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Entenda o que é um “MacGuffin” com 11 exemplos clássicos

“Pode ser um nome escocês, tirado de uma história sobre dois homens em um trem. Um homem diz: ‘O que é o pacote lá em cima no bagageiro? E o outro responde: ‘Oh, isso é um McGuffin.’ Daí o primeiro pergunta: ‘O que é um McGuffin?’ ‘Bem’ o outro homem diz: ‘É um aparelho para capturar leões nas montanhas escocesas’. O primeiro homem diz: ‘Mas não há leões nas montanhas escocesas’, e o outro responde ‘Bem, então isso não é McGuffin!’ Então você vê, um McGuffin não é nada”. (Alfred Hitchcock, entrevista com François Truffaut, agosto de 1962).

Essa foi uma resposta a uma das várias perguntas que o cineasta francês Fraçois Truffaut fez a Alfred Hitchcock. Na ocasião, Truffaut preparava um livro sobre o mestre do suspense. Essa resposta esclarecia, ou melhor, confundia ainda mais, o que vem a ser “MacGuffin”.

Expressão criada deliberadamente por Hitchcock, “MacGuffin” nada mais é do que um objeto que motiva os personagens e avança a história, mas tem pouca outra relevante para a história em si. E não necessariamente um objeto, mas também pode ser uma pessoa, animal e até um sentimento, ou sensação.

Para exemplificar ainda melhor, listamos aqui os onze dos mais emblemáticos “MacGuffins” do cinema.

Projeto Genesis (Star Trek II: A Ira de Khan, 1982)

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Uma arma de energia que, quando acionada em um planeta, reorganiza a matéria, a fim de terraformar a superfície. Naturalmente, o geneticamente alterado super-ditador Khan (responsável por algo chamado de “Guerra da Eugenia dos anos 1990”, no universo de Star Trek) tem outros planos para a arma.

 

A maleta (Pulp Fiction, 1994)

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Temos outros exemplos clássicos de trama giando em torno de malas miseriosas como “A Morte Num Beijo” e “Ronin”. Mas Pulp Fiction oferece, talvez, o uso mais introgante do objeto como MacGuffin. O que está dentro da maleta que pistoleiros Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) foram encarregados de recuperar? Nós nunca sabemos ao certo, mas o brilho que emana quando Vincent se abre para verificar dentro sugere algo seja muito valioso ou muito perigoso.

 

A Espada Destino Verde (O Tigre e o Dragão, 2000)

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Neste conto de fadas passado na China do século XIX, o MacGuffin é uma espada mística. Quem a manuseia tem suas habilidades marciais potencializadas. Na verdade, não há nada de sobrenatural espada de Li Mu Bai (Chow Yun Fat). Ela é o símbolo de seu desejo de abandonar a vida do guerreiro, que é por isso que ele passa a maior parte da trama tentando obtê-la de volta.

 

Vertigem (Um Corpo Que Cai, 1958)

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Não poderíamos falar de MacGuffin sem citar pelo menos um do inventor do termo. E nesse caso, temos um bastante curioso: o MacGuffin de “Um Corpo Que Cai” é justamente a vertigem do título original que acomete de forma crônica o personagem principal.

 

O Falcão Maltês (Relíquia Macabra, 1941)

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Se Hitchcock cunhou a palavra MacGuffin, foi Humphrey Bogart, como um detetive particular caçando o lendário Falcão Maltês do título, que tornou o termo inesquecível.

 

O Necronomicon (Uma Noite Alucinante 3, 1992)

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Na absurda terceira parte de Evil Dead, Ash é arremessado à idade média. O Necronomicon, livro de poder profano indizível, é único passaporte para Ash voltar para o seu tempo e seu cotidiano de vendedor da loja de varejo S. Mart (trocadilho com smart). Isso se pudesse lembrar as malditas palavras mágicas corretamente.

O Santo Graal (Monty Python e o Cálice Sagrado, 1975)

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Esta hilária sátira da lenda do rei Artur é uma das melhores coisas feita pela trupe britânica. O Graal já foi MacGuffin em várias tramas, até Indiana Jones, mas é impossível ouvir falar no Cálice Sagrado sem lembrar dessa brilhante comédia

 

O “Um Anel” (O Senhor dos Anéis, 2001-2003)

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Parecia ser uma simples aliança, mas o Um Anel havia a capacidade de controlar todos os outros anéis do poder e, portanto, lançou o destino da Terra-média. Ele também afetou todos aqueles que entraram em contato com ele, transformando o pobre Smeagol no bizarro Gollum. A jornada do valoroso hobbit Frodo Baggins para transportar e destruir o “Um Anel” no fogo da Montanha da Perdição estava cheio de perigo. Um deles era o próprio anel e a cobiça que eventualmente despertava.

 

Os planos da Estrela da Morte (Star Wars, 1977)

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Se a Princesa Léia não tivesse escondido esses planos roubados da Estrela da Morte dentro do robozinho R2-D2,que foi parar na casa de Luke Skywalker, O destino da galáxia seria, definitivamente, outro.

 

A Arca da Aliança (Os Caçadores da Arca Perdida, 1981)

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Um rádio transmissor de Deus. Essa é a definição dada em certo momento do filme. O artefato do Antigo Testamento foi o primeiro MacGuffin que o público viu o itinerante arqueólogo Indiana Jones perseguir. E pode ser considerado um dos melhores exemplos de MacGuffin. Raiders coloca a Arca como a arma final e é por isso que o Hitler, um obcecado por ocultismo, quer tanto. Indy vai colhendo pistas através do deserto até que ele descobre o Poço das Almas, lugar de descanso da arca perdida. Após os nazistas aprenderem em primeira mão o quão má é a idéia de abrir a Arca, o governo dos EUA toma a medida final, na última cena, claramente inspirada em Cidadão Kane.

 

Rosebud (Cidadão Kane, 1941)

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É o MacGuffin mais famoso de todos os tempos. Na obra prima de Orson Welles (considerado o melhor filme de todos os tempos) Citizen Kane era o magnata da imprensa Charles Foster Kane. A grande pergunta é o que é a última palavra dita leito de morte: “Rosebud”. A resposta está nas memórias do personagem, até chegar à conclusão no desfecho.

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Publicado por Cesar Monteiro

Cesar Monteiro

Um viciado em cultura pop que adora compartilhar seu vício com o maior número de pessoas possível

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