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Hora de Aventura. Roleplaying Game, um manual divertido para todos os tipos de jogadores

Hora de Aventura. Roleplaying Game, um manual divertido para todos os tipos de jogadores | Críticas | Revista Ambrosia

Quem já jogou RPG, logo lembra de Dungeons & Dragons, mas que tal conhecer algo diferente. Um jogo baseado na série animada do Cartoon Network, Hora de Aventura, Adventure Time: Roleplaying, uma experiência de role-playing bem inspirada. Com 240 páginas coloridas em capa dura, cartas de status e folhas em PDF disponíveis para download e muitos extras, a proposta se destaca não só pela originalidade, mas também pela experiência.

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Análise

Como curiosidade, pode-se pensar que esse volume é voltado para aqueles que gostaram da série no passado. Entretanto, a experiência com o jogo é satisfatória, podemos aproveitar ao máximo não apenas a criação do personagem, mas também a própria aventura que podemos criar. Portanto, temos em mãos não um guia de role-playing destinado a um público fechado, e sim um material adequado para todos os tipos de jogadores.

O livro possui seis capítulos: introdução, criação de personagens, regras, ambientação, narração de aventuras e aventuras. O primeiro capítulo, desculpe-me a redundância, não apenas nos apresenta o mundo de Hora de Aventura, mas também responde perguntas como: O que é um RPG e como ele é jogado? O que o guia que temos em mãos nos oferece?

Em suma, explica de forma breve e concisa o que temos diante de nós.

Sem dúvida, o segundo capítulo é o mais importantes do manual. Em primeiro lugar, nos oferece um breve resumo dos tipos de personagens existentes e como funciona cada um deles. Um dos aspectos mais importantes, no mesmo sentido, são as pistas que cada personagem sutilmente oferecem ao jogador iniciante. Os jogadores mais experientes não terão problemas em discernir o que ou quem eles querem ser, mas os novatos podem ter alguns problemas.

Pois bem, Hora de Aventura. Roleplaying Game não esquece os novatos e oferece a eles uma série de pistas para ajudá-los a descobrir, por si mesmos, o que querem ser neste mundo épico de fantasia maluca.

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Assim, o jogo oferece uma das variantes mais interessantes de muitos RPG que conhecemos: a liberdade absoluta e total de ser o que queremos ser. Ao contrário dos guias clássicos de RPG, não há classes ou raças em Hora de Aventura. Roleplaying Game. Ou seja, não teremos que decidir se queremos ser um humano, uma sereia, um elfo ou um goblin. Como regra geral, cada raça tem uma série de atributos, traços e habilidades, mas não aqui. Podermos ser o que queremos ser, desenvolvemos completamente nosso personagem.

Você quer ser uma torta falante, um vampiro emo ou um habitante da Terra do Caroço? Tudo é possível! Regras para cobrir todas as situações das suas sessões, desde as mais comuns até as mais loucas, como combate, músicas, ciência, flertes e magia. Tudo isso com uma mecânica simples e elegante que usa apenas dados de seis faces.

Matemático! Seremos capazes de determinar, por história e design, o que é e quem é sem encontrar qualquer limitação logística. Claro, quem quiser optar por um personagem da própria franquia ou uma raça que já existe no mundo de Hora de Aventura também pode ser desenvolvido sem muita dificuldade.

Numa disposição que leva a confusão ou erro, mas orienta os jogadores com grande sucesso na hora de projetar seus personagens. O capítulo seguinte, de atributos e talentos, tem uma abordagem simples, permitindo decidir se nosso personagem é forte, mas estúpido, se tem muito carisma ou é um bom mentiroso, etc. Teremos ao nosso dispor muitas ferramentas de personalização e criação, mas de uma forma muito intuitiva e simples.

Certamente não é fácil criar um jogo que seja fácil o suficiente para todos jogarem e ainda assim oferecer profundidade suficiente para que mesmo os jogadores mais experientes não sintam que o conteúdo é vazio

Hora de Aventura. Roleplaying Game, um manual divertido para todos os tipos de jogadores | Críticas | Revista Ambrosia

Um sistema de habilidades e talentos muito interessante, pois oferece uma ampla gama de possibilidades que são abertas o suficiente para oferecer grande variedade, mas fechadas a ponto de ter que seguir um curso de ação específico e personalizado.

Regras

As regras são, em geral, simples. Talvez seja aqui que os jogadores mais experientes vejam seu ponto mais fraco, mas tudo depende da abordagem. Não atinge a profundidade de projetos tão míticos como Vampiro: A Máscara, por exemplo, mas tem seu próprio charme. É nessa relativa simplicidade que, na realidade, se destaca, pois oferece uma jogabilidade dinâmica, quer você já tenha jogado role-playing antes ou não.

O funcionamento é o comum do RPG: o mestre da campanha irá narrar a história para nós e teremos, como sempre, que responder o que queremos fazer. Se necessário, teremos que passar rolagens de dificuldade variável com nossos dados e dependendo de nossos parâmetros. Haverá variantes como os estados (faminto, furioso, encantado…), o tamanho do personagem, o movimento ou a saúde, mas no final tudo se resume a superar esses testes de dificuldade.

O sistema segue incluindo saúde, magia, ferramentas (armas e armaduras), como gastar nossos pontos de herói, etc. Incluirá uma série de ações a serem realizadas para superar situações e que representarão algumas das habilidades mais comuns (como dançar, procurar ou cavalgar) típicas do personagem.

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No capítulo seguinte, encontraremos uma descrição de uma gama muito ampla de personagens da franquia com, além disso, em muitos casos, seu arquivo de personagens. O que significa isto? Que se quisermos brincar com Finn, Jake ou Princesa Jujuba (e muitos mais) podemos fazê-lo sem nenhum problema.

Temos ao narrador, o mestre da campanha uma série de aventuras pré-estabelecidas com as quais poderá jogar ou se preferir criando seu próprio roteiro ou ainda, por outro lado, ele quer aprender como o mundo funciona antes de embarcar em sua própria história.

Edição

Hora de Aventura: RPG é um excelente trabalho com um grande trabalho por trás dele, seus autores Manuel J. Suerio, Iván Sánhez, Pedro J. Ramos e Sergio M. Vergara destacam a inegável paixão pela franquia que se esconde entre suas páginas. Por um lado, a arte e o layout são excelentes. Eles conseguiram não apenas brincar com os designs originais de maneira magistral, mas também acompanhar o guia perfeitamente.

Ao mesmo tempo, os textos são muito organizados, e o fato de serem os próprios personagens da série que nos oferecem pistas e ajuda, quebrando assim a quarta parede, particularmente digno de nota. Sem dúvida, uma diversão não apenas jogando, mas também ao lê-lo e estruturá-lo.

A edição brasileira é da RetroPunk,  com tradução de Evelini Cruz Andrade, numa edição caprichada em capa dura.

Conclusão

Hora de Aventura: Roleplaying Game é uma proposta hilária elaborada com cuidado. O tomo recria nos detalhes e dá-nos um espetáculo não só ao nível do jogo, mas também visualmente; a arte e o layout são, no mínimo, excelentes. Embora seja verdade que sua complexidade não será atraente para os jogadores mais experientes, mas ainda é uma experiência muito interessante para todos os tipos de jogadores. Uma diversão fazer a ficha do personagem, jogando e falando sobre o jogo em geral. Altamente recomendado.

Nota: Excelente – 4 de 5 estrelas

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4 / 5 Crítico
Avaliação

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