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The Spirit

Quando se trata de quadrinhos, Will Eisner é considerado um Deus sobre os meros mortais que se banham na fonte de sabedoria, conhecimento e ilustração que eram suas histórias. Frank Miller sempre foi um fã confesso do estilo de Eisner, seja para contar uma história, seja para desenhar esta. Portanto, nada melhor a ele do que dirigir e roteirizar (adaptando do original do Eisner) as histórias do Spirit.

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Miller tem algumas vantagens óbvias sobre qualquer outro diretor.

A primeira diz respeito a experiência de Miller nos sets de 300 e Sin City como co-diretor de Zach Snyder e Robert Rodriguez. Ele aprendeu um pouco do que é ser diretor de filmes e não apenas um mero roteirista como ele foi desde Robocop 2.

O segundo fator é o respeito que ele tem pelo material original. Miller bebeu muito da fonte que Eisner criou, tanto esteticamente quanto em relação ao storytelling. Aqueles grandes quadros com os pensamentos do personagem escritos dos lados são uma invenção de Eisner que Miller nunca negou adorar usar.

Além do mais, o próprio Eisner reconhecia que ele, como uma pessoa nascida e criada nas cidades, desenhava sua arte (e não quadrinhos) da perspectiva que ele tinha das ruas da cidade, iluminadas parcamente pelos postes e luzes das casas e apartamentos.

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Miller sabia ver isso, soube aproveitar este tipo de visão do mundo, especialmente quando se olha sua obra nos quadrinhos como Cavaleiro das Trevas, Demolidor e Sin City. Vemos um pouco disso nas imagens da produção do filme.

O estilo de Eisner está claramente explicitado tanto no figurino de cada um dos personagens quanto nas localidades, que variam de becos e ruas parcialmente iluminadas a salões coloridos e cheios de vida, provavelmente antros do mal, onde o vilão Octopus, interpretado por Samuel “The Man” Jackson, cria seus planos maquiavélicos.

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O próprio Octopus é o oposto de Spirit. Um vilão usando cores fortes ou extremamente claras, oposto a um herói que tem como vestuário apenas um terno, camisa, chapéu e máscara negros e uma gravata vermelho sangue.

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Mas o que mais mostra a maturidade do trabalho de Eisner que Miller terá o desafio de trazer as telonas é como Eisner trata os personagens. Primeiro vemos que há sempre momentos de tensão como uma boa história de detetives, mas também vemos que há espaço para romance e até comédia: afinal, Spirit sempre foi hiper humanizado, uma crônica do dia a dia da vida de Eisner, o qual ele conta a nós leitores em forma de um romance policial em quadrinhos.

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Ainda temos as mulheres. Miller recentemente no blog oficial da filmagem disse que teve de recriar certos aspectos do comportamento das mulheres do quadrinho; afinal, quando criadas nos anos 40/50, elas deviam seguir o estereótipo da mulher que era altamente suscetível ao poder masculino, ou seja, meros fantoches sexuais (como diriam as feministas) ou as altamente manipuladoras, as Femme Fatales, mulheres que em seu jeito mantinham os homens na palma de suas mãos.

Pelas imagens do filme e pelas escolhas das atrizes que contracenarão, vemos que Miller mudou um pouco isso em relação às mulheres mais submissas.

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Começamos com Eva Mendes, que interpreta a sexy Sand Saref. Uma mulher como essas nunca conseguiria interpretar uma mulher submissa nem que quisesse.

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Scarlett Johansson interpreta a Femme Fatale Silken Floss, assistente do vilão Octopus e, como podemos ver nas imagens, aquela carinha de secretária mas com um ar de “eu tenho mais poder do que você imagina”.

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Paz Vega interpreta Plaster of Paris. Ahn… digamos que ela é uma Femme Fatale bem ao pé da letra, e como a imagem abaixo indica, esse termo se adapta literalmente a ela.

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Sarah Paulson interpreta Ellen Dolan, filha do comissário de polícia e o principal interesse romântico de Spirit, afinal, foi por ela que ele voltou e ela é quem ajuda ele a todo momento, especialmente depois de ser espancado nas ruas (afinal, ela é médica).

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No site Dark Horizons tem uma galeria com 40 fotos dos bastidores do filme. vale a pena ver porque eu não ia postar cada uma delas aqui e, sinceramente, Miller não está brincando quando se trata de filmar o que se pode chamar de um tributo a seu maior ídolo.

Ainda mais sobre o filme, temos o site oficial com o blog do próprio Miller falando das filmagens, um pequeno vídeo de Miller se apresentando e falando sobre Eisner e ainda um contador que no momento indica 15 dias, ou seja, em duas semanas provavelmente teremos o primeiro teaser trailer deste grande filme.

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Publicação J.R. Dib