Jorge Drexler evoca o silêncio em show no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro | Música | Revista Ambrosia
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Jorge Drexler evoca o silêncio em show no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro

O cantautor Jorge Drexler, que tem vindo ao Brasil e ao Rio regularmente nos últimos anos, lotou mais uma casa carioca, desta vez o Teatro Riachuelo, na Cinelândia, com show da turnê Silente (Silencioso), que começou no Brasil no último dia 31/05 por Porto Alegre.

Nem a segunda-feira chuvosa e “fria” do dia 3 de junho afastou o público carioca, cativo de Jorge, das poltronas do Riachuelo e do magnestismo do artista. A nova turnê brasileira do uruguaio radicado em Madrid há mais de 20 anos segue em São Paulo nos dias 6 e 7 de junho e em Curitiba no 8.

Jorge Drexler evoca o silêncio em show no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro | Música | Revista Ambrosia

No show, o artista evoca o silêncio e seus mistérios. Mas, paradoxalmente, silêncio foi tudo o que o público não fez, acompanhando e cantando, estalando os dedos e batendo palmas junto com Drexler, que brindou seus fregueses com consagrados sucessos. Entre eles, “Guitarra y Vos”, ” Todo se Transforma”, “Movimiento”, além de arriscar-se, com êxito, a transformar “Chega de Saudade” , de Tom e Vinícius, canção inaugural da Bossa Nova, lançada em 1958, numa milonga.

Fã da música brasileira e igualmente admirado por muitos de seus artífices, Jorge também cantou, como habitualmente sempre que vem ao Brasil, “Disneylândia”, de Arnaldo Antunes. Na plateia, aliás, valendo menção e registro do artista e visita ao camarim pós show, estavam Lenine e Marisa Monte, curiosamente dois artistas que já cantaram com outra pop star latina, Julieta Venegas. Na pessoa de Djavan, por sinal, a música brasileira e Drexler tiveram recentemente mais um encontro, só que apenas virtual. Os dois, que não se conhecem, compuseram juntos, cada qual no seu canto, a música ” Esplendor”, que está no álbum ” Vesúvio”, em lançamento pelo alagoano.

Para a turnê que ora apresenta, o artista vem sem sua banda, alternando instrumentos como violão e guitarra, algumas vezes no ” banquinho e violão”, algumas vezes se apropriando do palco inteiro que tem cenário minimalista composto por telas que se desmembram e iluminação num jogo de luzes e sombras, em concepção do iluminador na madrilenho Andrés Conesa.

Durante o show, simpático como sempre, Jorge usou de ironia fina e inteligente, falou um esforçado português, contou casos e defendeu a educação pública em risco atualmente no Brasil no único momento político da noite. Um show para ficar na memória.

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Publicação George Patiño