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"70? Década do Divino Maravilhoso – Doc. Musical" é o melhor musical em cartaz hoje no Rio

Goste-se ou não de musical, assistir ao projeto de tetralogia das décadas (em andamento) do diretor Frederico Reder é, no mínimo, um frescor do gênero especialmente pela maneira “documental” com que constrói seu (verdadeiro) espetáculo.
Sim, documental. Depois do sucesso do formato estreado em 60! Década de Arromba – Doc. Musical, onde perpassou a década em ordem cronológica, basicamente através dos bem montados números musicais, contextualizando mais graficamente que necessariamente dramaturgicamente, agora o diretor, mais uma vez auxiliado pelo roteiro de Marcos Nauer, investiga – pela mesma conjuntura – a década de setenta.
Em 70? Década do Divino Maravilhoso – Doc. Musical, ainda mais polido artisticamente e com propriedade pela linguagem que desenvolveu. Os anos 70 são mais explosivos esteticamente, o que a dupla soube se apropriar para construir um espetáculo suntuoso e com pelo menos, uma obra-prima: o número do Queen é uma das coisas mais fantásticas que vocês verão num teatro brasileiro em anos.
A harmonia cênica de Reder ainda é o seu grande mérito teatral. Seus números são bem pensados e construídos com dramaticidade e clímax, sem sacrificar a consistência musical (como gênero em si).
"70? Década do Divino Maravilhoso – Doc. Musical" é o melhor musical em cartaz hoje no Rio | Críticas | Revista Ambrosia
Soma-se a isso os potenciais colaboradores que muito contribuem isoladamente para que a soma de fatores enrijeça a ambiência estética e climática que o musical consegue tão bem, através da produção musical precisa e sofisticada de Jules Vandystadt, das coreografias muito criativas e funcionais de Victor Maia e dos figurinos que equilibram bem as necessidades temporais do show com a identidade de Bruno Perlatto.
Tudo mimetizado numa mescla de pontuação política, comentário social e espetacularização comportamental.
Apesar de ser um progresso do musical anterior, há alguns problemas pontuais como o fato de As Frenéticas (representado hoje pelo trio Dhu Moraes, Leiloca Neves e Sandra Pêra), a grande atração da década (que na anterior foi agraciada e bem representada por uma luminosa Wanderléa), serem tão mal inseridas no todo.
Tanto dramaturgicamente quanto cenicamente. Suas entradas e cenas em geral são anti-climáticas e frouxas. Um ou outro detalhe que destoa, mas não compromete a construção geral que o diretor e o roteirista empunham nessa empreitada que transforma o saudosismo em uma ode ao passado respeitado e compreendido pelo presente. Que venham os anos 80!!!

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