Que Kendrick Lamar é um dos artistas mais inventivos da atualidade e elevou o rap e o hip-hop a um patamar superior isso já sabíamos. O impressionante foi o Pulitzer também reconhecer isso. O rapper recebeu o prêmio Pulitzer da Música. É a primeira vez que um artista de fora do jazz ou do erudito que é agraciado com a honraria. Esse é um dos mais prestigiados que a América reserva para o melhor jornalismo, teatro ou literatura. E para a música, para a qual passaram a premiar a partir de 1943.

“DAMN é uma coleção virtuosa de músicas unificada por sua autenticidade e dinamismo rítmico que oferece uma visão da complexidade da vida moderna de afro-americanos”. É o comunicado divulgado na página oficial do Pulitzer. “Foi a altura certa. Estamos muito orgulhosos desta selecção. Significa que o sistema de júri e comissão funcionou como é suposto – a melhor obra recebeu um Prémio Pulitzer”, disse ao New York Times Dana Canedy, administradora do Pulitzer.

Um merecido reconhecimento, que não veio no Grammy. Apesar de ser o disco com maior número de indicações, “DAMN” perdeu nas duas categorias principais a que concorria: Álbum do Ano e Gravação do Ano.

Kendrick Lamar foi responsável por organizar a trilha sonora de “Pantera Negra”.

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