Invés de um beijo, um chicle de menta em Road 96

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Caramba, juro que por essa eu não esperava. Sinceramente fica difícil até de achar uma prateleira pra encaixar este game.

Trata-se de uma jornada pela liberdade em uma cidade com muitos problemas sociais e políticos, em época de eleições.

Existe a estrada 96 onde se inicia o fim dos limites dessa tal cidade problemática. Porem, tais complicadores incluem a proibição do êxodo da cidade.

Como já puderam deduzir a missão é conseguir realizar com êxito essa travessia. Bom, na maioria das vezes.


A trajetória de cada personagem até a estrada 96 é cheia de percalços inusitados onde suas escolhas podem implicar diretamente no desenrolar da trama. Existe um “Q” de exploração em partes do cenário, mais abertas, onde a jogabilidade em primeira pessoa deslumbra com um show de imersão nos cenários e trilha sonora.

Fora a variedade de mini games e puzzles escondidos nas entrelinhas mais obscuras.


Joga-se em primeira pessoa como mencionei mas até agora não dei um tiro. Fato é que também não fez a menor falta.

Pra quebrar uns ovos aqui, entre nos discretamente, eu não consigo gostar de jogos Point & Click. E apesar de ter muitos elementos do estilo citado, os desenvolvedores conseguiram construir uma atmosfera deveras envolvente. Nada é chato, sem dinâmica ou maçante e a campanha até a chegada no final da travessia dura em média 40 minutos. Isso faz com que o fator replay seja um dos maiores atrativos pois os cenários são gerados de maneira procedural nessa infinita highway.


Sim, é basicamente andar, agir e explorar em histórias curtas. Tipo uma novela como disse minha senhora. Obviamente que brincávamos pois Road 96 é uma das minhas apostas para os melhores do ano Indie. Ao menos o mais criativo. Recomendo fortemente!

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