Após acusação de plágio, Tribunal de Paris autoriza permanência do filme ‘Sob as Águas do Sena’ na Netflix

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O Tribunal judiciário de Paris decidiu nesta quarta-feira (3) que o filme francês “Sob as Águas do Sena” continuará disponível na plataforma de streaming Netflix. O diretor e produtor de cinema francês, Vincent Dietschy, havia feito um pedido para derrubar o filme, alegando plágio. No entanto, o Tribunal rejeitou as medidas provisórias solicitadas por Dietschy.

O filme, estrelado por Bérénice Bejo, é o mais assistido na Netflix na França e anda fazendo sucesso em todo o mundo. Ele conta a história de um tubarão assassino que aterroriza durante os Jogos Olímpicos de Paris.

Apesar da decisão favorável à Netflix, o Tribunal não se pronunciou sobre os méritos da história do filme. A Justiça considerou o pedido de Dietschy e sua co-escritora Emily Barnett “inadmissível”, pois eles processaram a filial francesa da Netflix, não a sede europeia da plataforma americana, localizada na Holanda.

Vincent Dietschy também apresentou uma queixa contra os produtores do filme, dirigido por Xavier Gens. Ele alega que o roteiro de “Sob as Águas do Sena” é baseado em seu projeto chamado “Silure”, datado de 2011. Os autores da ação argumentam que o projeto “Silure” tem a mesma história, personagens e várias cenas idênticas ao filme, considerando-o “parasitário” e próximo ao plágio e à concorrência desleal.

A Netflix contestou essas alegações, afirmando que as semelhanças destacadas pelo autor são questionáveis e que não há provas de que um terceiro teve acesso ao trabalho de Dietschy. Enquanto o projeto “Silure” se baseia na história de uma jovem policial mergulhadora da brigada fluvial de Paris que encontra um peixe silure gigantesco e agressivo, o blockbuster “Sob as Águas do Sena” alerta sobre a presença de um grande tubarão nas profundezas do rio às vésperas dos Jogos Olímpicos de Paris.

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