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Marseille: um ‘House of Cards Francês’

A primeira série original francesa da Netflix, “Marseille”, foi criada por Dan Franck e é estrelada por Gérard Depardieu. A primeira temporada tem 8 episódios e estreou mundialmente em 5 de maio de 2016 e a segunda temporada já está encomendada.

A série conta da história de Robert Taro (Derpadieu), que é o prefeito da cidade de Marselha já há 20 anos e tem que confrontar com seu ex-pupilo Lucas Barres (Benoît Magimel) na próxima eleição municipal.

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A edição da série, além do próprio tema em si, evoca “House of Cards”, devido ao jogo de câmeras e a trilha sonora de Alexandre Desplat (o mesmo que fez de vários filmes de Wes Anderson).  Isso dá o  tom da série, principalmente nos momentos de tensão que ocorrem durante os episódios.

Diferente da série americana, a questão central da série não é a conquista do poder, mas sim da vingança que Barres quer lançar contra Taro – conquistar o poder é fácil, mas quero destruir sua vida – diz Barres ao ser confrontado pelo seu adversário. Para isso, Barres se utiliza de todos os meios possíveis – de envolvimento com a máfia local e até favores sexuais, para destruir a vida do seu oponente.

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O grande mérito da série é mostrar Marseille como seu personagem, vemos desde a cidade imponente, das elites (as tomadas aéreas sempre passam pelo principal estádio de futebol o Velódrome) até as áreas degradadas aonde vivem a comunidade árabe, esquecida e marginalizada, no qual a série tenta nos dizer que essa população se volta para o crime justamente por não ter perspectivas. Isso só e´quebrado por um personagem que se envolve com a filha de Taro.

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A trama consegue prender o espectador, os momentos em que Taro vai descobrindo a vida pregressa de Barres são interessantes. Alguns elementos ficam deslocados na série, como o amigo apaixonado da filha de Taro que só tem uma única serventia na série, mas que poderia ter o mesmo desfecho sem esse personagem. Apesar alguns defeitos, a série tem bons elementos em sua trama e o com o fim da temporada, não consigo imaginar para que direção ela irá tomar, mas que vale a pena ser conferida.

Para quem gosta de série política ou curte filmes europeus, é um prato cheio e deve agradar bastante. Mais um bom produto original da Netflix, que já esta virando selo de qualidade.

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