apesar do filme divertir e distrair de forma menos genérica que os primeiros filmes (o que necessariamente não é elogio, já que o parâmetro ali era baixo), não prima pelos diálogos mais esmerados (as atrizes são tão carismáticas que prescindem do texto, ainda bem!), tem alguns buracos no roteiro e a direção das cenas de ação soa burocrática e anticlimática.

Como em todas as derivações da franquia – desde o seu surgimento – reside na química das atrizes a energia desse filme, que distrai bem se o espectador comprar a ideia que por mais representativo e festivo que o filme seja, a franquia ainda não encontrou sua versão definitiva.

Cotação: Bom (3 de 5)

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