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Novos fatos apontam Raul Seixas como X9 do regime militar

Triste mesmo é descobrir que um grande artista, aclamado por cantar uma sociedade alternativa, na verdade ‘dava com a lingua nos dentes e cantava como um sábia’ para a polícia de repressão do exército brasileiro durante a ditadura.

Sim, Raul Seixas, aquele mesmo do ‘toca Raul’, é mais um artista brasileiro que aparentemente cantava seus ideias da boca para fora e possivelmente foi a figura tenebrosa que entregou seu próprio parceiro musical para ser torturado nas mãos da polícia militar. Fato que ficou por mais de quarenta anos na obscuridade e ganhou as manchetes da imprensa nacional recentemente com a (mau contada) história sendo revelada na biografia “Raul Seixas – Não diga que a canção está perdida”, do jornalista Jotabê Medeiros, que será lançado no dia 1º de novembro pela editora Todavia.

Uma história que podia ter passado quase batida senão fosse Paulo Coelho, um dos maiores escritores de literatura do Brasil, confirmar sinistra suspeita em sua conta do Twitter.

De acordo com o relato de Medeiros no livro, o fato aconteceu no momento em que a dupla desfrutava de grande sucesso do álbum Krig-ha, Bandolo!, lançado em 1973 e que já tinha vendido 100 mil cópias em seu primeiro ano.

Segundo informações que batem com outros registros públicos, Raul Seixas levou Paulo Coelho para o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) da ditadura militar sem informar ao seu amigo que já havia estado dias antes conversando em segredo com os militares. Na ocasião Paulo Coelho foi questionado sobre o livreto que acompanha o disco Krig-ha, Bandolo! e a música Sociedade Alternativa, cantada por Raul, e acabou liberado no dia seguinte apenas para pegar um taxi – logo – com Raul. No taxi Paulo Coelho foi abordado e capturado pelos militares para um local desconhecido, onde foi passou duas semanas sendo torturado pelo governo brasileiro.

Uma pergunta do milhão: E Raulzito? Onde estava?

De acordo os acontecimentos narrados no livro de Jotabê, após o episódio os artistas distanciaram-se e, em sua cinebiografia, Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho, o escritor se ressente de que o amigo nunca o procurou enquanto esteve preso e nem mesmo depois de ser solto. Um forte indício do pesar que deve ter recaído sobre Raul Seixas após trair sua causa e seus amigos, mas o que realmente pesa conta é um documento oficial que relata que Paulo Coelho e sua namorada foram presos após informações prestadas por Raul.

Independente da trairagem de Raul, para Paulo Coelho a história é passada e nunca foi sua intenção trazer a tona, e mesmo após todos indícios o escritor preferiu desconversar com elegância: “Não confirmei e não confirmo nada. Eu apenas vi o documento e me senti abandonado na época. Por isso que não quis dar entrevista”.

Após o episódio Paulo Coelho decidiu se dedicar integralmente a carreira literária e Raul Seixas continuou sua carreira de sucesso no país, por muitas vezes cantando viva a sociedade alternativa com apoio dos militares, até mesmo depois do fim do Regime Militar.

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Publicado por Salvador Camino

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