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Empire of Sin. Domina as ruas de Chicago a frente da máfia

Análise do jogo no Xbox One

Empire of Sin. Domina as ruas de Chicago a frente da máfia | Críticas | Revista Ambrosia

Situado na cidade de Chicago durante os anos de proibição Empire of Sin é um game que combina gerenciamento, estratégia baseada em turnos e role-playing. A produção da Paradox Interactive ganha nossa análise, na qual revisaremos seus acertos e erros.

Análise de Empire of Sin

Empire of Sin. Domina as ruas de Chicago a frente da máfia | Críticas | Revista Ambrosia

O novo trabalho da Romero Games traz certa originalidade em sua proposta. O desenvolvimento acerta no bom número de narrativas e mecânicas. A mais interessante é a quantidade de chefes da máfia. Nomes conhecidos como Al Capone, Angelo Genna ou Joseph Saltis são encontrados nesta lista de até 14 capos que podemos escolher. Cada um deles tem suas próprias habilidades especiais, sejam benefícios em um determinado tipo de negócio ou habilidades para realizar durante o combate. No entanto, a característica mais notável é que cada um deles tem sua própria história.

É interessante cada uma das histórias, uma abordagem que exige iniciar 14 jogos diferentes, o que aumenta significativamente a duração do título, bem como sua Replay value. Os personagens ganham vida a partir de conversas e viagens por um cenário em que a perspectiva isométrica deixa espaço para algumas animações baseadas principalmente em close-ups e planos invertidos dos protagonistas. Infelizmente, e apesar de ter uma escrita direta, não chegam a serem tão desenvolvidas para a experiência de jogo. Falta-lhes a força e, principalmente, o background necessário durante todo o jogo, para serem completamente satisfatórias. A base está no jogador que toma algumas decisões através de diferentes investigações em alguns casos ou nos guiando por nossos instintos em outros.

Faltou determinação à Romero Games quando se trata de criar um único roteiro para desenvolver uma história específica com todos os elementos ​​que surgem. Sua perspectiva isométrica convida  a mergulhar numa proposta extensa, repleta de bons elementos. No entanto, quando se trata dessas missões principais, Empire of Sin não alcança a relevância desejada na experiência geral e, uma vez que crescemos nosso império e começamos a dominar bairros, as narrativas ficam completamente esquecidas porque o jogo torna-se uma espécie de Monopoly em que só é possível apreciar as construções que temos, os ganhos e quem domina o território naquele momento.

Amor, ódio e a máfia

Em Empire of Sin não criaremos nosso império do crime sozinhos. O jogo oferece ao usuário 55 gângsteres diferentes para contratar e integrar ao nosso grupo de até 10 membros. Cada um deles tem seu próprio perfil, podendo ser golpista, assassino de aluguel, ou destruidor, entre outros. Naturalmente, cada um desses perfis tem sua própria árvore de habilidades ​​ao combate que melhoram com o tempo. Isso pode parecer genérico, porém, existem alguns fatores que fazem dessa lista negra um dos maiores sucessos do jogo.

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Entre eles, destacamos o cuidado que foi dado a cada um desses personagens. Não são apenas fotografias em uma moldura, mas receberam uma biografia e, acima de tudo, um sistema de lealdade, amor e ódio implementado entre eles. Dessa forma, ao contratar um deles, o jogador deverá levar em conta como ele se dá bem com os demais membros da lista.

Há casos de incompatibilidade dentro do mesmo grupo devido ao background desses personagens. Em outros, até um relacionamento amoroso pode surgir, gerando situações interessantes, pois podem ativar ataques especiais durante o combate e até brigas com o parceiro e afetar seu desempenho no grupo.

Esta lista de assassinos não é exclusiva do jogador, mas cada um desses personagens está incluído no jogo, pode ser encontrado entre os nossos ou fazer parte de uma gangue rival. Um aspecto que afeta o combate. Antes de iniciarmos uma ação, o jogo nos avisa se há alguém relacionado aos nossos gangsters e como isso nos afetaria se dispararmos ou matarmos essa pessoa em questão, por isso se torna um fator importante a ser levado em consideração durante os confrontos.

Coberturas, porcentagens e habilidades

Embora a história seja importante, o eixo central de sua jogabilidade está nos combates. São escaramuças levantadas em confrontos por turnos no mais puro estilo XCOM em que a probabilidade de sucesso de nossos tiros, a entrada de cobertura e a distribuição adequada de nossas unidades no campo de batalha devem ser levadas em consideração. Infelizmente Empire of Sin não convence nessa proposta.

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Um dos problemas ​​é a distribuição das unidades no início desses confrontos. Falta um turno antes do combate para colocar as unidades, o que faz com que os membros do nosso esquadrão fiquem amontoados. Contrasta com a disposição das unidades inimigas que por vezes se encontram em pontos muito distantes do cenário, por isso entrar em conflito requer várias tentativas para que conseguir ultrapassar o comportamento da inteligência artificial inimiga.

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Empire of Sin se empenha em dar ferramentas espetaculares através das diferentes habilidades de cada um dos personagens; são rajadas de cobertura ou cadeias de assassinato que permitem matar muitas unidades inimigas em um único turno. Mesmo com isso, há problemas como as transparências no cenário que tornam algumas de nossas ações um tanto improváveis, criando uma seção que dificulta a jogabilidade.

No final de cada um desses confrontos, obteremos saques na forma de armas ou itens que podemos equipar em cada um de nossos bandidos, algo que dá um pouco de RPG que não parece ruim. Alguns de nossos aliados podem não apenas acabar permanentemente mortos, mas seus ferimentos podem ser tão graves que talvez tenhamos que ficar sem eles por um tempo até que se recuperem totalmente.

Outra consequência é que assumimos o controle do prédio em questão, decidimos o que queremos fazer com ele. Deixar como está ou torná-lo em um bordel, uma destilaria, um speakeasy, um cassino ou um hotel são as opções que parecem mais inteligentes. Ou ainda simplesmente saqueá-lo e deixá-lo desativado por um tempo, ou demoli-lo.

Controle as instalações e você controla Chicago

O controle dos estabelecimentos um a um é uma possibilidade, porém, no momento em que vencemos um confronto com uma facção, todos aqueles negócios vão aumenta nossa economia, então atacar as diferentes lojas que estão em Chicago não faz sentido. Pois mesmo que cada um desses negócios possa ser melhorado, podendo aumentar sua segurança, sua produção, sua atmosfera e sua popularidade em até 5 níveis por local, mas ao fazer uma declaração de guerra, toda a seção sobre gestão econômica e diplomacia se dilui, até perder o sentido, dando lugar à dominação pela violência mais estrita; com uma economia baseada na tomada, sem se preocupar muito em cuidar do que já temos.

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A diplomacia permite que o jogador estabeleça alianças com outras gangues, declare guerras abertas com mais facções envolvidas ou sozinho, solicite indenização por queixas quando nossas instalações são atacadas ou fortaleça as relações comerciais.

Empire of Sin foca sua unidade comercial na produção de álcool, dentro dessas relações diplomáticas, destacam-se as relações face a face. Encontros entre patrões são oportunidades de diálogo com cada um dos capos da cidade, mas acabam caindo na repetição de conversas. A possibilidade que temos nas missões de escolher caminhos de conversação mais focados na persuasão, na intimidação ou na capacidade de liderança do nosso capo é pouco explorada.

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Sua interface se destaca, bem organizada e com um tutorial muito bom. O design que se reflete nas ruas da cidade quando brincamos com o zoom em distâncias curtas ou médias. A atmosfera de Chicago é muito satisfatória em suas ruas, embora acaba repetindo muitos cenários durante as lutas, optando por soluções de clones que o afastam da excelência nesta seção.

Por fim, a guerra entre mafiosos e contrabandistas é uma boa deixa pela mecânica do título. Dá uma tensão constante pela dificuldade, mesmo com a narrativa de mafiosos seja amplamente utilizada, os produtores traze um novo olhar para Empire of Sin. Entretanto a jogabilidade do combate pela supremacia leva à frustração em alguns pontos já comentados, especialmente a movimentação pelo mapa. Mesmo assim, pela liberdade que temos em construir e prosseguir como quiser, vale passar um tempo jogando, ou mesmo revisitando.

Nota: Bom – 3 de 5 estrelas

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3 / 5 Crítico
Avaliação

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