David Lynch diz que fracasso de “Duna” foi “uma morte horrível”

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Em 1984, o cineasta David Lynch dirigiu a primeira adaptação cinematográfica do romance “Duna”, escrito por Frank Herbert. No entanto, ao contrário da versão mais recente dirigida por Denis Villeneuve, o filme de Lynch se tornou um grande fracasso nos cinemas. Estrelado por Kyle MacLachlan como Paul Atreides, o filme enfrentou críticas negativas e problemas de bilheteria.

“Duna”, de Lynch, arrecadou aproximadamente 30 milhões de dólares em todo o mundo, com um orçamento de 40 milhões. Os críticos o chamaram de “uma adaptação truncada” e “seco demais para funcionar como um grande entretenimento”. Lynch expressou seu ressentimento em relação ao filme, afirmando que nunca veria a versão de Villeneuve e não queria que falassem com ele sobre ela. Ele também descreveu o projeto como “uma tristeza gigantesca” em sua vida, devido à falta de liberdade criativa durante as filmagens.

“Eu já sabia que deveria ter o corte final antes de assinar o contrato para fazer o filme”, disse Lunch ao NPR. “Mas por alguma razão, eu pensei que tudo daria certo, e não coloquei essa cláusula no meu contrato. E no fim das contas, Duna não é o filme que eu queria ter feito, porque eu não tive a palavra final. (…) Por quê alguém trabalharia por três anos em algo que não é seu? Por quê? Por quê fazer isso? Eu morri uma morte horrível. E foi tudo minha culpa, por não ter colocado isso no contrato”, completou.

Em contraste, a versão de Denis Villeneuve, lançada em 2021, foi bem recebida pela crítica e pelo público, levando à aprovação para uma sequência, “Duna: Parte 2”, ainda mais aclamado. O fracasso de Lynch pode ter sido uma “morte horrível” para ele, mas a saga de “Duna” continua a fascinar e cativar os fãs do gênero de ficção científica.

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