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“The Crown” mantém o primor em sua terceira temporada

 

The Crown, em sua terceira temporada, vence quase todos os desafios que enfrenta enquanto uma série que acampa a trajetória da rainha da Inglaterra. O principal: a troca de todo o elenco protagonista, é absolutamente bem sucedida.

Se Claire Foy brilhou ao trazer precisão do desabrochar de uma rainha, Olivia Colman é absurda em incorporar sua conformação por sua condição. Helena Bonham Carter é a completa tradução da evolução cênica como Margaret (e curiosamente, assim como na temporada anterior, é responsável por um dos melhores episódios).

Tobias Menzies constrói um príncipe Philip com ainda mais camadas que Matt Smith havia feito até então. O sétimo episódio intitulado “Poeira Lunar“, que magistralmente atrela a chegada do homem a lua à sua perspectiva pessoal, é uma obra-prima, e o ator esbanja seu talento. Que as premiações o reconheça. Destaque também para o novato Josh O’Connor, como príncipe Charles.

O criador, Peter Morgan, está cada vez mais seguro em sua habilidade de verter a narrativa da história Real em anedotas metafóricas de acontecimentos históricos. Sua elegância transcorre pelo ótimo roteiro e pelo deslumbre de uma direção meticulosa na atenção aos atores e cinematográfica (como adjetivo mesmo) nos planos e escolhas estéticas.

The Crown é um produto de primeira no extenso catálogo da Netflix. Talvez hoje, a melhor série de lá. O único desafio que não consegue transpor é seu caráter fronteiriço de mitificação vangloriada de uma monarquia cuja relevância é tão questionável quanto intocável.

A quarta temporada promete a entrada de Lady Diana. Um recorte da familia real que diz muito sobre a rainha Elizabeth. Vamos ver se o desafio será relativizado ou encarado.

Cotação: Épico (5 de 5 estrelas)

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