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“Game of Thrones”: Preocupações com a última temporada

Cada vez mais afastada dos livros, série segue para seu desfecho com jeito de fanfic

O primeiro episódio da última temporada de “Game of Thrones”, exibido anteontem, traz algumas preocupações que já haviam sido despertadas na temporada anterior. Com o distanciamento da matriz literária com a TV, devido aos atrasos nas publicações do autor George R. R. Martin, já se sabe que os finais serão diferentes e muitas coisas serão modificadas. Por isso, a série parece dar a impressão de que irá mais para um final em estilo fanfic.

Muitas coisas que os fãs queriam que acontecesse, estão sendo mostradas, e isso, para GoT é um grande problema, pois sempre se mostrou como algo diferente, com mortes inesperadas e acontecimentos bombásticos. Se formos ser rigorosos, a última morte importante mostrada foi Tywin Lannister (Charles Dance), já que a de Jon Snow (Kit Harington) foi logo ressuscitado no episódio seguinte.

Nesse retorno, era esperado que o episódio fosse de estabelecer onde os personagens se encontram e poucas coisas importantes fossem acontecer. O que foi preocupante foram algumas cenas que poderiam ser totalmente cortadas (lembrando que são apenas 6 capítulos), principalmente as que envolvem Snow e Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), envolvendo o voo dos dragões, até o dialogo brega entre eles, em que ela o convida a “esquentar sua rainha (algo que parece saído de um script preguiçoso de um filme pornô).

Algo que também chama a atenção foi a situação de Brann Stark (Isaac Hempstead Wright), que de início parecia querer resolver logo a situação (ao chamar a atenção sobre ter um dragão do lado inimigo), ele se demora para avisar o meio-irmão de sua verdadeira origem, e dando a impressão que faz um jogo político (que não seria o caso, sendo ele o mais prático de todos), ao colocar Sam para ser o portador da notícia, logo após ele saber que a sua família foi executada pela aliada\amante do amigo.

A preocupação existe e precisa ser debatida, porque a série nos levou a um patamar que excelência em surpresa e emoção que pouco foi vista na cultura pop nos últimos anos (algo que podemos ver em reflexos que deram no final explosivo de “Vingadores: Guerra Infinita”). GoT merece um final memorável como ela foi o tempo inteiro, como aconteceu com “Breaking Bad” e não caia no erro de Lost, que apesar de ser maravilhosa, escorregou no desfecho, justificando os muitos detratores. Se for para ter um final que seja debatido por anos, que seja algo fantástico como ocorreu com “Família Soprano”.

alexandre Giuberti David

Publicado por alexandre Giuberti David

Professor de História, cinéfilo e torcedor do America-RJ