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Festival do Rio: “Tramps” é uma leve história de roubo e amor

O filme do estreante diretor Adam Leon mostra um casal de desconhecidos que se metem em um roubo, no qual a sua única função seria a troca da maleta furtada com uma mulher desconhecida na estação de trem. Isso vem a se tornar um desastre quando ele percebe que se enganou de pessoa quando já havia embarcado no trem. A partir daí, inicia uma corrida para recuperar a maleta, sem que sejam percebidos, além de sofrerem pressão dos mandantes do crime, que acham que foram enganados. Nesse meio tempo, Danny (Callum Turner) e Ellie (Grace Van Patten – filha do diretor Timothy Van Patten, de séries como “Família Soprano” e “Boardwalk Empire”), cuja vidas estão em momentos ruins, começam a se conhecer melhor.

O grande problema do filme é o roteiro, que não convence o espectador de como o relacionamento do casal se estabelece, e como certas decisões tomadas pelos dois personagens na parte final da película não fazem sentido. Por outro lado, simpatia do casal de protagonistas funciona e faz o filme ser agradável e nos faz torcer por eles.

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Um outro defeito da película é no que diz respeito à maleta do crime. Ao invés de fazer dela um McGuffin, que sempre torna a trama mais interessante, o diretor resolve mostrar o que está dentro da pasta, que além de ser decepcionante, não acrescenta em nada na historia. Os mandantes do crime também são muito pouco explorados na trama, os protagonistas tentam resolver seus problemas muito mais pensando nas suas recompensas do que no medo que seus chefes possam fazer com eles.

Apesar desses defeitos, o filme é agradável, aqueles feitos para serem diversão honesta e sem muitas pretensões. Como primeiro longa, o diretor se sai bem, não compromete o conjunto e traz uma trama que poderia ser pesada, mas na verdade é bem leve.

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