Livro do poeta Victor H. Turezo sopesa a relação do corpo com a dor em áspero poético

Livros são pacientes hospitalares,

Eles são a dose não homeopática de fantasia insular que a leitura te põe para deitar para esperar os efeitos sinestésicos de bem estar, não de cura, pois a leitura é um pouco como esta doença que traz uma certa secura com um bom efeito de uma boa dose de grilhão que te ferra sem você estar recuperado da sua capacidade de imaginar a lacuna a escuna de bom velho mar revolto que te põe embrulhado/enjoado pelo marulho de páginas que vibram pelo pleonasmo de uma boa resposta diante de suas escolhas que são como algumas guinadas/guirlandas floreiam ou não à alguma certa

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A escrita não é remetente de uma boa vitória. A escrita talvez contenha germes bacilos e algum vírus que participam do ato da escrita/leitura. O poema é um corpo só à procura da sua própria contaminação, de resíduos e de um pouco da sujeira que advém do puro que não versa, pois o puro não traz combate, e esta noção de combate, de luta, entre uma forma de lucidez e uma forma de desvario, o controle da mão, já não é locomotor é louco ator da sua própria vontade de expor dor, loucura.

Minha massa encefálica despenca como se de um desfiladeiro do poeta Victor H. Turezo, pela editora Patuá, são poemas narrativos que laçam um tipo de dor não tanto física, mas um tipo de torno que se amarra em torno do braço, seu traço e seu pendor carrega um lirismo para o fim aqui não sendo o fim de uma vida, mas uma relação de definhamento com as coisas como o olhar ao outro e do outro. Victor tece uma longa rede de relações literárias afetas com o mundo dos desvalidos dos despossuídos de alguma lenitiva bem aventurança graça…

Seus poemas são cataclismas de sons e imagens de um universo muito particular seu, onde rodam pais afetuosos, personagens de seus romances afetivos, como uma certa paisagem Bolanesca onde se gravitou boa parte dos poetas sul americanos. Aliás, são muitas as regiões onde o poeta retira sua portentosa imaginação, como boas metáforas com animais, sua própria corporeidade entra como alimento de junções entre uma espécie de relação entre bio e arte, entre desregrar os sentidos e buscar um esteio na loucura entre os vãos e desvãos  da pegada que o artista é, a cada sedimento seu, em cada poema estilhaçado seu, põe a beleza à vicejar.

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