“Turma da Mônica: Lições” e seu rito de passagem

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Após o sucesso do filme anterior, que tinha como grande valor o apelo da memória afetiva através das gerações, a “franquia” Turma da Mônica volta, três anos depois, buscando o amadurecimento dos clássicos personagens eternizados pela criação de Maurício de Souza em Turma da Mônica: Lições.

Mais uma vez capitaneado pela direção de Daniel Rezende, e baseado numa graphic novel da Maurício de Souza Produções, o filme acompanha os amigos Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali tendo que lidar com a separação do grupo e uma cisão entre seus pais. Isso trará mudanças às suas rotinas e características principais de suas personalidades.

Um típico filme de rito de passagem passado no bucólico bairro do Limoeiro. As crianças – Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Gabriel Moreira e Laura Rauseo – estão cada vez mais absorvidos por seus papéis (ainda que em tese, esse seja o último filme com eles), e o crescimento deles é concomitante ao de seus personagens. Só isso já adensa melhor a perspectiva do roteiro.

Entretanto, nessa busca pelo amadurecimento num filme já tão edificante por si só (e o edificante aqui, usado como uma estilo de filme mesmo), Rezende acabou pesando a mão no melodrama, sobretudo no terço final, quase afetando a leveza que tanto implementou no primeiro filme. Mas a química não só dos atores, como do próprio diretor com seu elenco, bate na tela com satisfação, o que faz com que a experiência de assistir seja uma distração que funcione sem grandes sobressaltos.

Nota: Bom – 3 de 5 estrelas

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2 thoughts on ““Turma da Mônica: Lições” e seu rito de passagem

  1. Muito bom, uma experiência interessante!