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American Horror Story: Apocalypse é uma bela bagunça em forma de série

Nem tudo saiu como os fãs esperavam, mas a oitava temporada da série ainda teve bons momentos

Uma das temporadas mais esperadas pelos fãs de American Horror Story chegou com ansiedade e se foi com menos estardalhaço do que prometia. Apocalypse, oitava temporada da série de antologia, traz o crossover entre duas das mais populares temporadas anteriores, Murder House – a primeira temporada – e Coven – a terceira temporada.
American Horror Story: Apocalypse é uma bela bagunça em forma de série | Críticas | Revista Ambrosia
O apocalipse é o pano de fundo da esperada batalha final entre bruxas e o anticristo. O filho de Satã é Michael Langdon (Cody Fern), em uma excelente atuação, mostrando inclusive vulnerabilidade e havendo momentos em que o jovem responsável pelo fim do mundo não tem a mínima ideia do que fazer. As bruxas são as velhas conhecidas Cordelia (Sarah Paulson), Myrtle Snow (Frances Conroy), Madison (Emma Roberts) e as novatas Coco (Leslie Grossman) e Mallory (Billie Lourd).
Isso é tudo que pode ser revelado sem dar spoilers. A temporada depende de flashbacks e flash forwards para contar sua história em apenas dez episódios, sendo que o oitavo episódio, de apenas 38 minutos, foi considerado desnecessário por muitos espectadores. Alguns atores, como Sarah Paulson, Taissa Farmiga, Evan Peters e Billy Eichner interpretam mais de um personagem.
American Horror Story: Apocalypse é uma bela bagunça em forma de série | Críticas | Revista Ambrosia
A grande expectativa era pela volta de queridos personagens das temporadas anteriores e também pela comentada estreia de Sarah Paulson na direção, que aconteceu no sexto episódio, “Return to Murder House”, mais longo que os demais.
A beautiful mess” é uma expressão em inglês que, traduzida ao pé da letra, significa “uma bela bagunça”. Isso pode soar ofensivo, mas é um elogio. E não há expressão melhor para descrever American Horror Story: Apocalypse. Teve muita coisa boa e bem feita, e destaques ruins também. E foi, mais uma vez, visualmente maravilhoso.
Na verdade, como tudo na vida, a temporada teve dois lados, e cada um de seus elementos pode ser visto por uma óptica positiva ou negativa. O melhor exemplo disso é a solução final para o confronto das bruxas contra o anticristo, que pode ser visto como um deus ex-machina preguiçoso que desfez o que demorou um episódio inteiro para ser mostrado ou sacada de gênio que mostra a fragilidade de todos diante das circunstâncias mais bobas do destino – e que possibilitou um final icônico para a participação especial de Jessica Lange.
Não é de hoje que American Horror Story tem seus altos e baixos. Mesmo assim, a série tem uma legião de fãs fiéis e sempre atrai novos curiosos graças às estrelas que consegue reunir, ano após ano, para contar histórias surpreendentes.
 

Cotação: 3/5 estrelas

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