"Sintonia" é o poder gueto através da Netflix | Séries | Revista Ambrosia
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“Sintonia” é o poder gueto através da Netflix

Sintonia, casamento da Netflix com o produtor musical Konrad Dantas, o Kondzilla do canal homônimo mais popular do país e um dos maiores do mundo, é uma empreitada bem sucedida do canal de streaming de internacionalizar seu conteúdo, preservando os microcosmos dos diversos países que a potencializa.

Retratando o cotidiano da periferia de São Paulo, a história acompanha três amigos, Rita (Bruna Mascarenhas), Doni (Jottapê Carvalho) e Nando (Christian Malheiros), que se mimetizam em três conflitos básicos nesse contexto: os dogmas e a influência da igreja evangélica, a urgência e sedução do mundo do crime e a complexidade de viver ou não do sonho de ser um superstar.

Baseado numa ideia original do próprio Kondzilla, o roteiro consegue extrair legitimidade de um universo que costumeiramente é retratado com caricatura social. Por fazer parte e ainda viver no meio, o produtor, que também dirigiu a maioria dos episódios, imprime tanta propriedade que quase tudo parece fazer sentido e crível, mesmo utilizando estrutura ficcional bem clara.

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O elenco (que conta com atores da própria comunidade), em especial Bruna e Christian (que esse ano já brilhou no filme Sócrates), absorve bem essa propriedade do conceito e brilha ao fazer com que nos sentimos próximos daquelas pessoas em seus dramas. A reunião dos traficantes com diálogos reais é um dos pontos altos da trama.

Por mais que dramaturgicamente seja (eficientemente) formulaico, Sintonia ganha ao fugir de estereótipos, jogando a luz aos seus personagens, não às caricaturas que fazem deles.

 

Cotação: Bom (3,5 de 5)

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Publicado por Renan de Andrade

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