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“Minha Mãe é uma Peça 3” faz ri, mas segue aquém do talento de Paulo Gustavo

Minha Mãe é uma Peça 3 deve fazer o sucesso de sempre por ser o mesmo filme de sempre. Após dois filmes, o roteiro (do protagonista Paulo Gustavo, com Fil Braz e Suzana Garcia, que também dirige o longa) não sabe mais o que fazer com dona Hermínia.

Agora, ela se vê as voltas com o casamento gay do filho vivido por Rodrigo Pandolfo (obviamente em pé de guerra com a sogra perua dele) e a gravidez instantânea da filha (Mariana Xavier) com o que ela chama de “bicho grilo” (Cadu Favero).

Tudo sob muita confusão e gaga conhecidas que funcionam pelo talento inquestionável de Paulo e integração do elenco. Suzana tem sensibilidade para fazer com que a comédia não seja só uma sucessão de esquetes (apesar da parte internacional do filme cair nisso claramente), mas ainda assim o filme não foge ao seu viés genérico frente a um protagonista tão forte.

Dona Herminia continua sendo melhor que seu filme. Tanto que, tirando o desempenho do ator, o destaque da comédia são as cenas reais da mãe do ator ao fim do filme. É o momento mais legítimo de todo o universo que o próprio ator criou. E também o mais hilário.

Cotação: Regular (2,5 de 5 estrelas)

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