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O maior mangaká de samurais: Hiroshi Hirata e O Preço da Desonra

É com enorme honra que trazemos a vocês uma obra do mestre Hiroshi Hirata, um artista seminal dos mangás que ainda permanecia inexplicavelmente inédito aqui no Brasil.

O Preço da Desonra: Kubidai Hikiukenin, publicada originalmente na década de 1970, tem tudo que consagrou esse grande artista: samurais, arte deslumbrante, narrativa gráfica afiada como uma katana e uma história incrível focada em contextos históricos reais.

É a oportunidade perfeita para conhecer uma lenda dos quadrinhos, que começou sua carreira no Japão ainda nos anos 50 e desde então vem encantado o mundo com suas histórias vigorosas e sábias.

Um grande acréscimo ao catálogo da editora e um importante passo para demonstrar a versatilidade do Selo Drago, que se propões a lançar grandes obras, tanto contemporâneas como Virgem Depois dos 30, quanto esse clássico até então esquecido pelas editoras do nosso país.

SINOPSE DO MANGÁ:
Hiroshi Hirata, alardeado no Japão como um dos maiores autores de histórias de samurai, se não o maior, finalmente chega ao Brasil!

A simples menção da palavra “samurai” basta para evocar o espírito do guerreiro, seguida por substantivos que parecem estar diretamente conectados a ela, como honra, bravura e perseverança. E, apesar de o samurai ser um combatente perfeito, protegido por sua armadura e com espada em punho, destaque em histórias de heroísmo e com a existência baseada num resoluto código de conduta, há um lado obscuro que envolve esses guerreiros e desafia tudo o que pensávamos saber sobre eles!

Em um determinado período do xogunato no Japão, as lutas travadas nos territórios em conflito começaram a ser negociadas e ganharam contornos econômicos, quando honra, tradição e glória foram substituídas pelo comércio puro e simples. Por meio de uma barganha firmada após o resultado de um combate de espadas, o derrotado podia manter a cabeça sobre o pescoço… Desde que pagasse a quantia certa para tanto!

Em O Preço da Desonra, Hiroshi Hirata explora essa questão em sete histórias ao mesmo tempo fascinantes e cruéis, capazes de transformar nossas percepções a respeito da mítica figura do samurai, e apresenta um dos seus maiores personagens, o tomador de promissórias Hanshiro.

Um clássico gekigá dos anos 1970 revigorado para o formato luxuoso típico da editora Pipoca & Nanquim, com 396 páginas, sobrecapa com verniz de alto relevo e marcador de páginas exclusivo.

EDIÇÃO DO VÍDEO: Jessica Torlezi

21 opinaram!

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  1. Melhor vídeo em meses!! Mangás do Louvre, já estou esperando há tempos. Naoki Urasawa, Hirohiko Araki, só mestre! Alexandre falou que o Howard também tinha o problema de estudar para fazer os contos, mas não. Quando Howard viu o quanto tinha que estudar para escrever ficção histórica, ele criou o mundo fantástico Hiboriano justamente para ter liberdade e não errar nos dados históricos. Agora, imagina esse senhor (Hirata) dizer que não sabe desenhar e coisa e tal e você pega para ler o Yoshihiro Togashi ou o ONE, PQP!!! Coroa pedreiro! Quero ser neto desse véio! Eu ia esperar uma promoção relâmpago, mas não deu, comprei em 14 minutos de vídeo, o botequim vai sentir minha falta esse mês.

  2. Que história de vida SENSACIONAL essa do Hiroshi Hirata. Sério, eu fiquei tão (ou mais!) empolgado com ela quanto com a do mangá. O cara é simplesmente o MAIOR autor do gênero e diz que não é bom e que não gosta hahahaha Será devidamente cofrado na pré-venda! Uma sugestão: seria legal se os outros mangás da série do Louvre não saíssem pelo selo drago, e sim igual a Guardiões. Aí deixava o selo apenas para mangás em PB de tamanho e temáticas mais tradicionais (apesar de Virgem Depois dos 30 não ter nada de “tradicional” hehehe). Abraço!

  3. Muita bom vcs tentarem ser casa editorial de vários autores. É uma forma de apresentar os autores pra cá e também de sempre ter quadrinhos de qualidade vindo.
    Também fiquem de olho em mangás cults/alternativos como Omoide Emanon ou The Music of Marie (é muito a cara desbravadora do pipoca e nanquim lançar esses dois mangás, Gostaria muito).

  4. Pessoal do PN (Alexandre, Daniel e Bruno) vcs podiam relançar A Lenda de Kami (não sei se os direitos no Brasil estão com alguma editora) e Sanctuary (que eu acho que não chegou a ser concluída em terras tupiniquins)…. Por sinal, com Sanctuary e Crying Freeman (outra sugestão) abriria uma outra vertente no selo Drago, o de mangas adultos policiais e de yakuza que sempre atraem atenção e curiosidade no ocidente!

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“A Última Peça”, no Mezanino do Sesc Copacabana, em agosto

O ano na música: 1994 no Conversa de Botequim – Alta Fidelidade