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"Era Uma Vez Um Deadpool" deveria ser um produto de DVD

Em setembro deste ano, a Fox soltou a notícia que lançaria um novo filme do Deadpool em dezembro, no mesmo ano que havia lançado o segunda longa do herói desbocado. Devido ao pouco tempo de produção, muito foi especulado sobre como seria esse projeto.
Na época Ryan Reynolds, ator que interpreta o herói, soltou uma imagem dele vestido do personagem com um gorro de Papai Noel, como se contasse uma história para Fred Savage (que ficou conhecido como Kevin Arnold da série Anos Incríveis). Com isso, esperava-se que fosse um especial de Natal que poderia contar uma nova história curta do personagem.

"Era Uma Vez Um Deadpool" deveria ser um produto de DVD | Críticas | Revista Ambrosia

Ao termino da sessão, somos levados a conclusão de algo que parecia muito claro, mas que não se queria admitir, que é um filme totalmente caça-níquel, no qual os produtores do estúdio estão tentando arrancar o máximo possível de dinheiro do púbico antes da conclusão da compra pela Disney.
O filme é literalmente o mesmo filme do início do ano, só que mais corrido e sem as cenas mais violentas ou mesmo de sangue, para atingir todos os públicos possíveis (PG-13), com inserções de Deadpool contando a história para Savage (que alem de ser uma referência de algo nostálgico dos anos 80, também é diretor e roteirista nos dias de hoje, e com isso inclui as únicas piadas novas no longa, devido aos erros de roteiro cometidos ao longo do filme, e uma piada sobre todo o problema cronológico que existe sobre o personagem Cable nos quadrinhos, mas que não foi usado no filme)

"Era Uma Vez Um Deadpool" deveria ser um produto de DVD | Críticas | Revista Ambrosia

Devido aos cortes ocorridos devido a censura, o filme fica praticamente ininteligível para quem não viu o filme original. Os efeitos parecem que pioraram nessa versão, a edição é mal feita, com cortes rápidos de cena que não se consegue saber como um personagem chegou de um ponto a outro.
As piadas que já estavam no filme deixam a impressão de algo já batido e fraco (o que em ótimas comédias é diferente, pois o riso aparece mesmo quando sabemos a piada de cor). O filme é sem propósito nenhum, típico produto que caberia em um extra de DVD.
A única coisa que fez o público sair com um aperto no coração, foi a última cena após todo os créditos. Uma linda homenagem para Stan Lee, mostrando algumas cenas de bastidores e um pequeno trecho de uma entrevista do criador.
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