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Com “Queima”, Alaska anuncia o fim de suas atividades

Banda divulga sua última faixa em clima de despedida

Crédito Yvã Santos

Após anunciar o seu término e últimos shows, a banda paulistana Alaska se despede do público com um single que reflete sua jornada como artistas e a escolha por encerrar essa fase.

“Queima” está disponível em todas as plataformas de música e no YouTube.

A banda é formada por André Ribeiro (voz, sintetizadores e guitarra), Nicolas Csiky (bateria), André Raeder (guitarra), Vitor Dechem (sintetizadores e voz), Rafael Lira (guitarra, voz e bateria eletrônica) e Wallace Schmidt (baixo) e faz uma mistura de rock e pop alternativo com forte presença de sintetizadores em canções que abordam problemas contemporâneos como ansiedades e depressão de forma aberta e direta. E eles lidam com o fim da banda do mesmo modo.

“‘Queima’ é nossa última música como Alaska. É uma conclusão/reflexão de todo o tempo que passamos fazendo isso, essa banda e tudo que envolveu esse processo. Como se fosse uma análise das decisões tomadas ao longo de 5 anos, desde o nosso primeiro disco. Pode e deve ser escutada e interpretada de várias perspectivas, mas no fim é nossa história até aqui. É sobre rejeitar e ser rejeitado, sobre querer e então negar a aprovação de qualquer instituição que não seja nossa própria vontade”, conta André Ribeiro.

Fundada oito anos atrás em São Paulo, Alaska lançou seu primeiro EP (“Perto do Fim”) em 2012. Mas tudo começou a mudar em 2014, com a gravação da faixa “Vista” no projeto Converse Rubber Tracks. O single trouxe uma luz diferente e significou uma guinada na sonoridade da banda, que entraria em estúdio para trabalhar no seu primeiro disco: o melódico e profundo “Onda”, de 2015. O disco trazia temas existencialistas e discutia a perenidade das coisas. As letras marcantes foram um dos fatores que tornaram o álbum elogiado pela crítica e bem recebido pelo público.

Após encerrar o ciclo de seu bem-recebido álbum de estreia, a Alaska já tinha um nome dentro do underground, uma reputação na cena independente e todo um cenário musical de apoio. Mas isso não era o suficiente. Se guiando com o norte de uma busca por um trabalho sonoro e visual próprios, a banda rumou por um caminho quase oposto ao seguido anteriormente. “Ninguém Vai Me Ouvir”, lançado em 2018, trazia tons de eletrônico, experimental e se mostrando frágil em algumas de suas letras mais diretas.

Da intensidade da troca com outros músicos e com o público em três anos de turnê do primeiro trabalho, ficou a vontade de ir além. Além de um aprofundamento próprio, para este disco, os músicos se inspiraram em relatos dos próprios fãs, que compartilharam histórias pessoais de forma anônima por meio da plataforma Curious Cat. Essas histórias estimularam o diálogo sobre as inseguranças, tristezas e segredos e fizeram a banda tentar se abrir mais liricamente e ousar mais na parte técnica.

Ficha Técnica:

Composição: André Ribeiro

Arranjos: André Ribeiro, André Raeder, Nicolas Csiky, Vitor Dechem, Wallace Schmidt, Rafael De Lira, Gabriel Olivieri

Produção: Gabriel Olivieri

Mixagem: João Milliet

Engenheiro de som: Otávio Bonazzi

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