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The Soul Rebels lança novo álbum com elenco estelar

Poetry In Motion, primeiro álbum da banda em oito anos, mostra que Nova Orleans ainda é uma das cidades mais musicais do mundo

Nova Orleans é uma cidade que respira música. Berço do jazz e de uma série de mestres de vários ritmos, como Dr. John e Fats Domino. New Orleans sofreu recentemente com uma série de perdas e desastres naturais, mas continua muito relevante o cenário musical.

Um dos destaques da atualidade é a banda The Soul Rebels, que faz uma mistura de jazz, creole, hip-hop e tudo o mais que possa existir. Agora, eles (depois de um hiato de oito anos) estão lançando um novo álbum, Poetry In Motion.

Formado pelos percussionistas Lumar LeBlanc e Derrick Moss, os trompetistas Julian Gosin e Marcus Hubbard, os trombonistas Corey Peyton e Paul Robertson, o saxofonista Erion Williams e o souzafonista Manuel Perkins Jr., o Soul Rebels tem um som único.

— Sabemos o quão influente e impactante é a cultura de New Orleans. De lá saíram artistas como Dr. John até Trombone Shorty e eles tiveram muita importância em divulgar e espalhar o som, o espírito e a energia da nossa cidade. Hoje, músicos como Tank and The Bangas, Trombone Shorty, Jon Batiste, Pj Morton, Christian Scott e muitos outros têm uma grande importância por apresentar um estilo musical contemporâneo e criativo de New Orleans. Ficamos honrados em trabalhar com esses artistas e amigos e sermos incluídos entre eles — disse Lumar LeBlanc, em entrevista por e-mail.

O novo álbum

Poetry In Motion, segundo os próprios Rebels, “representa o som de oito indivíduos completamente diferentes”. Para os fãs, a maior novidade fica por conta das várias participações especiais.

Entre os nomes que aparecem na ficha técnica do álbum estão o rapper Big Freedia, Robert Glasper, Tarriona “Tank” Ball, Mannie Fresh, Trombone Shorty, Kermit Ruffins, Mia X e até o saxofonista Branford Marsalis, entre outros.

— A nossa banda é formada por oito músicos com características, personalidades e gostos artísticos diferentes. Alguns de nós têm treinamento clássico, outros têm suas raízes no jazz e uma outra parte vive dentro dos estúdios, como produtores. Esse álbum é um gumbo — prato típico de Nova Orleans, que mistura vários tipos de carnes e mariscos — de toda a nossa expressão musical. Demoramos alguns anos para escrever o material e gravar o disco — explicou LeBlanc.

Essa variedade musical é a marca do Poetry In Motion. Embora mantenha uma pegada funk/hip hop, o álbum dos Rebels passa por uma série de climas. A canção Rebellious Destroyer (que conta com a participação de Branford Marsalis) faz uma guinada na sonoridade do disco, mostrando que a diversidade é mesmo uma qualidade do novo trabalho.

Rebels de agenda cheia

A agenda e os planos da banda para 2020 são ambiciosos.

— Temos planos para uma nova turnê, tocar em alguns festivais e continuar trabalhando com artistas incríveis. Nos últimos oito anos nós fizemos várias turnês em países como Coréia do Sul, Austrália, Brasil, China, Japão e Estados Unidos. O céu é o limite! — contou Lumar.

Para ficar atualizado

Poetry In Motion pode até não ser o melhor trabalho do Soul Rebels, mas tem muitas qualidades e dá ao ouvinte a oportunidade de ficar atualizado com a música que é produzida hoje em Nova Orleans.

Greatness, Blow the Horns, Rebellious Destroyer e Sabor Latino, podem entrar em qualquer playlist das melhores gravações da banda, o que já é mais que suficiente para compensar qualquer experiência menos bem sucedida do álbum.

E o Brasil?

— Nós AMAMOS o Brasil! Tivemos experiência únicas como quando aparecemos no Altas Horas ou tocamos para dezenas de milhares de pessoas no Parque do Ibirapuera. A energia que sentimos no Brasil foi explosiva e a música, a cultura e o amor que sentimos no seu país é tão conectado conosco que nos sentimos em Nova Orleans. Esperamos tocar novamente no Brasil e, um dia, filmar um clipe que capture a energia e o espírito do país — revelou o percussionista.

Tomara que venham mesmo.

 

Cotação: *** ½

 

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