Rock In Rio: música pop brasileira marca forte presença no último dia de festival | Música | Revista Ambrosia
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Rock In Rio: música pop brasileira marca forte presença no último dia de festival

O último dia de Rock In Rio de 2019 tinha toda a expectativa dos fãs-clubes de Imagine Dragons, Muse, Nickelback e até do seleto grupo de fãs do King Crimson, mas as bandas nacionais também não fizeram feio e brilharam no domingo. A abertura se deu com um belo show do Terno com participação integral dos portugueses do Capitão Fausto. Em seguida o Sunset recebeu Melim e a cantora Carolina Deslanches. No palco Mundo os trabalhos foram abertos com os Paralamas do Sucesso e no Sunset, encerrando a participação brasileira no festival, Lulu Santos com o cantor Silva. Shows que garantiram sucessos para a plateia cantar junto.

Melim & Carolina Deslanches

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Quem não conhece a música Abrigo? Por mais que você não saiba o nome ou a autoria, certamente já ouviu os versos “Você é a razão da minha felicidade/Não vá dizer que eu não sou sua cara-metade”. É o sucesso da banda Melim, formada pelos irmãos niteroienses GabrielaRodrigo Diogo Melim. O trio foi semifinalista do Supersatr da Rede Globo em 2016 e no ano seguinte foram contratados para gravar o EP pela Universal. A sonoridade “de boas” do Melim estava bastante adequada ao último dia de Rock In Rio, com muitos adolescentes e famílias com crianças na Cidade do Rock. Abrigo foi a segunda música do setlist e levantou o público como esperado, mas também tiveram covers como Um Anjo do Céus’, do Maskavo, Is This Love’, de Bob Marley, Versos Simples’, do Chimarruts, e ‘Vamos Fugir’, do Gil, na levada da versão do Skank. A convidada Carolina Deslanches cantou com Diogo as músicas ‘Avião de Papel’, ‘Deus Amor Adeus’Inquieta e Pra Vida Toda’. Um entretenimento leve para o final da tarde.

Paralamas do Sucesso e seu repertório certeiro

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Quando pensamos de Paralamas do Sucesso no Rock In Rio e impossível não recordar da maiúscula bronca de Herbert Viana deu na plateia pelas vaias e coisas jogadas no palco durante as apresentações dos artistas nacionais. Na ocasião, turnês internacionais não aportavam por aqui e aquela primeira edição do festival foi a oportunidade de conferir ao vivo aquelas bandas que muito mal podiam ser vistas em escassos programas de videoclipes, já que não havia MTV ainda. Daí, o público era extremamente hostil com os brasileiros.

Só que em 2019 o contexto é bem diferente. Quase todas as atrações do Rock In Rio já tocaram antes por aqui (as três bandas que entraram em seguida no palco mundo, por exemplo) e aquela geração 80 hoje tem status institucional. Então, Herbert ao invés de dar bronca, curtiu a função de abrir os trabalhos com um setlist certeiro, como os Paralamas sabem fazer. Em vez de vaias, letras cantadas com entusiasmo pela plateia. Uma hora é até pouco para caber tantos sucessos. Mas o boi de piranha foi a faixa título do último disco, ‘Sinais do Sim’. Mas daí vieram todos aqueles êxitos que todo mundo sabe de cor a letra, ‘Meu Erro’, ‘Alagados’, ‘Lourinha Bombril’, enfileiradas quase que como um medley.

Com o repertório concentrado nos anos 80 e meados dos 90, ‘Aonde Quer que Eu Vá’, de 2000 foi apresentada por Herbert como uma “mais ou menos recente”. Também houve espaço para cover de Tim Maia (‘Gostava Tanto de Você’ e ‘Você’ emendadas como uma só), a parceria com Gilberto Gil, ‘A Novidade’ e a colaboração com Djavan ‘Uma Brasileira’, onipresente nas rádios em 1995. A reta final foi no embalo dos anos 80, três músicas que também estavam no primeiro Rock In Rio: ‘Ska’, ‘Vital e Sua Moto’ e, finalizando, ‘Óculos’, com o telão exibindo imagens de arquivos, entre elas a da primeira edição do festival. Mesmo sendo atração de abertura, os Paralamas entraram e saíram com moral de co-headliners.

Nos embalos de Lulu Santos

 

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Lulu Santos poderia ganhar o apelido de encantador de plateias. No domingo m família na Cidade do Rock, muitos pais deixaram filhos aguardarem Nickelback e Imagine Dragons no palco Mundo e foram para o Sunset receber um dos maiores artesãos pop brasileiros. “Se no final alguém perguntar qual foi o melhor show do Rock In Rio, foi o público”, disse ele, elogiando a forma como todos os artistas foram recebidos ao longo do festival. “Aplaudam-se”, pediu, fazendo o oposto de Anitta no dia anterior, que aplaudiu a si própria. O enaltecimento da plateia foi seguido de ‘Apenas Mais Uma de Amor’.

O convidado no palco era Silva mas houve também a participação de Priscilla Tossan, do The Voice. Os três fizeram um cover de ‘Admirável Gado Novo’, de Zé Ramalho. Lulu saiu de cena para a dupla brilhar em ‘Fica Tudo Bem’. A parte final do show privilegiou as mais sacolejantes como ‘Assim Caminha a Humanidade’, ‘Já É’ e o cover de Tim Maia ‘O Descobridor dos Sete Mares’, fechando com muito suingue a participação brasileira no Rock In Rio 2019.

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Publicação Cesar Monteiro