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Década Explosiva lança clipe da canção “Se Você Sonha Com Nuvens”

Faixa faz parte do EP “A Distância entre as Cidades” lançado em novembro.

Com mais de quinze anos de carreira na música independente, seja à frente do saudoso duo eletrônico My Midi Valentine, ou como guitarrista e vocalista da banda de indie rock, Capona, Marcos Cajueiro é um talento colossal do agreste do segundo menor estado do Brasil. Esta parte do agreste se chama Arapiraca, outrora tida como a capital do fumo e presente na canção de Luiz Gonzaga, “O Torrado da Lili”, que exalta a qualidade do tabaco da região.

Pela alcunha de Década Explosiva, Marcos retorna ao universo musical com o EP “A Distância Entre as Cidades”, lançado em todos os streams em novembro. “Esse nome Década Explosiva é em referência a uma coletânea antiga que pegou diversos hits românticos dos anos 1970, que tocava na rádio com tradução das músicas. E eu cresci ouvindo esses sons nas casas de parentes, que sempre tiveram essa coletânea em casa”, comenta Marcos. Sobre o nome do disco, ele explica: “Na época que fiz essas canções eu estava num relacionamento a distância, então é uma coisa concreta. Mas também tem uma obra do artista cearense José Leonilson, um bordado que tem a seguinte frase: se você sonha com nuvens, a distância entre as cidades, que gosto bastante e junta o nome do álbum com o nome da terceira faixa”.

“Se Você Sonha com Nuvens”, acaba de ganhar um clipe, realizado por Marcos em parceria com o videomaker e musico cearense Diego Lucena. A produção registra o dia a dia pandêmico do artista, entre o cotidiano caseiro e a vontade de trazer novas cores e inspirações à mesmice.

O primeiro lançamento de Década Explosiva é um disco fácil de escutar. “Easy listening”, como dizem os nativos de língua inglesa. Fácil de gostar talvez o defina melhor, pois o disco requer atenção para ser apreciado em suas nuances, camadas, arranjos. É melódico e romântico com responsabilidade, dentro da realidade. Difícil traduzir ou etiquetar a música feita por Década Explosiva. Com influências que vão de Tom Jobim a My Bloody Valentine, passando pela música brasileira setentista, aquela que flertava com o jazz e a psicodelia. Muito do pop rock também está presente na obra. Boa parte das melodias vêm do rock sessentista dos Beach Boys e dos Beatles e fazem naturalmente ponte direta com o Clube da Esquina.

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