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A obsessão no thriller psicológico Rio Vermelho, de Amy Lloyd

Um crime bárbaro que pode ter condenado um inocente, mas que talvez não seja tão inocente assim. Dennis Danson foi condenado a morte aos 18 anos acusado de assassinar diversas garotas em sua cidade, Red River. Mas algo nesse caso estava estranho e muitas pontas ainda estavam soltas: onde estavam os corpos das outras garotas desaparecidas? Por que algumas provas que comprovavam que Dennis não estava ligado aos crimes foram ignoradas? Será que eles haviam condenado um inocente e deixado um serial killer de mulheres à solta? Ou será que Dennis era mais culpado do que se imaginava?”
As respostas encontraremos no thriller psicológico Rio Vermelho, de Amy Lloyd, publicado pela Faro Editorial. Vencedor do Daily Mail Besteseller Competition, pela história eletrizante que combina requintes de maldade como em A Sangue Frio de Truman Capote, com as investigações do seriado Making a Murder.
Quando li The Innocent Wife (prefiro o título em inglês), após ver vários comentários em diferentes canais, em sua maioria positivos, procurei logo conhecer o livro para constatar aquele burburinho todo. Felizmente, a narrativa vale, a autora apresenta seu protagonista, Dennis Danson, um condenado que está no corredor da morte há vinte anos, mas que diariamente conclama que é inocente. Claro, que ninguém leva a sério. O crime foi o assassinato de uma jovem e as provas foram bastante contundentes, mas Dennis se recusa a desistir. Eventualmente, alguém vai acreditar nele e ajudá-lo a recuperar sua liberdade, ou pelo menos, essa é a crença que se apega.
A narrativa muda de direção e traz agora mostra Samantha, uma professora londrina, com problemas de relacionamentos e que deprimida, teme que o tédio consuma sua vida. Por um capricho, acessa um fórum on-line criado para pessoas que acreditam na inocência de Danson. O homem está preso há duas décadas, então por que suas alegações de inocência agora estão sendo levadas a sério? E ela entra de cabeça no caso de Dennis e para o grupo de pessoas que estão lutando desesperadamente para libertá-lo.
Logo, os dois estão trocando cartas e Samantha é completamente conquistada. E o que ocorre em seguida, lembra muito os clichês do gênero romance, a moça vai para o EUA, decidindo desempenhar um papel significativo na campanha para libertá-lo da prisão. A paixão cresce, consolidando a atração com o sentimento e e eles acabam casando. Num desenrolar que leva Dennis à liberdade, permitindo que ele e Samantha realmente iniciem suas vidas como marido e mulher. Porém, de repente, a incerteza da inocência é sentida pela inglesa. Reservado e com variações acentuadas de humor, começa a controlá-la de maneira bem simples mas que se tornam cada vez mais intensas quanto mais tempo ficam juntas. Samantha sente que aquele homem que lutou para libertá-lo e com quem se casou não seja a pessoa que achava que era.
A obsessão no thriller psicológico Rio Vermelho, de Amy Lloyd | Críticas | Revista Ambrosia
The Innocent Wife é um romance complexo que envolve paranoia, angústia, obsessão, amor e mentiras, tudo formando um amalgama, moldado ao longo de cada capítulo. Amy Lloyd constrói um thriller psicológico bem sucedido, que aborda as relações entre os personagens para mantê-los sempre em movimento. Além dos personagens protagonistas, temos outros que escondem seus desejos em meio a segredos excursos. Há algumas cenas de ação, mas são mais a exceção do que a regra. Mesmo com o clima romântico, meio meloso em alguns momento, não fiquei entediado com a narrativa, a autora um ótimo trabalho mantendo o leitor envolvido e interessado, o desespero e a frustração em algumas cenas é palpável, uma atmosfera que perturba mesmo, a tensão cresce a cada página, uma história que daria um bom filme. 
 
Para resumir, The Innocent Wife é um thriller intrincadamente planejado que recomendo aos fãs do gênero. Pode não ser o mistério mais original que li este ano, mas entrete bem, Lloyd provou ser uma contadora de histórias muito talentosa, e definitivamente vou pegar o que for publicado dela.
Nota 4,5
A obsessão no thriller psicológico Rio Vermelho, de Amy Lloyd | Críticas | Revista Ambrosia

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