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“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” e seu (bom) complexo de “Exterminador do Futuro: O Julgamento Final”

Muito mais do que a própria franquia em si, o que tornou clássica a marca Exterminador do Futuro foi sem a menor dúvida, seu segundo e até então (tecnicamente) revolucionário segundo filme, Exterminador do Futuro: O Julgamento Final, no distante ano de 1991, quando a história amarrou a habilidade do diretor James Cameron em contar uma história, com seu faniquito em proporcionar uma experiência tecnológica pioneira.

A maneira como a história se desenvolve a partir do primeiro filme de 1984, com uma verdadeira parábola do Messias em meio a uma iminente guerra entre homens e máquinas, assim como a força dramática da personagem de Sarah Connor (Linda Hamilton), tornaram o filme um dos melhores exemplares de sci fi do século 20.

Tão bom que nunca mais conseguiu ser superado, na tentativa de suas várias continuações em décadas seguintes. Mas Cameron, agora como produtor, teve a sacada de perceber que se não pode superar sua jóia, que pelo menos a iguale. E assim surgiu O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, agora sob a batuta de Tim Miller (de Deadpool).

A história é uma continuação direta do filme de 91 onde, no México, a jovem operária Dani Ramos (a colombiana Natalia Reyes) se vê perseguida por um robô vindo do futuro, porque em alguns anos, dará a luz a um filho que será o líder da revolução dessa devastadora guerra entre humanos e máquinas.

Protegida por Grace (Mackenzie Davis, magnética), uma ciborgue que também vem do futuro, elas terão ainda a ajuda de Sarah, que acabará tendo que se reconectar com T-800 (Arnold Schwarzenegger, se divertindo) cujo passado envolve uma das maiores tragédias da sua vida.

O roteiro não brinca em serviço ao usar os dois maiores signos da franquia: Sarah e T-800, reforçado pela química ainda potente entre Linda e Arnold (melhores cenas), que junto com a figura de Grace e algum comentário sócio-político pelo fato da salvadora do mundo vir do México, são as únicas novidades nessa história que parece recontar exatamente a mesma história do Julgamento Final.

Com direção esperta de Tim, que sabe manejar sua câmera para cenas de ação eletrizantes, até as com claras inspirações na obra de 1991, sobretudo aquelas em que o vilão se reconfigura no meio de uma perseguição – o que não tira o prazer de reencontrar os personagens num roteiro decente, o que esperamos por 28 anos. Sarah Connor ganhou uma dimensão muito maior do que uma sobrevida, o que já nos atesta que, se for para tentar mercantilizar ainda mais a franquia, que seja sob a perspectiva dela.

Cotação Bom (3,5 de 5)

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Publicado por Renan de Andrade

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